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É a quarentena que está nos deixando mais solitários ou já vivíamos assim mesmo quando podíamos nos aglomerar? Ficar só é bom ou ruim? O quanto a privação de contato com outras pessoas afeta o nosso lado psíquico mas também nos ajuda a entrar em contato com nós mesmos? E nesta edição do Altos Massa, eu e Pablo Miyazawa mergulhamos num tema que pode ser incômodo pra muita gente, mas que é uma das principais características de nossos tempos: a solidão.

Arlo-Parks-2021

Ela apareceu graças a duas versões – uma de Radiohead, acompanhando Phoebe Bridges ao piano, e outra da Billie Eilish -, mostrando sua voz e sensibilidade precisas em dois momentos diferentes no início deste semestre. E agora Arlo Parks anuncia seu primeiro álbum, programado para janeiro do ano que vem, e mostra o primeiro single, “Green Eyes”, que conta com vocais de apoio da Clairo:

Collapsed In Sunbeams chega ao público no final de janeiro de 2021 – já está em pré-venda -, a capa é a imagem acima e abaixo segue o nome e a ordem das músicas:

“Collapsed In Sunbeams”
“Hurt”
“Too Good”
“Hope”
“Caroline”
“Black Dog”
“Green Eyes”
“Just Go”
“For Violet”
“Eugene”
“Bluish”
“Portra 400”

Tony-Lewis-The-Outfield

Pode ser que você não se lembre do inglês Tony Lewis nem da banda em que tocava baixo, o Outfield, mas lembra da voz e sabe cantar o refrão de “Your Love”. Ele morreu subitamente, notificou sua página oficial no Facebook, sem especificar as causas da morte.

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Morreu nesta terça-feira, vítima de pneumonia., Spencer Davis (à esquerda na foto acima), o líder do Spencer Davis Group, um dos protagonistas da cena inglesa dos anos 60. Ele fundou o grupo em 1963, ao lado dos irmãos Muff e Steve Winwood e do baterista Peter York e emplacou vários hits na época, como “Keep On Running”, “Somebody Help Me” e “I’m A Man”, mas sempre será lembrado pelo hit “Gimme Some Lovin‘”.

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Durante muitos anos, adaptações de outras mídias, continuações e refilmagens minaram a criatividade e as histórias originais dos filmes mais comerciais do mundo, mas isso acabou vilanizando um dos principais exercícios cinematográficos que existem: o remake. Recriar um filme em outra época é da natureza do próprio cinema e vai para além das simples citações e referências. Refilmagens nos mostram clássicos antigos, releituras autorais e filmes que passaram batido sobre contextos novos e mais desafiadores – e é claro que tem muita bomba no meio, não dá pra mentir. Mas entre Scarface e Vanilla Sky, Gaiola das Loucas e Os Infiltrados, Bravura Indômita e Oldboy, Cabo do Medo e Robocop, mostramos que há vida inteligente na recriação de títulos do passado.

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Eis a íntegra da apresentação do Metá Metá, a melhor banda do Brasil, dentro da programação do Sesc Ao Vivo, sexta passada. Não tem o apuro visual da direção da live que fizeram na Casa de Francisca, mas é Juçara e um microfone, Thiago e seu sax, Kiko e seu violão – não precisa de mais que isso pra que eles estremeçam o chão, sempre.

“Exu”
“Vale Do Jucá”
“São Jorge”
“Ossanyn”
“Atoto”
“Samuel”
“Trovoa”
“Sozinho”
“Let’s Play That”
“Na Multidão”
“Tristeza Não”
“Vias De Fato”
“Obá Iná”
“Obatalá”

sharon-van-etten-2020

Sharon Van Etten mostra a “Let Go”, canção que fez para o documentário Feels Good Man, que acaba de estrear na PBS norte-americana (veja o trailer aqui) e que conta a trágica história de Pepe, um sapo personagem de quadrinhos que há dez anos começou a ser utilizado como símbolo da extrema-direita. Melancólica e densa na mesma medida, “Let Go” tem várias camadas e é sua primeira composição inédita que lança desde Remind Me Tomorrow, o ótimo disco que lançou no ano passado.

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“Eu sonhei com essa música cantada por um coro, desses característicos de terreiros de candomblé, acompanhado por tambores vibrantes, uma coisa linda”, lembra Zé Manoel ao falar sobre “Adupé Obaluaê”, single que antecipa seu próximo álbum, Do Meu Coração Nu, que chega às plataformas digitais na próxima sexta. “Acordei com a música reverberando… ‘Adupé meu pai Obaluaê… ‘ Na mesma hora peguei o celular e gravei a música, já acompanhando com o piano da forma que toquei na gravação do disco.” A faixa, como o disco, tem produção do baiano Luisão Pereira, que também toca o baixo da música e conta com arranjo de sopros escrito pelo maestro Letieres Leite. “É a faixa mais importante do disco”, conta o pianista pernambucano, “por isso resolvemos abrir os trabalhos com ela”, conta Zé Manoel.”

Salve!

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O guitar hero da banda sergipana The Baggios, Julico Andrade, está quase lançando seu primeiro disco solo, Ikê Maré, que sai no final do mês. Além das três músicas que já mostrou, ele lança “São Cristóvão Via Niger”, o último single antes do lançamento do disco, este em parceria com a cantora conterrânea Sandyalê, em que reforça a transição do rock para o groove brasileiro dos anos 70, com uma pitada de soul gringo e outra de psicodelia, que já tinha sido sinalizada no single em parceria com Curumin (“Todo Dia É Santo”).

Ele aproveita para antecipar em primeira mão para o Trabalho Sujo tanto a capa do novo disco (que ilustra o post), como a ordem das faixas (abaixo).

“Ikê Maré”
“Nuvens Negras”
“Aonde Viemos Parar”
“Todo Dia É Santo” (com Curumin)
“Eu São / Curtis Says”
“Surfista DeTrem”
“Caípe Novo”
“Outrora”
“Paramopama / Vaza-Barris” (com Winnie)
“Rosimari”
“Pelejamor”
“São Cristóvão Via Niger”(com Sandyalê)
“Caípe Velho”

radiocast

Fui chamado pelo pessoal do Radiocast, podcast do festival baiano Radioca, para fazer uma provocação para os convidados da edição de sexta passada, quando Caio Braz, Josyara e Martín Giraldo discutiram a relação entre música e redes sociais nesta virada de década. Minha fala rola aos 54 minutos, mas o papo inteiro, com mediação de Carol Morena e Ronei Jorge, vale à pena ser ouvido.