Trabalho Sujo - Home

Jornalismo

Os Beatles seguem drenando sua interminável fonte de música e mais uma vez anunciam mais uma leva de novos relançamentos – mas dessa vez o foco é nos completistas e nos saudosistas que viveram o auge da Beatlemania nos EUA, afinal os sete LPs que colocam de volta nas prateleiras não trazem nenhuma novidade em si. No ano em que a febre ao redor da banda a transformou em fenômeno global completa 60 anos, o grupo anuncia o relançamento dos sete discos que apresentaram a banda ao público norte-americano: Meet The Beatles!, The Beatles’ Second Album, A Hard Day’s Night (Original Motion Picture Sound Track), Something New, o duplo The Beatles’ Story, Beatles ’65 e The Early Beatles foram lançados entre janeiro de 1964 e março de 1965 rearranjando músicas dos primeiros discos da banda em diferentes lançamentos, misturando músicas de discos diferentes e compactos com títulos e capas que só foram lançados nos EUA. Os sete discos chegam num box que será lançado oficialmente no final de novembro (e já está em pré-venda), também serão vendidos separadamente (à exceção de Beatles’ Story) e trazem as reproduções das artes originais acompanhadas de textos escritos por Bruce Spizer, especialista norte-americano no grupo. Dá uma sacada abaixo no material… Continue

Todo mundo falando da volta do Oasis tocando músicas velhas, mas a principal banda do britpop segue em atividade e começou a mostrar músicas novas nos shows mais recentes. Na semana passada, ao tocar em um festival em Helsinque, na Finlândia, o Pulp pela primeira vez ao vivo mostrou uma música que compôs com o ex-integrante Richard Hawley em 2022, que inclusive subiu no palco com a banda para tocar “A Sunset”. Foi só a primeira das novidades. Depois de mais de 12 anos sem tocar na América do Norte, o grupo começou sua turnê no continente e aos poucos vem mostrando mais músicas novas: no domingo, em Chicago, nos EUA, mostrou uma música chamada “Spike Island” e na terça, em Toronto, no Canadá, apresentou mais outra inédita, esta “My Sex”. Assista às novas músicas abaixo: Continue

O grupo escocês Franz Ferdinand acaba de anunciar o lançamento de seu sexto álbum para o início do ano que vem (e já o colocou em pré-venda). The Human Fear é o primeiro disco da banda em seis anos e provavelmente ouviremos algumas músicas deste novo disco quando o grupo passar pela América do Sul em novembro – eles tocam em São Paulo no dia 14. Alex Kapranos e companhia deram início aos trabalhos mostrando o primeiro single, “Audacious”, que abre o disco com os característicos riffs pontiagudos da banda, mas que também flerta com momentos tensos e apoteóticos – e o clipe segue essa mesma linha, como você pode ver abaixo, junto com a capa do novo disco e o nome das músicas. Continue

Um dos melhores segredos da música pop norte-americana está mais uma vez sendo lentamente revelado quando a gravadora norte-americana Sub Pop anunciou o lançamento de um disco-tributo a uma cantora única na história da música pop: Margo Guryan, foco do álbum Like Someone I Know: A Celebration of Margo Guryan, que reúne artistas como Clairo, Tops e Frankie Cosmos para visitar a carreira da cantora, que morreu em 2021. Pianista de formação, ela desdenhava da música pop e desistiu de cantar logo que foi contratada pela gravadora Atlantic, que preferiu trabalhar seus talentos como letrista e musicista, quando trabalhou com artistas como Harry Belafonte, Don Cherry e Ornette Coleman. Mas ao separar-se do marido, encontrou refúgio emocional em “God Only Knows” dos Beach Boys e ficou encantada com aquele pop que desconhecia e aos poucos começar fazer suas pequenas sinfonias barrocas, que foram eternizadas num único disco, a obra-prima Take a Picture, em que o encontro de suas composições com sua voz pequena e macia parece algo sonhado de tão perfeito. Mas ela não quis fazer shows e nunca lançou o disco ao vivo, deixando aos poucos o mercado de música para dar aulas de piano. Mas em vários momentos de sua vida ela foi redescoberta por diferentes gerações e pode inclusive lançar novos discos em outros momentos de sua música. Agora é a vez de mais uma geração ser apresentada à sua genialidade graças ao disco que será lançado no início de novembro (e já está em pré-venda), mas que já teve três faixas reveladas: a linda “Sunday Morning” tocada pelos Tops, a faixa que batiza seu disco de 68 tocada pelo encontro de Frankie Cosmos com a banda Good Morning e a música que dá nome ao disco-tributo tocada pelo grupo Empress Of. Ouça as faixas abaixo, além de ver a capa do disco e a relação com as músicas da coletânea, e me diz se não dá vontade de ouvi-la sem parar? Continue

Foi bonito ver o grupo cearense Jonnata Doll e seus Garotos Solventes finalmente deixar a sombra do passado recente de lado para começar uma nova fase nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando apresentaram o espetáculo A Próxima Parada composto quase integralmente por canções inéditas. Como todos os artistas, o grupo demorou para sair do período pandêmico e ainda sentiu a perda do amigo Felipe Maia, baterista da banda que partiu há um ano, o que tornou ainda mais complicado retornar às atividades. Mas com Clayton Martin – o maior cearense da Mooca, único paulistano do grupo Cidadão Instigado – assumindo as baquetas, o grupo aos poucos começou a voltar a fazer shows, mas ainda não tinha mostrado nenhum material novo ao vivo, o que finalmente aconteceu nesta apresentação, que ainda contou com a participação da cantora Yma, que participou ao lado da banda cearense do primeiro volume do projeto Colab que o selo Risco criou para reunir dois artistas distintos numa residência em estúdio – e reza a lenda, que o projeto, no forno há anos, finalmente sai esse ano. Yma entrou completamente no clima da noite, mais pós-punk do que nunca. A química entre o novo baterista e o baixista Joaquim Loro Sujo é típica das bandas inglesas da virada dos anos 70 para os 80, quando ondas de grooves retos encontravam o pulso metronômico e minimalista de uma bateria quase eletrônica, temperada pelo esperto uso dos pratos que Clayton traz de sua bagagem de rock clássico. Escondido quase como uma arma secreta, Edson Van Gogh tornou-se o guitarrista que queria ser quando era adolescente: andrógino, sério e fazendo vocais discretos e observando tudo como se estivesse à parte, ele usa seu instrumento como uma batuta elétrica, regendo o grupo entre jorros de ruído, ecos hipnóticos, marcações grooveadas e uma aura hipnótica. À frente da banda, esta força da natureza chamada Jonnata Doll derruba quilos de cores e glitter na máquina pós-punk que são os Garotos Solventes, puxando sua banda como uma mistura de Mick Jagger com Marc Bolan e Jerry Lewis, professor aloprado do glam rock que brilha tanto quando usa seu corpo como instrumento musical em performances individualíssimas quanto como um Jonathan Richamn poseur, quase uma contradição, quando toca sua guitarra. A seu lado, Yma deixou seu brilho natural e espertamente preferiu ficar de coadjuvante, deixando o holofote brilhar mais em Doll, esse Iggy Pop cearense, mesmo ao dividir vocais e o protagonismo com ele – que certamente foram alguns dos melhores momentos do show, a ponto do próprio Jonnata reforçar, no fim do show, fora do palco, que quer compor ainda mais músicas com a cantora para seu próximo disco. Bota na sua cabeça que isso aí vai render…

Assista abaixo: Continue

Quem sobe ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira é a banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes, que começa a mostrar o material que fará parte de seu próximo álbum, que ainda será gravada. O grupo ainda aproveitará para mostrar o material que gravaram para o projeto Colab do selo Risco em que foram produziram canções, ainda inéditas, ao lado da cantora Yma, que também participará do show. O espetáculo A Próxima Parada mostra os rumos futuros do grup num espetáculo inédito, que começa pontualmente às 20h e ainda tem ingressos à venda pela bilheteria ou pelo site do Centro da Terra.

#jonnatadolleosgarotossolventesnocentrodaterra #jonnatadolleosgarotossolventes #centrodaterra2024

Essa dupla…

Depois corri pro Bona pra conseguir assistir à Sophia Chablau ao lado de seu novo chapa, o baiano Felipe Vaqueiro, vocalista dos Tangolo Mangos, em apresentação apenas com vozes e guitarras. Ela abriu a noite sozinha, cantando músicas próprias como “Hello” e “Baby Míssil”, além de músicas novas, como “Venha Comigo”, recém-gravada por Dora Morelenbaum, antes de chamar Vaqueiro para o palco, quando os dois dividiram algumas músicas, como “Quem Vai Apagar a Luz?” e “Grilos” de Erasmo Carlos. Depois foi a vez do guitarrista ficar sozinho no palco, quando visitou algumas músicas próprias, entre inéditas e algumas de sua sua banda, como “Hipóteses, Telhas, Pandas, Ovelhas”, e depois chamou Sophia de volta para repassarem mais músicas, entre elas a primeira composição dos dois, mostrando que a química entre os dois pode evoluir para além destas apresentações ao vivo. A noite terminou com os dois tocando músicas de seus respectivos grupos, começando por “Segredo” e terminando com a bela “Pocas”. Muito astral.

Assista abaixo: Continue

De tirar o fôlego

Acompanhada apenas do violão erudito do músico Luca Frazão, a cantora e compositora Loreta Colucci tirou o fôlego do público na segunda noite da temporada do grupo Gole Seco está fazendo no Centro da Terra. Revendo as músicas de seu primeiro disco, Antes Que Eu Caia, em arranjos ao mesmo tempo simples, diretos e rebuscados, ela hipnotizou o público com sua voz magnética e seu inevitável carisma, passeando não apenas por suas próprias composições, mas também de outros autores, como “Mechita” de Manuel Raygada Ballesteros (via Sílvia Pérez Cruz) e “Gostoso Veneno”, imortalizada por Alcione. No meio da apresentação, suas companheiras de Gole Seco Niwa, Giu de Castro e Nathalie Alvim, subiram ao palco para primeiro cantar primeiro sozinhas “Pega Que é Teu” do disco que o grupo lançou ano passado e depois, acompanhadas de Luca, “Derramou”, de Alessandra Leão, em primoroso arrannjo vocal. Foi bem bonito.

Assista abaixo: Continue

Morreu uma das vozes mais importantes da história do cinema. Embora fosse reconhecido por seu carisma incomparável e por atuações firmes e emblemáticas, James Earl Jones entrou para a história ao dar voz a um dos grandes vilões do mundo do entretenimento, Darth Vader, que o tornou popular. A princípio ele nem queria o crédito pela voz do pai de Luke Skywalker por considerar um papel menor, mas a popularidade do vilão o fez assumir a dublagem a partir do filme O Retorno de Jedi. Sua inconfundível voz grave o levaria para outras paragens e ele acabou dublando outro pai de heroi, desta vez em animação, quando deu vida Mufasa, pai do protagonista do desenho Rei Leão, além de ser um dublador recorrente nos Simpsons e de ser a voz que diz “This is CNN” no canal de TV norte-americano especializado em notícias Além de atuar em filmes como Campo dos Sonhos, Dr. Fantástico, Jogos Patrióticos, Conan O Bárbaro e nas duas versões de Um Príncipe em Nova York, ele também foi uma das poucas pessoas a ganhar o quarteto de prêmios mais cobiçado do entretenimento norte-americano, faturando um Oscar, um Emmy, um Tony e um Grammy (este último não em música, mas por ter narrado um áudio-livro). A causa de sua morte não foi revelada.

Aqueles papos de janelas e portas…

Ouça abaixo: Continue