Depois de muito mistério, Ariana Grande começa a revelar Positions, o sucessor do ótimo Thank U, Next ao mostrar o clipe da ótima faixa-título, revelar sua capa e o nome das músicas (abaixo), além da data de lançamento, no próximo dia 30. Com participações de Doja Cat, Ty Dolla $ign e The Weeknd, Positions parece almejar a um patamar ainda mais alto rumo ao topo do pop – e ela não mede escala ao se colocar na cadeira de presidente dos Estados Unidos – enchendo seu gabinete com parentes e amigos – na semana da eleição norte-americana.
Começou bem.
“Shut Up”
“34+35”
“Motive” (com Doja Cat)
“Just like Magic”
“Off the Table” (com The Weeknd)
“Six Thirty”
“Safety Net” (com Ty Dolla $ign)
“My Hair”
“Nasty”
“West Side”
“Love Language”
“Positions”
“Obvious”
“POV”
Sigo reconstituindo a história do jornalismo que cobre música no Brasil chamando uma das desbravadoras da música eletrônica no país, que, com seu trabalho, ressignificou o papel do DJ na cultura brasileira e ultimamente vem discutindo a participação da mulher no mercado da música. Claudia Assef começou no jornalismo diário e aos poucos foi se especializando em determinadas áreas, bem como flertando com diferentes formatos de jornalismo, indo da curadoria ao livro (e ela já escreveu três!), passando por revistas, blogs, festas e conferências. Nesta terceira edição do Jornalismo-Arte, ela também se lembra de sua entrada no mundo da música e especificamente da música eletrônica, sua estada em Paris, sobre a falta de mulheres neste meio e como ela descobriu o primeiro DJ da história do país.
Eis o trailer de Mank, primeiro filme de David Fincher desde 2014, que, a partir de um roteiro deixado por seu pai, Jack, conta a história do roteirista de Cidadão Kane, Herman J. Mankiewicz. O filme estreia em alguns cinemas do planeta em que irresponsáveis acham que é tranquilo abrir salas de projeção no mês de novembro e chega aos streamings de todo o mundo no dia 4 de dezembro.
E pela estrutura do trailer, o filme parece recriar a estrutura do filme original de Orson Welles que é o assunto central de Mank. E além de vermos o fantástico Gary Oldman como o personagem-título, ainda temos cenas de Charles Dance como William Randolph Hearst e de Amanda Seyfried como sua amante Marion Davies. Mas nada ainda do Orson Welles vivido por Tom Burke…
O quinteto inglês Hot Chip lança “Straight To The Morning”, single gravado poucos dias antes do mundo entrar em quarentena, quando recebeu o vocalista do Pulp Jarvis Cocker para gravar um hino disco music inspirado em Dua Lipa. E a música é tão divertida quanto seu conceito – e o delicioso clipe que acabaram de lançar:
No mês passado, o grupo lançou a coletânea Late Night Tales que trazia uma versão para “Candy Says”, do Velvet Underground.
Que banda!
Letícia Novaes lançou seu ótimo Aos Prantos na mesma sexta-feira 13 em que foi decretada a quarentena no país, no dia seguinte à OMS declarar que o coronavírus era uma pandemia global. O disco, sem poder ser lançado ao vivo (e quem conhece seu grupo, o Letrux, sabe que mais da metade dele é o show), foi ressignificado a partir do momento bizarro que compartilhamos até hoje e o choro do título ganhou uma nova conotação. Para Letícia pessoalmente foi um baque pesado que a atingiu em pleno voo, cancelando shows e desdobramentos que estavam marcados até o fim deste ano. Recuperada do trauma, ela aos poucos reergue-se e anuncia novidades para o fim deste ano – um EP com os prantos revisitados – e um livro para o ano que vem. Mas as novidades são só um detalhe neste delicioso papo capri em que conversamos sobre redes sociais, solidão, choro, cancelamentos, criatividade, texto e shows.
Por essa ninguém esperava: Paul McCartney anuncia o terceiro disco que leva apenas só seu sobrenome, em referência ao seu primeiro disco solo após o fim dos Beatles e ao disco que lançou dez anos depois, quando desfez sua banda posterior, os Wings. McCartney III foi composto, gravado, tocado e produzido sozinho por ele, como os McCarntey e McCarntey II foram anteriormente, durante sua quarentena.
O disco será lançado no dia 11 de dezembro e sua capa é essa abaixo:
“Tenho desenvolvido um novo olhar sobre o mundo, entendendo que criamos ciclos e expectativas às vezes maléficas para saúde mental e física”, filosofa Rodrigo Campos, quando o pergunto sobre como anda sua quarentena. “Percebi também que nunca havia tirado férias nos 20 anos em que vivo exclusivamente de música. Essa parada tem despertado sensações que, acredito, influenciem meu trabalho de agora em diante.” O primeiro estágio desta nova fase vem na forma de canções, às duplas, que ele começa a lançar a partir dessa sexta nas plataformas digitais – mas que dá pra ouvir em primeira mão no Trabalho Sujo.
“A pandemia que me instigou a começar gravar em casa”, prossegue o sambista paulistano. “À princípio não determinei que seriam compactos, mas como só tinha duas músicas – tinha acabado de fazer oito para o novo Sambas do Absurdo – e as achava boas. Comecei a considerar lançá-las nesse formato, me libertando um pouco do formato álbum. Foi quando passei a enxergar as canções de modo diferente, me abriu um novo olhar; ver as canções sempre dentro de um conjunto maior faz você se ater mais ao todo, e dessa maneira tinha que considera só canção, que tinha que se manter de pé por força própria, sem apoio de outras ou de um conceito muito fechado. Aí me convenci a aprofundar essa sensação de que cada canção devia se bastar, e lançá-las em compactos.”
Os dois primeiros, os sambas “Meu Samba Quer Se Dissolver” e “Corpo Azul”, conversam diretamente com essa experiência, principalmente a partir da familiaridade cada vez mais íntima de Rodrigo com a guitarra e a microfonia, que funcionam como paisagens sonoras que ajudam seus sambas a ganhar corpo e densidade musicalmente. “Acho que essa coisa de gravar em casa que abriu possibilidades bem maiores de experimentação timbrística, então penso continuar nessa direção”, explica quando pergunto se essa fase ele trabalha sozinho ou se vão ter parcerias ou colaborações. Ele não definiu nada nesse sentido. Só sabe que lançará cinco “compactos”. “Imagino soltar a cada dois meses. Já tenho outro pronto”, antecipa.
O músico e produtor norte-americano Chet “JR” White, que formava a dupla Girls com Christopher Owens, teve sua morte prematura, cuja causa é desconhecida, anunciada nesta terça-feira. A banda havia terminado em 2012 e White vinha trabalhando como produtor, assinando inclusive a ótima estreia de Tobias Jesso Jr. Owens tuitou sobre a morte do amigo:
💔
I hope you feel nothing but peace now my brother. I love you, and thank you for believing in me, and for what you brought to the table. Always and Forever, and I’ll always be proud of you… I’ll always remember you protecting Liza, Patrick, myself and Beta from the jerks— Christopher David Owens (@Chri55yBaby) October 20, 2020
É a quarentena que está nos deixando mais solitários ou já vivíamos assim mesmo quando podíamos nos aglomerar? Ficar só é bom ou ruim? O quanto a privação de contato com outras pessoas afeta o nosso lado psíquico mas também nos ajuda a entrar em contato com nós mesmos? E nesta edição do Altos Massa, eu e Pablo Miyazawa mergulhamos num tema que pode ser incômodo pra muita gente, mas que é uma das principais características de nossos tempos: a solidão.
Ela apareceu graças a duas versões – uma de Radiohead, acompanhando Phoebe Bridges ao piano, e outra da Billie Eilish -, mostrando sua voz e sensibilidade precisas em dois momentos diferentes no início deste semestre. E agora Arlo Parks anuncia seu primeiro álbum, programado para janeiro do ano que vem, e mostra o primeiro single, “Green Eyes”, que conta com vocais de apoio da Clairo:
Collapsed In Sunbeams chega ao público no final de janeiro de 2021 – já está em pré-venda -, a capa é a imagem acima e abaixo segue o nome e a ordem das músicas:
“Collapsed In Sunbeams”
“Hurt”
“Too Good”
“Hope”
“Caroline”
“Black Dog”
“Green Eyes”
“Just Go”
“For Violet”
“Eugene”
“Bluish”
“Portra 400”











