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Corte seco

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“Sei o que me salva, sei o que me mata”, canta hipnoticamente Alzira E sobre o poema do compadre Arruda, antes de explodir no refrão que batiza a nova música do Corte, banda em que ela toca ao lado de integrantes do Bixiga 70, “só não sei a dose exata!”. A faixa, escolhida para mostrar o vídeo-álbum Corte Vivo em SP, que foi gravado no Itaú Cultural no ano passado e que o grupo começa a lançar semanalmente a partir deste mês de novembro e que você assiste em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

“Bati o olho e veio”, lembra a compositora, quando leu o poema no segundo livro do poeta, A Representação Matemática das Nuvens. “A gente já tinha gravado o disco do Corte quando fiz essa música e achei que o poema tinha a ver com isso, com essa explosão, essa coisa mais radical do grupo. Foi essa sensação que eu tive quando li o poema, que virou música na hora, fiz no baixo. E fiquei surpresa, porque o poema tem três linhas e achava que não ia rolar, é diferente fazer uma música com um poema tão curto, mas ele é muito intenso e muito inteiro. O fato de ter pouco verso não fez falta, porque é muito completo.”

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Letrux lança clipe para “Abalos Sísmicos” feito remotamente com onze ilustradores diferentes, que recriaram a banda desenhando por cima de imagens filmadas, usando aquele formato chamado rotoscopia.

Ficou fera – e assista até o fim para ouvir a troca de áudios hahahaha

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Morreu neste sábado, dormindo em sua casa em Nassau, nas Bahamas, o ator escocês Sean Connery, que eternizou James Bond em nosso imaginário e viveu personagens célebres em filmes como Caçada ao Outubro Vermelho, Confissões de Uma Ladra, Highlander Os Intocáveis e o clássico cult Zardoz, além de ter vivido o pai de Indiana Jones no terceiro filme do personagem, A Última Cruzada. Ele praticamente determinou o parâmetro para heróis que também eram galãs num mundo em que o western e as aventuras de capa e espada foram perdendo a importância no cinema.

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O grupo Tenacious D do ator Jack Black aproveita as eleições nos EUA para ressuscitar “Time Warp”, um dos grandes hits do musical cult Rocky Horror Picture Show – e esta versão, feita para incitar os eleitores norte-americanos ao voto à presidência, contou com uma série de participações especiais, do humorista Eric Andre à senadora Elizabeth Warren, passando pelos atores Michael Peña, Sarah Silverman, George Takei, Susan Sarandon, Jamie Lee Curtis, o diretor John Waters, os músicos Reggie Watts, Peaches, Phoebe Bridgers e Karen O, entre outros.

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Em mais um programa dedicado a contar o estado da imprensa que cobre música, converso desta vez com Guilherme Werneck, que depois de passar por algumas das principais redações do Brasil, tanto como repórter, editor e executivo, atravessou as transformações nas duas áreas nos últimos trinta anos e agora lidar a Bravo reinventando inclusive o conceito original da revista de cultura. Falamos sobre como o modelo atual de jornalismo acaba tornando a cultura coadjuvante, sobre a necessidade da crítica musical, a chegada da internet à profissão e uma uma barriga que derrubou meia direção do BNDES, entre outras lembranças e observações sobre uma mudança inevitável nesta área.

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Dua Lipa não para! Depois de lançar um dos melhores discos do ano e um (fraco) disco de remixes, a popstar inglesa puxa um dueto com a belga Angèle em mais um single, a irresistível “Fever”.

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Com o aval da família e acesso a raridades nunca vistas fora de seu círculo mais íntimo, o diretor Alex Winter, que dirigiu os filmes Bill & Ted, mergulhou na essência do iconoclasta-mor Frank Zappa e parece ter conseguido fazer o documentário definitivo sobre a complexidade deste gênio. O trailer é de tirar o fôlego.

O filme passa nos cinemas nos EUA dia 23 de novembro para chegar às plataformas de vídeo online no dia 27.

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Helder Aragão saiu do interior do Sergipe rumo ao Recife e ajudou a moldar a cena que reinventou a música do norte do país a partir dos anos 90. Seguiu sua carreira adotando o pseudônimo DJ Dolores a partir de seu apreço pela linguagem eletrônica e trilhou caminhos que o levaram para o exterior e para o cinema, sempre cruzando fronteiras de linguagem e investigando possíveis novas conexões, como a que está começando a fazer com a África lusófona. Falamos sobre sua trajetória e também sobre a perspectiva de futuro para o país do ponto de vista da produção artística.

Rastilho extra

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Kiko Dinucci já havia mostrado “Habitual” nas versões ao vivo que fez de seu Rastilho, o ótimo segundo disco solo que lançou no início do ano. Mas só agora registra a música oficialmente, que em sua versão de estúdio conta com vocais da Ava Rocha.

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O filósofo Sílvio Almeida cede aos anseios de seu novo público e lança seu canal no YouTube entrevistando ninguém menos que Mano Brown. O encontro inaugurou o novo canal e só peca por ser curto – mas há muito o que aprender nestes pouco mais de vinte minutos de conversa. E é muito importante ver o Brown, falando de Pelé, mencionando a solidão de um rei.

Assina o canal dele porque promete…