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Macalé & Dinucci

Esse encontro do Jards com o Kiko só com seus respectivos violões no Sesc Pompeia promete ser histórico, hein? Se liga que os ingressos já estão à venda

Lorde anunciou mais um single de seu quarto disco Virgin pra semana que vem (aparentemente na próxima quarta-feira) e mostrou há pouco um trecho trechinho de “Man of the Year”, em que fala sobre sua sexualidade. Assista abaixo: Continue

Ainda não veio o Kraftwerk… Em sua segunda apresentação na Alemanha nesta terça-feira, em Hamburgo, Dua Lipa escolheu nada menos que “Wind of Changes” do Scorpions, para saudar o público local, como vem fazendo em cada show de sua recente turnê. Mas a esperança não morreu, agora ela volta pra mais duas datas em Paris e depois faz outras duas na República Tcheca para voltar para mais dois shows na Alemanha, em Munique. Aí talvez o cover de Kraftwerk saia (e eu aposto em “Das Model”, cantada em alemão mesmo).

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Fernanda Torres, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Alaíde Costa, Martinho da Vila, Alceu Valença, Leci Brandão, Zezé Motta, Alcione, Glória Menezes, Tony Tornado, Lia de Itamaracá, Mateus Aleluia, Chico César, Laura Cardoso, Arlindo Cruz, Othon Bastos, Chitãozinho e Xororó, João Carlos Martins, Marcelo Rubens Paiva, Xuxa e Walter Salles foram alguns dos nomes agraciados com a Ordem do Mérito Cultural nesta terça-feira no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, entregue pessoalmente por Lula a mais de cem nomes (alguns in memoriam, como Aldir Blanc, Marília Mendonça, Beth Carvalho, Danilo Miranda, Paulo Gustavo, Paulo Leminski e Vladimir Carvalho, entre outros) e 14 instituições, divididos em graus de grã-cruz, comendador e cavaleiro (veja a lista completa abaixo). “Democracia não é um pacto de silêncio, democracia é uma sociedade em movimento, em busca de novas conquistas”, disse o presidente durante a cerimônia, “cultura é democracia”. Continue

Livio Tragtenberg, Sérgio Villafranca e Henri Daio mergulharam fundo em áreas diferentes do som por dois prismas aparentemente díspares mas irmãos, quando, no espetáculo Koisas, que apresentaram no Centro da Terra nesta terça-feira, mergulharam no clássico disco Coisas, de Moacir Santos, que completa 60 anos em 2025, à luz de um de seus mestres, o alemão Hans-Joachim Koellreutter, que, morto há exatos vinte anos, completaria 110 anos neste ano caso ainda estivesse vivo. O resultado foi um transe de quase uma hora em que aqueles artesãos musicais abriram as claves de ritmo do mago pernambucano dissipando fronteiras entre som e ruído, gravação e performance, erudito e jazz, Livio revezando-se entre um clarone cheio de efeitos e flautas, Sérgio equilibrando-se entre um piano preparado e outro dissonante e Henri alternando entre bases eletrônicas, um violão de oito cordas (tocado com um agogô servindo de slide num dado momento) e percussão. Uma apresentação única.

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É com enorme satisfação que recebemos nesta terça-feira um encontro de peso para celebrar dois gigantes da nossa música, quando Livio Tragtenberg, Sérgio Villafranca e Henri Daio se reúnem no palco do Centro da Terra para apresentar Koisas, um tributo ao encontro de Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005) — compositor e educador alemão que revolucionou a música contemporânea no Brasil —com Moacir Santos (1926-2006), mestre arranjador que foi seu assistente e ele mesmo uma das maiores sumidades de nossa música. Nessa apresentação, os três trabalham um diálogo entre a obra e o legado dos dois mestres a partir da improvisação livre, quando exploram suas influências mútuas, passeando entre o erudito, o popular, o experimental e o jazzístico. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Esta chama-se “Transmuted Matter” – e pelo que já ouvimos até agora, parece que este Instant Holograms On Metal Film, que vê a luz do dia na próxima sexta, está mantendo o nível da discografia da banda. Coisa fina…

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Semana passada Stephen Malkmus fez um show solo no Colonial Theatre, na pequena cidade de Keene, nos Estados Unidos, em que subiu ao palco sem banda, apenas com sua guitarra, e pinçou canções menos tocadas do Pavement (ele abriu o show tocando todo o EP Watery Domestic!) e outras de sua carreira solo ou com os Jicks, além de visitar o antigo cover que gravaram de “No More Kings”, do programa infantil Schoolhouse Rocks (dando um cutucão no Trump) e “Blue Arragements”, dos Silver Jews, banda que tinha com o saudoso amigo Dave Berman. Felizmente alguém filmou o show todo.

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“Numa conferência sobre zen-budismo no inverno passado, o doutor Suzuki disse: ‘antes de estudar zen, homens são homens e montanhas são montanhas. Enquanto se estuda zen, as coisas se tornam confusas, não se sabe exatamente o que é o que e qual é qual. E depois de estudar zen, homens são homens e montanhas são montanhas’. Depois da conferência foi feita a pergunta: ‘Doutor Suzuki, qual é a diferença entre homens são homens e montanhas são montanhas antes de estudar zen e homens são homens e montanhas são montanhas depois de estudar zen?’. Suzuki respondeu: ‘A mesma coisa, só um pouco como se você tivesse os pés um tanto fora do chão’. Agora, antes de estudar música, homens são homens e sons são sons.” Com essa apresentação falada citando John Cage para explicar o título de sua temporada, o produtor Barulhista nos convidou para um mergulho profundo em cinco atos de ambiência, todos cronometrados por um timer colocado no palco – e, por que não, transformado em instrumento. Ele começou o primeiro ato ao piano, aos poucos repetindo notas que ganhavam ritmo e o ajudaram a fazer a transição para os beats eletrônicos, tocando o piano com a mão direita e os synths com a esquerda. O segundo ato recebeu o projeto solitário de Luciano Valério, MNTH, que trouxe camadas etéreas de ruído branco e melódico enquanto Barulhista batucava num caixote, que também foi acompanhado pelo piano e pelos eletrônicos ao final desta parte. O terceiro ato viu a chegada do poeta Diogo Cardoso, que abriu sua participação estalando batidas com os lábios e a língua, antes de ler trechos de seus dois livros, Sem Lugar a Voz (2016) e Língua Nômade (2025), aos poucos convertendo palavras em sons e finalmente canto. O quarto trecho foi um solo ambient de MNTH, transe que antecedeu o ato final, em que os três se entregaram às palavras e aos sons, sintetizando a mágica apresentação, que ainda contou com vídeos de Nando Motta e codireção (e iluminação) de Renato Hermeto, embora, como tenha reforçado o protagonista da noite, “quem dirige é o acaso” – e sons são sons.

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Depois da série Russia 1985-1999: TraumaZone e do impressionante HyperNormalisation (e All Watched Over by Machines of Loving Grace e Everything Is Going According to Plan e Living in an Unreal World e Can’t Get You Out of My Head e The Rise and Fall of the TV Journalist e quase toda sua filmografia), o desconcertante documentarista inglês Adam Curtis vem com mais uma pedrada: a série Shifty, que estreia no mês que vem na BBC. Em cinco episódios, ela relata, a partir da Grã-Bretanha, como o culto à ganância e a hiperindividualização da sociedade pós-moderna das últimas quatro décadas forjaram uma aliança que nos levou ao buraco que nos metemos hoje.

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