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Jornalismo

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E pela primeira vez neste programa dedicado a falar sobre o jornalismo que cobre música, convido alguém que começou já na internet. Embora Gaía Passarelli tenha passagens pelo impresso e pela TV, foi na internet que ela começou e onde se estabeleceu. Primeiro com o primordial Rraurl, site referência na divulgação e cobertura do início da música eletrônica e sua cultura intensa no Brasil, para depois passar pela MTV, se aventurar pelo YouTube, lançar um livro sobre viajar sozinha – o que a fez refletir sobre o papel da mulher nesta cena jornalística – até chegar ao Buzzfeed Brasil, onde trabalha atualmente. Refaço esta trajetória com sua ajuda buscando também refletir sobre seu interesse por música, se tornar uma personalidade televisiva e entender o que estamos atravessamos durante esta quarentena.

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E se Ayn Rand e Slavoj Žižek se juntassem para fazer um dueto. Dois extremos da filosofia política foram reunidos em dois duetos feitos por computador e dividem vocais em “I Got You Babe” da dupla Sonny & Cher e “Barbie Girl” do grupo Aqua.

A façanha é culpa do canal Vocal Synthesis, que coloca dispositivos de transcrição de texto para voz treinados a partir dos padrões de discursos de vários personagens históricos para colidir conceitos e criar paradoxos improváveis como esses. E o canal tem muito mais disso por lá…

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Eu e Polly Sjobon nos perdemos nos desertos da alma desta figura enigmática, misteriosa e sedutora que é o grande poeta português Fernando Pessoa. Juntamos nossas experiências pessoais com a obra do gajo para nos aprofundar em seus heterônimos, suas incertezas e suas constatações – e aproveitando para falar sobre nossas conexões lusitanas e comentar sobre a disparidade entre estes dois países em mais uma edição do Polimatias.

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Depois de lançar os dois primeiros volumes de suas Canções do Distanciamento Social nos dois primeiros meses da quarentena, o bardo indie paranaense Giancarlo Ruffato retoma sua produção depois de um semestre sem novidades – e inverte a proporção no novo capítulo: em vez de duas versões alheias e uma faixa própria, preferiu mostrar duas autorais – a desesperançosa “Vivendo dentro dos seus próprios sapatos” e a irônica “Pense Positivo” – e regravar uma canção alheia, o hino caipira “Chico Mineiro” que, como explica no texto de apresentação do novo disco, foi a primeira música que aprendeu a tocar no violão e que “era a música que meu avô pedia pra que eu tocasse quando era adolescente”. O novo volume também é o fim de uma trilogia que Giancarlo só percebeu depois de finalizar o novo disco.

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A cantora inglesa Arlo Parks lança mais um single de seu primeiro álbum, Collapsed in Sunbeams, que será lançado no início do ano que vem – e “Caroline” confirma tanto a doce textura de suas voz e canções quanto que o disco pode surpreender.

classixx

Lembra quando indie rock e música eletrônica caminhavam lado a lado há cerca de dez, quinze anos? O encontro entre dois grupos californianos em ascensão volta àqueles bons tempos em que a pista de dança tinha um ar dandy e o ótimo single “Weekends” é a primeira das duas colaborações entre a dupla eletrônica Classixx e o grupo indie Local Natives – aumenta o som!

A segunda colaboração, “Francesca”, sai no começo de dezembro.

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Letrux mostra sua versão ao piano em uma apresentação ao vivo que aconteceu neste fim de semana, dentro da programação da Virada Cultural de São Paulo, em uma versão sediada em Rio Grande da Serra, na região do ABC paulistano. Sozinha tocando o instrumento ou acompanhada do companheiro Thiago Vivas ou do compadre Arthur Bragante, Letícia Novaes tocou versões para Radiohead, Paralamas do Sucesso, PJ Harvey, Charlotte Gainsbourg e Caetano Veloso enquanto as entrelaça com poemas de Ana Cristina César, Hilda Hilst e Silvia Plath numa apresentação que aconteceu neste fim de semana e começa no minuto 5:54:00 do vídeo abaixo:

“Caravana” (Geraldo Azevedo)
“Puro Teatro” (La Lupe)
“Timing” (Kevin Johansen)
“Fake Plastic Trees” (Radiohead)
“Interlúdio”
“The Dancer” (PJ Harvey)
“Uns Dias” (Paralamas do Sucesso)
“Everything I Cannot See” (Charlotte Gainsbourg)
“Alguém Cantando” (Caetano Veloso)
“Take My Breath Away” (Berlin)
“Lama” (Núbia Lafayette)

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O primeiro novo programa desta nova era no Trabalho Sujo é a transformação da minha velha coluna Tudo Tanto (que começou na falecida revista Caros Amigos e teve uma sobrevida no site Reverb), que agora é uma seção de entrevistas em vídeo. E como o mote da coluna é falar sobre música brasileira contemporânea, chamei o grande Romulo Frões para comentar sobre esta sua geração musical, uma vez que ele está se tornando um ótimo observador e crítico da contemporaneidade, como pode se visto no curso sobre música brasileira no século 21 que ele deu para o canal do YouTube do Instituto Moreira Salles. Por isso o papo é menos sobre sua carreira (embora ele conte algumas novidades, como cursos sobre fazer letras e um disco de funk!?) e mais sobre o contexto atual, contemplando as invenções do século 20, o mercado e a mídia e todo um cânone de nossa música.

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Não sei o que me deixa mais maravilhado neste encontro da Iza com o Gilberto Gil tocando “Upa Neguinho” do Edu Lobo: se é a fantástica voz de Iza, que é seu principal talento, infelizmente tão pouco explorado, ou o exímio violão ancestral de Gil, talvez o maior nome do violão no país (no mundo?) atualmente – e não estou falando em virtuosismo em nenhum dos dois casos.

Uma música só é pouco: eu queria era um disco só disso.E o Dwarf descolou o link da live toda. Demais!

“Andar com Fé”
“Não Chore Mais”
“A Novidade”
“Upa, Neguinho”
“A Paz”
“Se Eu Quiser Falar com Deus”
“Drão”
“Esotérico”
“Tempo Rei”
“Esperando na Janela”
“Three Little Birds”
“Vamos Fugir”
“Aquele Abraço”
“Palco”

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Projeto dos sonhos de Anelis Assumpção, o Museu Itamar Assumpção finalmente saiu do papel. O projeto virtual, primeiro museu dedicado a um artista negro no Brasil, celebra a importância de seu pai e o coloca na devida perspectiva afrobrasileira, para além dos circuitos intelectuais, que o classificam como “excêntrico”, “vanguarda” ou “difícil”. Não por acaso o museu, conhecido pelo genial acrônimo MU.ITA, foi inaugurado nesta sexta-feira, dia da consciência negra, reunindo inúmeros registros sobre a vida e obra do mestre Beleléu em versão virtual e também é o primeiro museu brasileiro com tradução para iorubá. O lançamento foi marcado por um show apaixonado que Anelis assumindo fez no Teatro Sérgio Cardoso – com todos os protocolos de segurança e sem púbico, claro – cantando as canções de seu pai acompanhada por sua banda, com direção magistral de Ava Rocha. Sente o drama:

“Nosso Pai”, com Denise Assunção
“Mulher Segundo Meu Pai”
“Receita Rápida”
“Meus tempos de criança”
“Filho de Santa Maria”
“Batuque”
“Nega Música”
“Persigo São Paulo”
“Ir pra Berlim
“Que tal o impossível?”
“Milágrimas”
“Beleléu Via Embratel”
“Devia ser proibido”

Que maravilha