
Bem bonito o espetáculo Des Chimères que Grisa e João Viegas apresentaram nesta terça-feira, no Centro da Terra. Os dois começaram os shows sozinhos, mostrando algumas músicas que compuseram juntos e outras composições de suas carreiras solo – ambos tocando teclados e guitarras (em algumas músicas), enquanto ela também tocava theremin e ele tocava o piano da casa. O clima etéreo expandiu aquela calma tensa que ia para além da canção francesa, uma das inspirações da parceria, invadindo a eletrônica e o trip hop, deixando o clima ainda mais jazzy ao contar com as presenças de Bruno Mamede no contrabaixo acústico (e também no sax) e Brandon Farmer na bateria, num show que, mesmo com clima experimental, está prontinho para navegar por outros palcos por aí…
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Maior satisfação receber o encontro inédito entre Grisa e João Viegas, dois artistas em ascensão cujos diferentes trabalhos encontraram-se na paixão dos dois pela música brasileira, pelo jazz e pela canção francesa. A multiinstrumentista Grisa, que já trabalhou na Philharmonie de Paris e no Acoustic and Audio Group of The University of Edinburgh, está prestes a lançar seu primeiro disco solo, chmaado Espelho ou Geografia de Lugar Nenhum, enquanto João Viegas, que toca nas bandas indie Ombu e Raça, começou seu trabalho solo tocando beats eletrônicos – começaram a trabalhar juntos e estão lançando um primeiro single, que batiza o encontro que fazem ao vivo nesta terça-feira no Centro da Terra. misturando timbres acústicos e eletrônicos enquanto descrevem cenários sonoros surrealistas a partir de canções de seus trabalhos solo e criadas a partir desta parceria. O espetáculo Des Chimères começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.
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A primeira noite da temporada BNegron Convida, que o rapper BNegão está fazendo às segundas-feiras de julho no Centro da Terra nos apresentou ao trio carioca Dissantes, em sua primeira aparição em São Paulo. Formado pelos MCs Gilber T e Homobono (este último velho conhecido do anfitrião desde os tempos em que liderava os antigos Kamundjangos, que depois tornaram-se Los Djangos) e pelo produtor Feres disparando bases e tocando synths, o grupo surgiu durante a pandemia como uma resposta ao clima apocalíptico que vivíamos – e de alguma forma ainda vivemos – naquele período. Vestidos de trajes de segurança hospitalar e rimando letras sobre o presente pesadelo que nos assombra, o trio ainda contou com a participação de Bernardo no single latino que lançaram juntos, “Sangre de Barrio”, além de assumir as guitarras no último número da noite, com uma mistura de gêneros que deu a tônica das atrações que virão durante a temporada.
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Quem toma conta das segundas de julho no Centro da Terra é o mestre e compadre BNegão que aproveitou a deixa para convidar três artistas que ele vem acompanhando há um tempo na temporada BNegron Convida. Na primeira segunda-feira, dia 15, ele recebe o trio carioca Disstantes, fazendo sua primeira apresentação em São Paulo. Misturando linhas eletrônicas e sintetizadores como bases para o canto falado, o trio formado por Gilber T, Homobono e Feres lançou um single com a participação do anfitrião e se autodenomia um grupo de kraut-rap! No dia 22, Bernardo recebe o baiano Freelion, pseudônimo atual do produtor e multiinstrumentista Sandro Mascarenhas, que já tocou com artistas como Afrocidade, Majur e Léo Santana, e agora mistura pagodão baiano, música latina e reggae neste projeto que existe desde 2018. A temporada termina dia 29 com a presença de Dabliueme, produtor e poeta que mescla jazz, rap e raggamuffin com samples de músicas brasileiras de todas as épocas. BNegão estará em todos os espetáculos, que começam pontualmente às 20h e cujos ingressos podem ser comprados na bilheteria ou no site do Centro da Terra.
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Um dos nomes que ajudou a desenhar a música do Brasil do século 20 também deu origem a um dos males do século 21 no país – e há quem diga que estas relações estão interligadas, pois o velho jornalista só teve fôlego e disposição para concluir biografias de nomes fundamentais para nossa cultura como Elizeth Cardoso, Tom Jobim, Nara Leão e Pixinguinha pois conseguiu um bom e tranquilo emprego graças ao filho que carrega seu próprio nome. Mazelas brasilis à parte, é inegável a contribuição de Sergio, que morreu neste domingo, para a música brasileira, seja como autor, compositor e produtor musical, sempre disposto a colocar o samba carioca – e sua genealogia no cerne da história de nossa cultura.

Desde que a curadoria de música do parque Inhotim, um dos grandes templos à arte contemporânea brasileira, no interior de Minas Gerais, foi criada, em abril do ano passado, o primeiro titular do cargo, o maestro carioca Leandro Oliveira vislumbra a possibilidade de realizar um grande festival que mostrasse a que veio este novo pilar do museu-parque. Importante frisar que o superlativo não necessariamente se traduziria em números – a ideia nunca foi reunir nomes pop ou grandes para gerar números para atrair possíveis patrocinadores e sim fazer jus à grandiosidade a céu aberto do jardim que fica do lado da cidade de Brumadinho. O evento aconteceu no fim de semana passada e seu título, Jardim Sonoro, acertou em cheio ao contemplar nomes radicalmente modernos e amplamente populares, reunindo artistas de diferentes nacionalidades, mas com principais atrações brasileiras. Fui convidado pela organização do evento e voltei apaixonado pelo festival.
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Conhecida como a Brenda do seriado Barrados no Baile, que fez sucesso no início dos anos 90, a atriz norte-americana Shannen Doherty morreu neste sábado. Com parcos 53 anos, ela foi vítima de um câncer que lhe acompanha desde 2015. Ao contrário de todo o resto do elenco do seriado, ela ainda conseguiu emplacar um segundo personagem em sua breve carreira, ao viver uma das jovens bruxas da série Charmed. No ano passado, ela anunciou a doença, que incialmente começou como um câncer de mama, havia espalhado para seu corpo, primeiro para os ossos e depois para o cérebro.

Que tal jantar num bistrô em Paris com a turma do Mac DeMarco e ouvi-los fazendo um som depois de uma refeição? Foi isso que a produtora de vídeos francesa La Blothèque fez ao inaugurar uma nova série, chamada Fin de Service. Depois de encarar um frango, Mac puxou cinco músicas, novas e velhas, ao lado de uma banda formada pelo tecladista Alec Meen, pelo brasileiro Pedro Martins no baixo e com Daryl Johns tocando chocalhos e bongôs. É a terceira vez que o compositor norte-americano aparece em vídeos da produtora: a primeira foi em 2018, quando saiu pelas ruas da capital francesa cantando e tocando enquanto fumava um cigarro, e depois em 2020, quando, devido à pandemia, fez uma live no canal do Blothèque. Assista abaixo: Continue

“A câmera de vídeo deu algo que a caneta, o lápis e o papel ou o pincel e a tela não deram: a habilidade de olhar para o mundo real com o olho aberto e gravar os eventos enquanto eles iam acontecendo – e esse tipo de conexão direta com a vida me libertou demais”, disse o recém-falecido artista norte-americano Bill Viola, pioneiro da vídeo-arte que nos deixou nesta sexta-feira no programa do entrevistador Charlie Rose em 1995. Ele começou a experimentar com o vídeo como uma forma de expressão no final dos anos 70, anos depois de formar-se em artes na faculdade de Syracuse, nos EUA, uma das primeiras a tratar novas mídias como estudo artístico, e trabalhar com performance, música e arte contemporânea. Seu principal feito foi recriar uma experiência de quase morte que teve ainda quando criança na série de vídeos que batizou de The Reflecting Pool, que deu a tônica do resto de sua carreira, sempre misturando registros em vídeo com uma experiência quase espiiritual ou religiosa. Isso vinha de sua educação junto à igreja, o que fez com que obras do Renascimento fossem referências recorrentes em seu trabalho. Morreu depois de complicações devido a um Alzheimer, que começara a desenvolver há pouco tempo.

Eita que Buenos Aires amanheceu cheia de lambe-lambes anunciando show dos Smashing Pumpkins pro próximo dia 5 de novembro. A banda não anunciou nada oficialmente nem nenhum produtor ou casa de shows local assumiu que está trazendo o grupo, mas é bem provável que semana que vem descubramos se Billy Corgan está vindo pro continente… Como o show está sendo anunciado como parte da turnê The World is a Vampire – dividia com artistas como Tom Morello, Weezer, Green Day, Rancid, Linda Lindas, Interpol e Weezer – resta saber se eles vêm sozinhos ou com mais algum outro artista de peso e, claro, se virão para o Brasil. A ver.