Trabalho Sujo - Home

Jornalismo

Se o primeiro Kung Fury, lançado há dez anos, já era o cúmulo dos anos 80, que dizer de sua continuação, que foi finalizada há dois anos mas ainda não foi lançada por questões legais? Olha esses 10 minutos absurdos que vazaram essa semana provavelmente pra reaquecer o interesse no filme, que ainda conta com Michael Fassbender, Schwarzenegger e David Hasselhoff no elenco…?

Assista abaixo: Continue

Eu não estava. Pelamordedeus, o que que é isso? Tragam urgente o show solo dessa mulher pro Brasil!

Assista abaixo: Continue

Sábado pude comparecer a mais uma missa do papa negro Mateus Aleluia, que, mesmo lançando disco novo neste fim de semana (o soberbo disco batizado com seu próprio nome), preferiu ater-se ao seu repertório clássico, que une tanto pérolas do africanto dos Tincoãs, ancestral trio vocal que trouxe o terreiro puro para o repertório da MPB ainda nos anos 70, quanto hinos já imortais de sua recente carreira solo. A apresentação aconteceu na Casa Natura Musical e eu escrevi mais uma vez cobri um show para o Toca do UOL. Continue

O encontro de Maria Beraldo e Arrigo Barnabé no palco que aconteceu neste sábado, no Sesc Avenida Paulista, é uma grande ideia, para começar, conceitual. Parte do encontro Travessia, idealizado por Caroline Zitto e dirigido pelo Curumin, a apresentação foi a segunda noite do evento, no dia seguinte à da dupla Di Melo e Jadsa e no dia anterior à junção de Yma e Maurício Pereira. O alinhamento cósmico Arrigo e Beraldo não é novidade, só ganha outros contornos em 2025, quando a compositora catarinense já tem sua carreira solo consolidada (com o ótimo segundo disco Colinho, lançado em 2024) e não mais como integrante da banda do mestre Crocodilo. Sem acompanhamentos, os dois se confrontaram com vozes e instrumentos – Arrigo sentado ao piano elétrico, Beraldo alternando-se entre ficar sentada ou de pé para tocar clarinete ou guitarra. Os dois começaram com um envolvente número instrumental (ele ao piano, ela no clarinete) e foram para a chuvosa (num sábado igualmente chuvoso) “Cidade Oculta” de Arrigo emendada com uma versão deslumbrante para “Ninfomaníaca” do disco mais recente de Maria, que Arrigo aproveitou para recitar a tradução que Augusto de Campos fez para o Canto I do Inferno da Divina Comédia, de Dante Alighieri. Ele deixou o palco e ela seguiu só na guitarra, quando puxou sua “Da Menor Importância”, de seu primeiro disco, Cavala, emendou um solo de clarinete (enquanto fazia sua guitarra rugir com os pés) que transformou-se em uma versão cacofônica de “Rainha” para chegar à melodia plena da fatalista “Baleia”. Arrigo voltou ao palco quando sozinho ao piano visitou Itamar Assumpção (“Noite Torta”), Carlos Drummond de Andrade (ao recitar de pé “Relógio do Rosário”) e um número instrumental, antes de trazer de volta sua pupila e entraram juntos na parte final do show. Esta veio com a mistura de “Diversões Eletrônicas” com “I Can’t Stand My Father Anymore”, que foi sensacional, e descambou a dupla final do show, quando visitaram as clássicas “Sabor de Veneno” e “Clara Crocodilo” para a encerrar a apresentação lá no alto e num lugar familiar aos dois, numa boa amostra do que foi essa noite mágica.

#arrigobarnabe #mariaberaldo #sescavenidapaulista #trabalhosujo2025shows 079

Finda a exposição sobre Ney Matogrosso, o MIS de São Paulo já anuncia sua próxima viagem: Raul Seixas! A primeira grande exposição dedicada ao rei do rock brasileiro conta com inúmeros itens do acervo pessoal do grão-mestre kavernista e supervisão familiar de Kika Seixas (ex-companheira de Raul) e Vivi Seixas (DJ e filha do maluco beleza). Ainda não há previsão de data de lançamento da mostra, mas o anúncio feito pelo museu oficializa o homenageado, figura imprescindível e única na história da música brasileira, infelizmente ainda visto como personagem menor, maldito ou picareta. A exposição vem corrigir essas impressões toscas e trata-o como o merece: um clássico nacional.

Assista ao teaser abaixo: Continue

O que Ana Frango Elétrico está aprontando? Veja abaixo: Continue

Experiência surreal poder ver dois integrantes originais do King Crimson recriar três obras-primas que fizeram parte nessa sexta-feira, no Espaço Unimed, quando o projeto Beat reviveu a trilogia Three of a Perfect Pair que o grupo liderado por Robert Fripp fez no início dos anos 80, quando circulava com o Brian Eno e os Talking Heads. Ainda mais quando um de seus integrantes é o guitarrista Adrian Belew, um dos maiores monstros sagrados do seu instrumento e a prova de que o conceito guitar hero pós-punk é possível, por mais que possa ser contraditório. Mago supremo da guitarra, também era o mestre de cerimônias e anfitrião da corte do dia, deixando o público à vontade com seu carisma. Fazendo as vezes de Fripp estava ninguém menos que Steve Vai, comedido na autoindulgência que lhe é característica e soltando a mão nos grooves mais funk do grupo. No baixo, toda destreza e detalhismo do senhor Tony Levin, que ainda aproveitou o final da apresentação (como fez quando veio ao Brasil em 2019 com o próprio Fripp e seu King Crimson, naquela mesma casa de shows, que ainda se chamava Espaço das Américas), para tirar fotos do público com sua câmera analógica, que em breve aparecerão em seu site. E no lugar de Bill Brufford, o caçula da banda, Danny Carey, mais conhecido como baterista do Tool, que foi surpreendido com um parabéns no palco, assim que o relógio virou a meia-noite. Todos completamente entregues a um momento improvável da banda de rock progressivo mais séria de todos os tempos, três discos que fazem o público dançar e cantar juntos – mas à moda King Crimson. Escrevi sobre o show de sexta no primeiro texto que escrevi para o Toca do UOL. Continue

Esqueci de falar aqui (mas todos já sabem), que Bad Bunny caminha a largos passos para se tornar um dos maiores artistas do planeta – inclusive aqui no Brasil. Não bastasse anunciar a turnê mundial para divulgar seu festejado Debí Tirar Más Fotos que começa a partir da América Latina, antes de ir para Ásia e Europa, ele esgotou os ingressos para seu único show no Brasil, que acontecerá dia 20 de fevereiro do ano que vem no estádio do Palmeiras (como ele havia atiçado no fim de semana), em questão de minutos, a ponto da produtora já anunciar a segunda data do astro portorriquenho para o dia 21. Os ingressos (disponíveis neste link) começam a ser vendidos na próxima segunda, dia 12, para quem for cliente do banco patrocinador do show e a partir da terça, dia 13, para o resto de todos. Nada mal hein, Benito

Continue

E essa intervenção do artista português Bordallo II,que escancarou a especulação imobiliária lusitana ao transformar a Praça Duque da Terceira, junto ao Cais do Sodré, em Lisboa, capital da nossa Guiana, num tabuleiro de Banco Imobiliário? Tem mais imagens lá no Insta e no site dele – e algumas abaixo: Continue

Tá certo que os shows que acontecerão no Auditório Ibirapuera não serão simultâneos, então não tem muito como dar errado. Mas não tem nada a ver os organizadores fazerem o público passarem por esse aperto de ir de um palco correndo para o outro ou de ter que sacrificar o final de um show para ver o início de outro (ou, o que é mais comum, simplesmente abandonar um dos shows para não perder nada daquele que você realmente quer ver). Alguém precisa fazer alguma coisa, senão o festival que estava melhor posicionado entre os novos eventos de música que surgiram após a pandemia corre o risco de ter a concorrência mais ingrata possível – consigo mesmo. Olha esse vacilo aí…

Veja os horários abaixo – e veja se eu estou viajando… Continue