A bela apresentação que Nick Cave fez sozinho ao piano no Alexandra Palace, em Londres, em junho deste ano, para depois exibi-la pela internet no mês seguinte, vai virar disco ao vivo. Idiot Prayer chega às plataformas de streaming e aos formatos vinil e CD no dia 20 de novembro (no aniversário do Trabalho Sujo!) e no início do mês o filme será exibido em algumas salas de cinema pelo mundo (mais informações lá no site do Nick Cave). Haja coragem pra ver isso no cinema em 2020!
A capa do disco é esta acima e as músicas que estarão no álbum são as seguintes:
“Idiot Prayer”
“Sad Waters”
“Brompton Oratory”
“Palaces of Montezuma”
“Girl in Amber”
“Man in the Moon”
“Nobody’s Baby Now”
“(Are You) The One That I’ve Been Waiting For?”
“Waiting for You”
“The Mercy Seat”
“Euthanasia”
“Jubilee Street”
“Far From Me”
“He Wants You”
“Higgs Boson Blues”
“Stranger Than Kindness”
“Into My Arms”
“The Ship Song”
“Papa Won’t Leave You, Henry”
“Black Hair”
“Galleon Ship”
Tudo bem que Summerteeth completou 20 anos no ano passado, mas o Wilco resolveu comemorar o aniversário de seu terceiro álbum um ano depois da data redonda, acabando de anunciar a caixa Summerteeth Reissue, que, além do álnbum original, ainda traz demos, versões ao vivo e sobras de estúdio do disco que começou a transformar o grupo liderado por Jeff Tweedy no que ele é hoje. A versão em vinil da caixa ainda traz um quinto disco, chamado de An Unmitigated Disaster, com o show que o grupo fez na Tower Records dois dias antes do lançamento do disco, em março de 1999, que incluiu as novíssimas I’m Always In Love”, “Via Chicago”, “How To Fight Loneliness”, “She’s A Jar”, “We’re Just Friends”, “Can’t Stand It” e “I Got You (At The End Of The Century)”, entre outras. Para anunciar a caixa, o grupo antecipou uma versão para a quase-faixa-título (a grafia do nome da música é diferente da do disco) chamada de “Slow Rhodes”…
A caixa já está em pré=venda e só chega às lojas no fim do ano. Abaixo, sua nova capa e a ordem de todas as músicas da caixa.
CD1: Original Album
“Can’t Stand It”
“She’s A Jar”
“A Shot In The Arm”
“We’re Just Friends”
“I’m Always In Love”
“Nothing’severgonnastandinmyway (Again)”
“Pieholden Suite”
“How To Fight Loneliness”
“Via Chicago”
“ELT”
“My Darling”
“When You Wake Up Feeling Old”
“Summer Teeth”
“In A Future Age”
“23 Seconds Of Silence”
“Candyfloss”
“A Shot In The Arm (Remix)”
CD2: Outtakes/Alternates/Demos *
“Tried And True (Demo)”
“I’m Always In Love (Demo)”
“All I Need (Demo)”
“I’ll Sing It (Demo)”
“Two Guitars – Instrumental (Demo)”
“Candyfloss (Demo)”
“In A Future Age (Demo)”
“No Hurry (Demo)”
“She’s A Jar (Demo)”
“Can’t Locator It (Guitar Riff Demo)”
“Nothing’severgonnastandinmyway (Again) (Demo)”
“Summer Teeth (Slow Rhodes Version)”
“Pieholden Suite (Alternate)”
“I’m Always In Love (Early Run Through)”
“My Darling (Alternate)”
“Tried And True (Alternate)”
“She’s A Jar (Alternate)”
“Nothing’severgonnastandinmyway (Again)”
“Candyfloss (Intro)”
“Every Little Thing (Alternate)”
“Viking Dan (Outtake)”
“We’re Just Friends/Yee Haw (10/29/99 Minneapolis Soundcheck)”
“Summer Teeth (Alternate)”
“In A Future Age (Take 3)”
CD3: Live At The Boulder Theater, Boulder, CO (11/1/99) *
“Via Chicago”
“Candyfloss”
“Summer Teeth”
“I’m Always In Love”
“I Must Be High”
“How To Fight Loneliness”
“Hotel Arizona”
“Red-Eyed And Blue”
“I Got You (At The End Of The Century)”
“Nothing’severgonnastandinmyway (Again)”
“She’s A Jar”
“A Shot In The Arm”
“We’re Just Friends”
“Misunderstood”
CD4: Live At The Boulder Theater, Boulder, CO (11/1/99) *
“Hesitating Beauty”
“Christ For President”
“Passenger Side”
“Can’t Stand It”
“Forget The Flowers”
“New Madrid”
“California Stars”
“Kingpin”
“Casino Queen”
“Outta Mind (Outta Sight)”
“Hoodoo Voodoo”
“Monday”
A Espetacular Charanga do França lança a versão instrumental para “Obá Iná”, o chamado de guerra de Douglas Germano que foi imortalizado pelo Metá Metá, em mais uma gravação do disco que registraram no final do ano passado – e que ainda não foi lançado. Abram caminho para os reis que lá vem pedrada!
O mestre Thurston Moore lança mais uma música de seu próximo disco By the Fire e “Siren”, com 12 minutos, é tudo que os fãs esperam dele: melodia, notas dissonantes, microfonia, barulho, groove macio, vocais sussurrados e texturas elétricas. Abaixo dá pra ver um trecho do clipe da música, que só pode ser visto na íntegra na página do guitarrista no Bandcamp.
By thg Fire sai em novembro e já está em pré-venda. Além de “Siren” ele já mostrou “Hashish” e “Cantaloupe” e a ordem das faixas é essa:
“Hashish”
“Cantaloupe”
“Breath”
“Siren”
“Calligraphy”
“Locomotives”
“Dreamers Work”
“They Believe In Love [When They Look At You]”
“Venus (instrumental)”
Quem vê o sorriso e o carisma de Pablo Miyazawa não faz ideia de que, além de um dos principais nomes da história do jornalismo que cobre videogames no Brasil e de ter ajudado a criar a versão brasileira da Rolling Stone, ele é um dos principais jornalistas que cobre cultura pop no país. Conheço-o há quase vinte anos e pude acompanhar sua ascensão de perto, feliz de ver que, mesmo com sua importância, ele não perde suas principais qualidades: a transparência, a humildade, a vontade de aprender e a curiosidade sobre quaisquer novidades que aparecerem. Chamei-o para falar de sua trajetória e puxar uma discussão sobre cultura e jornalismo que, pelo jeito, vai longe.
O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do **Clube Trabalho Sujo**. Além do Pablo, já conversei com Bruno Torturra, Dani Arrais, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, Ana Frango Elétrico, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.
O clássico grupo de rap Public Enemy anuncia seu próximo disco, o primeiro pela Def Jam em 20 anos, e volta com sangue nos olhos – afinal, 2020. What You Gonna Do When The Grid Goes Down sai no final do mês e reúne Nas, os dois Beastie Boys remanescentes, George Clinton, Ice T, Questlove, Run-DMC, Cypress Hill e muito mais. Acima, a capa do próximo disco (que já está em pré-venda), e abaixo, os dois singles já lançados (“State of the Union (STFU)” e “Fight The Power (2020 Remix)”) e a ordem das faixas do disco, com seus convidados.
“When The Grid Goes Down” ft. George Clinton
“Grid” ft. Cypress Hill and George Clinton
“State of the Union (STFU)” ft. DJ Premier
“Merica Mirror” ft. Pop Diesel
“Public Enemy Number Won” ft. Mike D, Ad-Rock, Run-DMC
“Toxic”
“Yesterday Man” ft. Daddy-O
“Crossroads Burning” (Interlude) ft. James Bomb
“Fight The Power: Remix 2020” ft. Nas, Rapsody, Black Thought, Jahi, YG, Questlove
“Beat Them All”
“Smash The Crowd” ft.. Ice-T, PMD
“If You Can’t Join Em Beat Em”
“Go At It” ft. Jahi
“Don’t Look At The Sky” (Interlude) ft. Mark Jenkins
“Rest In Beats” ft. The Impossebulls
“R.I.P. Blackat”
“Closing: I Am Black” ft. Ms. Ariel
O bardo canadense Neil Young dá mais detalhes sobre seu EP jornalístico The Times (que, de alguma forma, conecta-se com o conceito de Imprensa Cantada, do Tom Zé), que inclui uma versão ao vivo para o clássico “The Times They Are A‐Changin” de Bob Dylan. A versão também é a primeira vez que ele registra esta música sem acompanhamento e fez parte de uma das várias Fireside Sessions que ele tem gravado ao lado da fogueira em seu rancho no estado norte-americano do Colorado. Esta sexta edição, filmada por sua esposa atual, a atriz Daryl Hannah, ainda contou com versões para “Alabama” de seu clássico disco Harvest, a rara “Campaigner” , “Ohio” (eternizada com o Crosby, Stills, Nash & Young) e seu hino “Southern Man”, além da versão que fez este ano para “Lookin’ for a Leader”, que lançou originalmente em 2006, e “Little Wing”, gravada em 1974 e finalmente lançada este ano, no ótimo Homegrown. O disco será lançado no dia 18 de setembro, exclusivamente pela Amazon Music, que o compositor audiófilo considerou o melhor jeito de levar a qualidade sonora que queria para seu público. Abaixo, a versão para o clássico de Dylan.
Ao escolher lançar a versão suntuosa das canções que vinha trabalhando desde 2017 antes de mostrar seus rascunhos em público, Angel Olsen operou um pequeno milagre. Whole New Mess, o disco que releva quase um ano após apresentar seu deslumbrante All Mirrors, nos coloca em uma posição como se pudéssemos ver o processo de criação de trás pra frente – e como as canções de Olsen são joias de quilate ímpar, esta reversão criativa nos faz acompanhar um desabrochar ao contrário, para dentro, como se, a partir da beleza da flor, do deserto ou da borboleta, descobríssemos o esplendor da semente, do grão de areia, da lagarta. Gravado apenas com sua voz e guitarra, o conjunto de canções de Whole New Mess reescreve All Mirrors como uma confissão – e o que antes carregava Angel Olsen aos píncaros da exuberância emocional agora a arrasta em uma dolorosa sessão de terapia, revertendo completamente o brilho do disco que conhecemos inicialmente. E se a versão inicial começava falando em “esquecer é esconder” (na eterna “Lark”), a nova canta que “não demorará muito até que realmente se mostre” (na faixa-título), invertendo a expectativa a partir de seu próprio ponto de vista, mexendo na ordem e no título das músicas à medida em que retira maquiagem, penteado, figurino, pele, carne e osso, deixando apenas o registro espectral de sua alma, suspensa entre acordes e por seu timbre forte e delicado, que às vezes vem cru, outras embalsamado por reverb ou por algum teclado. Não é um All Mirrors do mundo invertido, mas um mergulho nos paradoxos propostos por quaisquer sentimentos, uma radiografia da alma de cada uma das canções, que se reverte de volta para nós, fazendo inclusive a faixa-título do disco anterior (que agora chama-se “(We Are All Mirrors)”, assim mesmo, entre parênteses) ganhar uma nova leitura: “De pé, de frente, todos os espelhos se apagam / A beleza se perde, pelo menos, por vezes, ela me conheceu”, canta o refrão logo depois de confessar, à abertura que “tenho visto todo meu passado se repetindo, não tem fim”. Que disco maravilhoso.
Estreará na próxima segunda-feira, dia 7, dentro da versão compacta do Festival de Veneza, um dos primeiros festivais de cinema a acontecer fora do formato online, o novo documentário da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que dirigiu o já clássico Uma Noite em 67, sobre o terceiro festival da Record. No documentário Narciso em Férias, produzido por Walter Salles, Caetano Veloso lembra da época em que foi preso pela ditadura militar brasileira em 1968, 14 dias após o AI-5 ter sido baixado no final daquele ano. Eis o trailer que acaba de estrear:
O título foi retirado do romance Este Lado do Paraíso, de F. Scott Fitzgerald, e já tinha sido utilizado no livro Verdade Tropical, que Caetano escreveu em 1997, e se refere aos 54 dias em que, além de preso, ficou sem se ver no espelho.
Estou comentando cada episódio da série Lovecraft Country, produzida por JJ Abrams e Jordan Peele e inspirada no universo de H.P. Lovecraft num programa semanal chamado Lovecraft Country Blues. Saca só:










