Trabalho Sujo - Home

Jornalismo

Apesar de ser um garoto da praia per se, a única vez que o público viu Brian Wilson surfar foi num especial de TV que os Beach Boys fizeram em agosto de 1976 para a emissora norte-americana NBC na tentativa de atingir um público mais novo. O programa Beach Boys: It’s Ok! misturava cenas de shows, entrevistas e quadros cômicos como este em que os dois irmãos cara-de-pau John Belushi e Dan Aykroyd, desta vez passando por policiais, dão uma batida na casa de Brian para obrigá-lo a voltar para a praia. Não foi só Brian quem atuou nestes esquetes, seus irmãos Carl (pilotando um avião) e Dennis (como jurado de um concurso de beleza) também fizeram suas aparições, mas obrigar Brian a subir em uma prancha (depois que Aykroyd manobra o mar para sua entrada) segue como um dos momentos clássicos da teledramaturgia do rock.

Assista abaixo: Continue

A morte de Brian Wilson me levou a escrever mais um texto pro Toca UOL, desta vez falando sobre sua importância. Continue

O mestre nos deixou, mas sua inspiração, legado e lembranças ficam, mantendo-o vivo entre nós. Pude vê-lo ao vivo duas vezes, uma no Brasil, quando tocou seu Smile dentro da programação do Tim Festival de 2004, e depois no Primavera Sounds em Barcelona, quando o vi tocando seu Pet Sounds na integra. No primeiro ainda não tinha essa mania de filmar shows que tenho hoje, mas consegui registrar o segundo (numa câmera que não era tão boa quanto a atual, especificamente no que diz respeito à altura do som). Mas é um momento único na minha vida que posso reviver e compartilhar com todos. Assista abaixo: Continue

Eu nao estava preparado para essa notícia. Vai-se um mestre. Obrigado.

Muito bom acompanhar o nascimento de uma obra desde seu rascunho à materialização – afinal, o que Antônia Perrone – que agora assina como Antônia Midena – apresentou nesta terça-feira no Centro da Terra foi uma versão espetacularizada de uma série de questionamentos que a vi fazendo desde que conversamos sobre sua apresentação pela primeira vez. Começando pela sensação de desgarramento entre o som da palavra e de seu sentido e com ela pode ir moldando seu espetáculo autocentrado chamado Antônima a partir da música. Acompanhada por Alex Huszar (baixo), Amanda (guitarra), Bel Aurora (teclados) e João Rodrigues (bateria), ela desbravou um território fictício entre letra e música em que falava sobre duplos, cópias e clones, em uma apresentação que sobrou até para a ovelha Dolly (quem lembra dela?). Uma apresentação lírico-teatral que usa a música e o formato palco como plataformas para uma investigação a respeito de personalidade e identidade, plantando questões existenciais em todos que estiveram presentes. Bravo!

#antoniamidenanocentrodaterra #antoniamidena #antoniaperrone #centrodaterra #centrodaterra2025 #trabalhosujo2025shows 111


Mais de duas horas daquele jeito!

Ouça abaixo: Continue

Imensa satisfação em chamar para apresentar no palco do Centro da Terra a primeira apresentação musical da artista plástica Antônia Perrone, que encarna o pseudônimo Antônia Midena para apresentar o espetáculo Antônima, uma peça sonora e textual que mergulha no mundo das palavras para tentar explicar o inexplicável, ao unir música e teatro numa apresentação sobre som e sentido, em que será acompanhada por Acompanhada por Alex Huszar, Amanda, Bel Aurora e João Rodrigues, misturando textos inéditos e canções próprias. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão esgotados.

#antoniamidenanocentrodaterra #antoniamidena #antoniaperrone #centrodaterra #centrodaterra2025

O encontro da Charli XCX com o Air neste fim de semana deu tão certo que a dupla francesa resolveu oficializar a parceria lançando um clipe ao vivo com a versão que os dois artistas fizeram juntos para a onírica “Cherry Blossom Girl”, que o grupo lançou originalmente em seu terceiro álbum, Talkie Walkie, lançado há mais de 20 anos. A apresentação aconteceu neste sábado, quando Nicolas Godin e Jean-Benoît Duncke chamaram a it girl inglesa para acompanhá-los sob a mesma luz verde-limão que marcou seu clássico disco do ano passado durante sua apresentação no festival parisiense We Love Green.

Assista abaixo: Continue

Abrindo a roda

Ruben Jacobina vai erguendo o que se tornará seu próximo álbum pouco a pouco na temporada que está fazendo no Centro da Terra e nesta segunda noite trouxe dois novos elementos além da banda que montou para estes shows, que estreou na semana passada. Desta vez, o trio formado por ele, Gabriel “Bubu” Mayall e Theo Ceccato tornou-se quarteto com a entrada do guitarrista Allen Alencar, que também trouxe um teclado e pedais para entrar na brincadeira, trazendo luzes mezzo psicodélicas mezzo românticas para a formação e deixando Rubinho mais solto para cantar – e assim será pelo resto da temporada, que pode ter outras surpresas. A noite, que, como a primeira, contou com parcerias inéditas do autor com Otto, Domenico Lancellotti, Nina Becker e Mãeana, além de hits da era de ouro do rádio brasileiro (como o “Mimoso Colibri” de Adoniran Barbosa e “Sei Lá”, eternizada por Doris Monteiro), também viu a primeira participação especial do mês, quando convidou a parceira Sílvia Machete para reverenciar Jorge Mautner, começando pela única parceria dele com o mestre, “Ba-Be-Bi-Bo-Bu”, que Sílvia gravou em seu primeiro álbum, produzido pelo próprio Rubinho.

#rubinhojacobinanocentrodaterra #rubinhojacobina #centrodaterra #centrodaterra2025 #trabalhosujo2025shows 110

Morreu um dos maiores nomes da canção norte-americana. Sly Stone não foi responsável apenas pela criação do funk a partir da fundação feita por James Brown, mas também um dos principais nomes no surgimento de uma nova alma negra norte-americana (e, posteriormente, mundial) bem como por ter transposto barreiras que vão para além dos gêneros, raça ou religião. Um mestre e hitmaker como pouquíssimos.