
E vocês viram que abriu uma data-extra pro show do Bikini Kill no Brasil? Depois dos ingressos pro show do dia 5 de março do ano que vem evaporarem, a Associação Cultural Cecília, que está produzindo o show que acontece na Áudio, acaba de anunciar outro show das heroínas no dia 14 deste mesmo mês. Os ingressos começam a ser vendidos na quarta-feira, a partir da uma da tarde tanto pelo site da Ticket360, quanto na Associação Cecília e na Áudio (nesse caso, sem as taxas de conveniência). E a bela ilustração do cartaz é da mesma Letícia Moth que já tinha feito aquele coração bonito do pôster anterior.

Escrevi minhas considerações sobre a ótima segunda edição do Primavera Sound em São Paulo para o site da CNN Brasil. O sol inclemente e o longo e apaixonado show do Cure foram as principais atrações do evento, que pecou ao não ter um artístico tão contemporâneo quanto o da edição passada, mas que funcionou perfeitamente como evento, com poucas filas, boa divisão do Autódromo de Interlagos, distribuição de água, bom som e shows memoráveis: além do Cure, Beck, Slowdive, Killers e Pet Shop Boys fizeram apresentações intensas e memoráveis, além de Marisa Monte ter celebrado Rita Lee com a presença de seu companheiro, Roberto de Carvalho.
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Fora o calor dilacerante que atravessou esse fim de semana, a segunda edição do Primavera Sound em São Paulo funcionou redondissimamente bem. Ótimos shows sempre no horário, poucas filas e fácil acesso ao festival, que ainda conseguiu utilizar bem o espaço do Autódromo sem transformar um festival de música numa feira de marcas.
Mesmo que boa parte do elenco não fosse formada por artistas que vivem seu melhor momento hoje (como foi a edição passada do festival), o Primavera São Paulo teve showzaços que arrebatou fãs com ótimo som e bom tratamento pro público (distribuição de água na grade, algo que deveria se tornar regra) em instâncias tão diferentes quanto Cansei de Ser Sexy, Bad Religion ou Slowdive.
Os shows de Beck e Pet Shop Boys merecem destaque, afinal passaram por diferentes momentos de suas carreiras sem fazer concessões para os hits e botando todo mundo pra cantar junto. O bardo norte-americano ia do solo de gaita ao funk setentista, passando pelo rap de araque de seus primeiros hits e delicadas canções ao violão, mostrando-se um showman completo. Já a dupla inglesa conduziu sua apresentação austera e impecável, Neil Tennant com a mesma voz e fleuma de sempre, claramente emocionado com o público, que recebia os velhos hits com novos arranjos como bênçãos.
Outro momento especial foi quando Marisa Monte recebeu Roberto de Carvalho para celebrar Rita Lee, o que valeu até um momento de interação da diva com o público, algo tão raro.
Mas desde o anúncio das atrações, o Primavera teve um só dono: Robert Smith e seu Cure fizeram uma apresentação transcendental, um show hipnótico e alto astral, denso e pop, melancólico e esperançoso, psicodélico e existencialista, atravessando duas horas e meias de crises sentimentais, odes românticas e hits radiofônicos como se a nossa vida dependesse disso (e ah como depende…). São Bob era transparente sobre como estava feliz com a repercussão do público, que manteve-se gigantesco até o final das duas horas e meia de apresentação do Cure. É meio redundante citar os grandes momentos do último show de domingo sem falar nele inteiro, quem foi sabe. E é claro que eu filmei uns trechos desse fim de semana nota 10…
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Qualquer apresentação ao vivo da Espetacular Charanga do França é aquele jorro de energia vital que faz até o proverbial defunto levantar-se do caixão. Mas neste primeiro dia de dezembro de 2023 na Casa de Francisca, a alta vibração foi ainda mais intensa, especialmente depois do discurso de abertura feito por seu maestro, Thiago França, que ajudou a acordar a consciência de como finalmente desentalamos essa época de morte que atravessamos nos últimos anos e, como ele mesmo pôs, “comemorar o livramento” dessa época tão depret. E tome sambas clássicos, axé music, Britney Spears, pagodeira, “Eva” e todo o repertório de hits alheios em versões carnavalescas que não deixaram ninguém parado. Foi de lavar a alma.
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Em clima de celebração pernambucana, o Mombojó vai aos poucos preparando terreno para seu próximo disco, que será lançado no ano que vem. Ainda sem título, o novo disco é uma homenagem a Alceu Valença que o grupo começou há pouco tempo ao mostrar o primeiro single do novo trabalho, “Estação da Luz”. O próximo passo é o single “Amor que Vai”, que será lançado na próxima sexta-feira, dia 8, e que estreará em primeira mão no dia anterior, aqui no Trabalho Sujo. “Alceu é o principal cantor vivo de Pernambuco”, explica o vocalista da banda, Felipe S. “É um artista que está transitando num público jovem que está recém descobrindo ele. Até por isso pensamos em gravar as músicas da fase 80 que não fossem as mais famosas. Pra reafirmar um repertório incrivelmente forte. Alceu ele conseguiu como ninguém simbolizar o nosso estado. Fortalece um pouco o nosso laço tocar essas músicas.” Felipe continua explicando a importância de sua banda gravar um disco celebrando Alceu. “Para nós que já temos mais de vinte anos só compondo músicas autorais, bateu a vontade pelo desafio de interpretar algum artista e a Mombojó tem muitas afinidades com Alceu, seja nas letras curtas ou por falar da natureza e principalmente dos cenários nordestinos. Acho que ele me influenciou nesse sentido da escrita.”

Beyoncé pegou todo mundo de surpresa mais uma vez ao lançar uma música sem nenhum aviso prévio: “My House”, que apareceu nessa sexta-feira, é a música que encerra o filme que a diva lançou para registrar a versão ao vivo do maravilhoso disco que ela lançou no ano passado, Renaissance. A faixa é boa mas não o suficiente para estar no disco em si, funciona mais como o que de fato é – a música que toca nos créditos finais de um filme, fazendo referências ao todo mas funcionando mais como um desfecho do que como um single novo propriamente dito. O que reforça o que ela está falando nas entrelinhas, que ela está terminando esse capítulo e que o ato II dessa nova fase, que deve chamar-se Enlightenment ou Illuminism, está chegando. E como nossa musa é afeita a surpresas, não duvido nada que ela possa lançar esse disco ainda esse ano (dez anos depois de ela ter lançado seu disco homônimo também sem alarde, em pleno mês de dezembro).
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E nessa sexta repito a noitada com o Thiago mas em outras condições de temperatura e pressão: ele finalmente lança o disco de sua Espetacular Charanga do França nesta sexta e sábado na Casa de Francisca e me chamou para discotecar na primeira dessas apresentações. Partimos de um extremo de noitada paulistana para o outro mas com a mesma eficácia – e se você não dormir no ponto ainda consegue pegar um dos últimos ingressos pra essa apresentação neste link. Toco antes e depois do show com a incumbência de transformar aquela tradicional discotecagem pós-show em uma baladinha de fato.

Quando a quinta-feira termina com Arrigo Barnabé, é que foi daqueles dias. Perdi o André Prando, que esquentou o Inferninho Trabalho Sujo no Picles logo cedo, abrindo terreno para as tradicionais duas horas de Xepa Sounds, quando o Thiago França encara hits pop de todas as épocas ao lado dois terços da percussão de sua Charanga, os compadres Samba Sam e Wellington Pimpa, passeando entre novos clássicos da dance music e aquela pagodeira que todo mundo canta junto. Depois que eu e a Fran assumimos a pista ainda começou a chegar uma quantidade absurda de gente que vai saber como é que as coisas terminaram…
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Encerrando as comemorações dos 28 anos do Trabalho Sujo, o último Inferninho Trabalho Sujo deste novembro mágico acontece nesta quinta-feira, quando mais uma vez Thiago França traz a fina esculhambação de seu Xepa Sounds para o sobrado interdimensional que abre novas dimensões no meio do canteiro de obras que muitos conhecem como bairro de Pinheiros. Antes da Xepa quem toca é o André Prando e depois dela eu e a Fran derretemos a pista com aqueles hits que você conhece – e outros tantos que você nunca imaginou ouvir no Picles! O Inferninho acontece no número 1838 da rua Cardeal Arcoverde e a noite vai até…

Um bardo da música celta nos deixou nesta terça-feira. Shane MacGowan era líder dos Pogues e um dos maiores nomes da música pop irlandesa.