Projeto dos sonhos de Anelis Assumpção, o Museu Itamar Assumpção finalmente saiu do papel. O projeto virtual, primeiro museu dedicado a um artista negro no Brasil, celebra a importância de seu pai e o coloca na devida perspectiva afrobrasileira, para além dos circuitos intelectuais, que o classificam como “excêntrico”, “vanguarda” ou “difícil”. Não por acaso o museu, conhecido pelo genial acrônimo MU.ITA, foi inaugurado nesta sexta-feira, dia da consciência negra, reunindo inúmeros registros sobre a vida e obra do mestre Beleléu em versão virtual e também é o primeiro museu brasileiro com tradução para iorubá. O lançamento foi marcado por um show apaixonado que Anelis assumindo fez no Teatro Sérgio Cardoso – com todos os protocolos de segurança e sem púbico, claro – cantando as canções de seu pai acompanhada por sua banda, com direção magistral de Ava Rocha. Sente o drama:
“Nosso Pai”, com Denise Assunção
“Mulher Segundo Meu Pai”
“Receita Rápida”
“Meus tempos de criança”
“Filho de Santa Maria”
“Batuque”
“Nega Música”
“Persigo São Paulo”
“Ir pra Berlim
“Que tal o impossível?”
“Milágrimas”
“Beleléu Via Embratel”
“Devia ser proibido”
Que maravilha
“Shameika” é uma das músicas mais fortes do ótimo Fetch the Bolt Cutters que Fiona Apple lançou de surpresa no primeiro semestre deste ano – enquanto martela o piano desenfreadamente, ela relembra dos dias de escola, quando era vítima de brincadeiras pesadas de outros alunos, revidando também de forma agressiva, enquanto contava os segundos riscando-os um a um no caderno na sala de aula. Até que uma colega de classe, que nem era amiga direito de Fiona, chegou para ela e disse que ela tinha potencial. “Shameika me disse que eu tinha potencial”, repete o extático refrão que carrega o nome da música e de sua conhecida na escola. “Foi como se eu tivesse tentando mandar isso para ela de forma telepática”, Fiona contou ao site Pitchfork, “Como se eu tivesse querendo fazer que a música chegasse de alguma forma a seu cérebro, que ela tivesse um retorno… Um voto de confiança. Ou apenas um obrigada.”
Shameika Stepney, uma rapper que já se apresentou como Dollface e Chyna Doll, ficou sabendo da canção por uma professora das duas na época, Linda Kunhardt, que dizia: “Shameika, espero que esta carte lhe encontre bem durante a quarentena. Eu tive que te escrever porque eu não sei se você se lembra desta garota Fiona McAfee. Você disse para ela não dar atenção para os brigões e que ela tinha potencial. Eu só queria lhe agradecer. E queria que você soubesse que suas palavras proféticas se transformaram numa linda canção com seu nome.”
As duas se encontraram algum tempo depois e se deram bem a ponto de Fiona participar de uma nova música que a rapper lançou com seu próprio nome, “Shameika Said”.
E, por sua vez, Fiona chamou Shameika para participar de uma nova versão de “Shameika” transformada em vídeo:
Que massa.
Depois de assumir a presidência dos EUA em um clipe, Ariana Grande agora recria-se a si mesma como uma cientista de filme de ficção científica dos anos 50 em outro vídeo de seu ótimo Positions, na música mais sexy do disco, “34+35”.
Os Arctic Monkeys antecipam o disco ao vivo que lançarão em dezembro mostrando a versão que fizeram para o hit “505” na apresentação que fizeram no dia 7 de junho de 2018 no Royal Albert Hall, em Londres.
“All rise…”
Uma das pioneiras dos blogs no Brasil, Flávia Durante também acompanha a cena independente brasileira há décadas, trabalhando nos bastidores com diferentes artistas e aos poucos consolidando as bases para sua atual empreitada: o bazar Pop Plus, um dos primeiros a abordar a questão da moda plus-size e ampliar esta discussão para outras áreas. Conheço-a desde o século passado e foi um prazer ouvi-la contando sua trajetória e saber como ela vem repensando seu próprio negócio à luz desta quarentena que atravessamos.
O podcast que Flávia cita é o Profundamente Superficial.
Miley Cyrus começa a mostrar seu próximo álbum, batizado Plastic Hearts, que entre seus produtores traz Mark Ronson e traz participações especiais de nomes como Billy Idol, Joan Jett e, acredite, Angel Olsen. E a música que ela escolheu para iniciar os trabalhos do disco foi “Prisoner”, em que divide os holofotes com uma das estrelas de 2020, a inglesa Dua Lipa. O single, grudento, mistura uma sonoridade rock de boutique, que parece ser a tônica do disco, pelos convidados, com um groove dance robótico que não deixa ninguém parado.
Ao comentar sobre a inusitada participação de Olsen no disco de Cyrus, Ronson twittou que “‘Bad Karma’ (a música em que Olsen participa) foi escrita como uma jam session no Max’s Kansas City em 1976 com Ace Frehley e Joan Jett – não foi isso, mas vocês entenderam, uma parada rock’n’roll pura e crua. As guitarras de Angel Olsen cortam como arame farpado”. Será que nossa musa vai participar apenas como guitarrista? Tomara que não. Plastic Hearts sai na semana que vem, está em pré-venda, e sua capa e ordem das músicas seguem abaixo:
“WTF Do I Know”
“Plastic Hearts”
“Angels like You”
“Prisoner” (com Dua Lipa)
“Gimme What I Want”
“Night Crawling” (com Billy Idol)
“Midnight Sky”
“High”
“Hate Me”
“Bad Karma” (com Joan Jett e Angel Olsen)
“Never Be Me”
“Golden G String”
Lana Del Rey visita a “Summertime” dos irmãos Gershwin, sem explicar se a faixa eternizada por Billie Holiday estará em seu novo disco de natal que ela anunciou há algumas semanas.
Com a quarentena, a emissora pública norte-americana NPR passou a buscar clássicos em seu arquivo, como esse show do nosso trio favorito Yo La Tengo em 2013, tocando três músicas no estúdio do Tiny Desk Concert.
“Is That Enough”
“Tears Are In Your Eyes”
“Ohm”
Mas que a bateria da Georgia faz falta, ah faz…
A cantora maltesa Yasmin Kuymizakis revisita o hit do Bananarama “Cruel Summer” com seu projeto eletrônico Joon – a versão já havia sido mostrada na coletânea After Dark 3 do selo Italians Do It Better e agora ganha um clipe pós-pandêmico…
“Strange voices are saying… What did they say?…”
Com a passagem de Sean Connery, revisitamos o personagem que ele ajudou a construir e que moldou parte do cinema comercial dos últimos 50 anos. E além de falar de nossas preferências em relação à mais longa saga da história do cinema, eu e André Graciotti também mostramos como a franquia inglesa foi construída a partir de conceitos imperialistas, misóginos e racistas.










