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Jornalismo

Chegando ao fim da programação de shows de 2025, encerrei minha leva de apresentações ao vivo no ano com um programa duplo neste domingo. Começando com a festa de fim de ano da Casa de Francisca, que entra em 2026 prestes a comemorar duas décadas de cultura, música, beleza e resistência cultural. E a celebração aconteceu, claro, na rua, quando uma pequena multidão tomou conta da calçada fechada em frente ao Palacete Tereza para uma dose pesada de boas energias, tanto pra descarregar o peso deste fim de 2025 quanto para recarregar forças para o ano que vem. A primeira leva aconteceu com o show do mestre Sapopemba, que fez todo mundo chacoalhar em frente à Francisca e ainda convidou sua comadre Alessandra Leão para fechar a noite com uma sequência de clássicos nordestinos: “Cintura Fina”, “Numa Sala de Reboco” e “Espumas ao Vento”. É luxo só!

Depois foi a vez do Metá Metá tomar as rédeas do palco, enquanto caía a noite. Kiko, Thiago e Juçara fizeram a chuva que ameaçava desabar sobre o centro da cidade desviar e soltaram sua sequência de relâmpagos em forma de canções eletrizando apenas com voz, violão e sax o público que se aglomerava em frente ao Palacete Tereza. Com força e presença característicos, o trio soltou a dose de energia positiva que estava precisando para fechar os trabalhos de 2025. Pena que não pude ficar até o fim pois tinha que chegar à parte final do domingo para assistir a um mago mestre enfeitiçar uma multidão gigantesca apenas com voz e corpo num estádio da zona oeste da cidade.

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E na reta final de sua celebração contínua do Hannukah no Bowery Ballroom em Nova York, o Yo La Tengo chamou a mestra da country music Lucinda Williams como atração surpresa desta sétima data, a penúltima da série de shows de fim de ano do grupo. Além de tocar na abertura da noite, ela voltou no bis do show do trio, quando, depois de tocar “Love Comes in Spurs” (mais uma homenagem ao Richard Hell), o grupo tocou “Yummy Yummy Yummy” (é, aquela mesma do Ohio Express), “Tears Are In Your Eyes” (do próprio Yola) e “Pale Blue Eyes” (do Velvet Underground), sempre acompanhados do violinista David Mansfield. Eis alguns vídeos que achei online abaixo: Continue

Olha o Noel aí!

Quem diria que veria o primeiro show do Noel Pagan mais de três décadas após começar a discotecar seus hits “Silent Morning” e “Like a Child” nas festinhas de escola ainda no segundo grau. Foi uma oportunidade também de conhecer o novíssimo Suhai Music Hall, na zona sul, gigantesca casa de shows do lado do shopping SP Market, que estava lotada para assistir à noite flashback com Noel, Thea Austin (a vocalista do Snap!) e Information Society. Falando em inglês e espanhol, o latino nova-iorquino Noel fez um show curto mas emocionado, principalmente ao ver a multidão cantando o refrão de “Silent Morning”. Infelizmente não consegui ficar para assistir aos shows seguintes, mas valeu pelo reencontro com esse fugaz ídolo dance de nossas juventudes.

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A celebração de fim de ano do Yo La Tengo não para nem suas surpresas. Quem subiu ao palco do Bowery Ballroom com o trio de Nova York nessa sexta-feira foi o líder do Wilco Jeff Tweedy, que fez um show de abertura anunciado na hora ao lado de seus filhos Spencer (na bateria) e Sammy (nos teclados). Pai e filhos seguiram no palco no show do Yo La Tengo, quando tocaram versões para Bob Dylan (“Love Minus Zero/No Limit”) e outra música que Jeff fez com a cantora Mavis Staples (“You Are Not Alone”), além de passar várias músicas menos conhecidas do Yola e clássicos inevitáveis como sua irresistível versão para “You Can Have it All”, “Tom Courtney” e sua tour de force “I Heard You Looking”, com quinze minutos de noise. O bis dessa vez foi só com a banda, dedicado aos Herman’s Hermits, com versões do grupo para “I’m Into Something Good”, “Hold On!”, “Just a Liittle Bit Better”, “No Milk Today” e “My Reservation’s Been Confirmed”. Fino demais, veja alguns vídeos abaixo: Continue

E essa versão de “Place to Be” do Nick Drake cantada pelo Cameron Winter do Geese? O vídeo é de 2022, quando a banda ainda contava com o guitarrista Foster Hudson (que acompanha o vocalista nesta gravação) em sua formação, e foi gravado pra ONG de prevenção ao suicídio Sounds of Saving.

Assista abaixo: Continue

O Yo La Tengo já passou da metade de sua comemoração contínua do Hannukah no Bowery Ballroom em Nova York – e na quinta noite de celebração, chamou a Norah Jones para acompanhá-los no bis, que teve versões para músicas dos Dixie Cups (“I’m Gonna Get You”), Randy Newman (“I Think It’s Going to Rain Today”) e Bob Dylan (“I’ll Be Your Baby Tonight”), além de músicas deles próprios – duas dela (“Carry On” e “Little Broken Hearts”) e uma deles (a delicada “Tears Are in Your Eyes”). Veja alguns vídeos abaixo: Continue

O ano tá chegando ao fim e a comissão de música popular da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual faço parte, acaba de divulgar os indicados para três das principais categorias da votação, quando revelamos os nomes que estão entre os destaques para Artista, Show e Revelação do Ano. Veja abaixo os nomes deste ano: Continue

A clássica dupla inglesa de tecnopop acaba de confirmar mais uma vinda ao país no ano que vem! Neil Tennant e Chris Lowe tocam no Brasil no próximo dia 3 de março, no Suhai Music Hall, em São Paulo. E se eles já fizeram bonito tocando na edição mais recente do Primavera Sounds São Paulo, num show próprio não vão deixar ninguém parado. Os ingressos já estão à venda neste link.

Mais uma noite da celebração consecutiva do Yo La Tengo no Bowery Balroom, a noite desta quarta-feira – a quarta do Hannukah que o grupo celebra todo ano em Nova York – contou com as participações do ídolo indie Bonnie ‘Prince’ Billy, do líder do National Matt Berninger e do guitarrista de Patti Smith Lenny Kaye! Como no dia anterior, o trio começou os trabalhos sozinho no palco, tocando músicas de todas as décadas da banda, para convidar seus camaradas apenas no bis: Bonnie ‘Prince’ Billy começou cantando “Trustfall” da cantora pop Pink e depois o trio recebeu o líder do National, que cantou “Little Bit of Rain” de Fred Neil, suas próprias “Inland Ocean” (de sua carreira solo), “Bloodbuzz Ohio” (de sua banda) e “Eve of Destruction”, de Barry McGuire, que contou com (Lenny Kaye na guitarra como atração surpresa. Aproveitando a deixa de Kaye, Billy voltou ao palco para cantar “Free Money” do primeiro disco de Patti Smith, com Matt ainda no palco. Que beleza! Deixei uns vídeos que achei online abaixo: Continue

St. Vincent foi chamada pelo Stephen Colbert para inaugurar uma nova sessão no programa Late Show que ele apresenta, chamada Under the Covers e dedicada a versões alheias – e ela tirou da cartola um das canções mais difíceis do David Bowie de se cantar, a irresistível “Young Americans”. E tirou onda…

Assista abaixo: Continue