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Jornalismo

Dando continuidade ao encontro realizado no fim do ano passado, quando me reuni com dois dos principais nomes do jornalismo musical brasileiro atualmente, Roberta Martinelli e Marcelo Costa, para discutir como andava tanto o jornalismo quanto a música ao final de 2022, nós três voltamos no início de 2023 para conversar sobre estes dois temas e sua intersecção, área em que atuam, na perspectiva do novo ano. E se no primeiro encontro falamos das dificuldades que pairavam sobre estes meios em tempos de pandemia e bolsonarismo, agora é hora de olhar para frente e repensar sobre como o papel tanto da música quanto do jornalismo são fundamentais para a reconstrução da república. Neste novo encontro conversamos sobre como o renascimento do Ministério da Cultura é crucial para restabelecer os rumos de um horizonte próximo ao país bem como a renascença do jornalismo independente ajuda a manter esse horizonte sempre nítido. E seguimos abordando questões cruciais para estes meios, como a descoberta de novos artistas e repórteres, a formação de novos jornalistas, ouvintes e espectadores, a consolidação de nichos cada vez mais densos, a manutenção da profissão em uma era cada vez mais fluida, como manter o teor crítico nas avaliações culturais e a consciência de uma nova fase em relação à importância da cultura para nosso país. O encontro acontece no dia 8 de fevereiro, das 19h30 às 21h30, na Publica (Rua Sebastião Pereira, 110, Vila Buarque), e as inscrições podem ser feitas neste link.

Juçara Marçal fez aniversário dia 27 (essa data mágica que também viu o nascimento de Alessandra Leão) e puxou sua comemoração trazendo o melhor show do ano passado para o ano novo neste domingo, no Sesc Bom Retiro. A parede pós-moderna erguida pelo choque inexorável da linguagem eletrônica com a energia pós-punk segue ainda mais sólida, à medida em que cada vez mais o som da apresentação ganha mais volume. Assim, a nuvem de pulsos elétricos conduzida por Kiko Dinucci, Alana Ananias e Marcelo Cabral – todos percorrendo timbres analógicos e eletrônicos, às vezes na mesma música – coloca Juçara no topo do céu, cavalgando o peso atmosférico como uma entidade sobrenatural: impiedosa e implacável ainda que atenta e clemente. Aliada às canções de seu Delta Estácio Blues, ela eletrifica o público enquanto o conquista com sua voz inabalável, crua ou distorcida por efeitos ou encorpada pelo soco sonoro de seus três amigos. Agora sim dá pra dizer que 2023 começou.

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Morre um dos pais do punk e um dos maiores nomes norte-americanos da guitarra elétrica. Uma perda gigantesca.

Começamos 2023 daquele jeito! Na primeira edição do meu programa sobre relações internacionais do meu canal que faço com o professor Tomaz Paoliello, mostramos como o novo governo brasileiro está colocando o país de volta ao mapa político do mundo depois de anos de isolamento e negacionismo retrógrados. Falamos sobre o papel de liderança do país na América do Sul, suas relações com Europa e Estados Unidos e o momento para se consolidar como líder global na questão ambiental, além de mostrar como tudo isso está menos ligado a questões ideológicas e mais à sagacidade política de Lula.

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(Foto: Pétala Lopes)

O fim do primeiro disco solo da cantora e compositora Maria Beraldo foi, como todas nossas biografias recentes, atropelado pela pandemia e quando ela estava começando a finalizar seu Cavala nos palcos, começaria a burilar o que poderia ser o próximo disco – mas este processo iniciaria naquele fatídico março de 2020 e ela teve que refazer seus planos. Neste período, começou a enveredar pelo caminho das trilhas sonoras para cinema, quando começou a encontrar um caminho de volta. “Eu tava precisando de um respiro criativo e algo pra trabalhar meu músculo da criação de outro jeito e tava cansada do formato canção, com poucos minutos, comparado com a música de concerto, que pode ser mais longa e ter diferentes momentos”, ela me explica por áudios de Whatsapp. “O cinema é outro tamanho de tela. Eu vinha trabalhando num lugar pequeno e de repente eu tinha um troço enorme”, lembra.

E depois de um longa metragem (O Acidente, em que o amigo Bruno Carbone a convidou para estrear neste formato e ela compôs toda a trilha usando apenas seu instrumento, o clarinete), dois curtas e uma série, ela volta à canção na única música da trilha do longa Regra 34, da diretora Julia Murat, que acaba de entrar em cartaz. Ela foi convidada pelo produtor e músico Lucas Marcier para compor toda a trilha do longa e um dos pilares da trilha foi esta nova canção, “Truco”, que ela lança nesta sexta-feira e dá os rumos para seu próximo disco. Ouça abaixo: Continue

“Minta como se me amasse”, canta o fenômeno espanhol para além da seara de Motomami no primeiro single que lança este ano, o segundo após o aclamado disco do ano passado. E “L.L.Y.L.M.”, bilíngüe, parece bem na linha de “Despechá“, o single anterior, que parece desenvolver de forma ainda mais específica a sonoridade criada no disco de 2022. “Hoje é carnaval”, canta em espanhol, dando início às folias mominas deste ano no mundo fonográfico. Ouça abaixo: Continue

Betina lança o último single antes de finalmente nos revelar seu novo disco, que deve sair ainda este semestre, fechando o ciclo que começou com os singles “Polaroids” e “Zoin“, lançados no ano passado, com a participação de Luiza Lian. Como as canções anteriores, “O Coração Batendo no Corpo Todo”, que estreia em primeira mão aqui no Trabalho Sujo, é mais uma composição que ela divide com Dinho Almeida, dos Boogarins, e também conta com sua produção, ao lado do ex-supercordas Diogo Valentino. “Desliga isso”, esbraveja Luiza logo antes de sua aparição na canção, que pede para nos desconectar da realidade virtual que nos suga diariamente, além de cantar os vocais do refrão com a cantora curitibana. “Foi incrível gravar com a Luiza, ela entendeu muito bem a atmosfera da música e também conseguiu se conectar com ela como se fosse sua, o que trouxe muito mais potência para essa música que já fazia tanto sentido ter ela”, lembra Betina. “Mas o melhor é receber as mensagens dela de zap cantando a música depois de termos gravado. Deixa tudo mais especial”

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Depois de esgotar os ingressos do show no Rio de Janeiro, agora é a vez de São Paulo receber Lianne La Havas, que apresenta-se no dia 9 de fevereiro no Cine Joia. Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta-feira, neste link, a partir das 10h da manhã. 2023 tá bom demais…

O Test é uma das bandas mais singulares da cena musical brasileira hoje. Só o fato de ser uma dupla de grindcore criada para tocar na rua antes de shows de metal e hardcore clássicos que aconteciam em São Paulo já merecia um lugar na história. Mas a união de João Kombi (guitarra e vocal) e Barata (bateria) vai muito além disso e cada vez mais eles expandem as fronteiras das possibilidades que podem fazer a partir da premissa inicial da banda – lembro quando chamei os caras para tocar no Centro Cultural São Paulo em 2017 quando eles vieram com sua versão big band, com 14 músicos no palco, incluindo um pianista num piano de cauda. O período pandêmico atingiu os dois como a todo o mercado da música e a solução encontrada por eles foi gravar um disco chamado Um Disco Normal, que seria gravado em áreas externas públicas, com o desafio de captar bem o som fora do estúdio. As gravações foram filmadas e geraram o extremo documentário de mesmo nome, dirigido por João e por Tomás Moreira, que mostra como registraram o novo disco em uma edição frenética e imagens superpostas, saturadas, granuladas, distorcidas, deixando tudo tão intenso quanto a sonoridade dos dois (confira o trailer abaixo). Como de praxe, o Test convidou diferentes letristas para cada uma das músicas, como Vitor Brauer da Lupe de Lupe, Jonnata Doll, China, Jair Naves, Kiko Dinucci, entre outros. Nesta quarta-feira, o grupo lançou a faixa de abertura do disco que finalmente será lançado no próximo mês de março. “Derrama Outro” reúne duas músicas, a primeira com letra de Fernando Catatau e a segunda com letra de Aran Carriel, e dá um pouco do gostinho do que podemos esperar do novo disco. Ouça abaixo: Continue

Não foi só uma, mas duas especulações que surgiram nesta quarta-feira e que parecem cravar que nossa musa Lana Del Rey volta a dar o ar de sua graça por aqui ainda neste semestre. Tanto o José Norberto Flesch quanto o Hugo Gloss cravam a vinda de Lana, que está prestes a lançar um novo álbum em março (com o sensacional título Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd), para o final do mês de maio – e Gloss ainda cogita que ela virá como uma das atrações do festival Mita. Só vem!