E essa agora?
Calma, foi só uma gracinha que exibiram antes do painel do seriado na Comic Con… ou não?
E por falar em JJ Abrams, ele conseguiu emplacar mais um seriado, na mesma Fox que exibe o Fringe: Alcatraz foi confirmado para estrear na mesma época em que o seriado de Walter Bishop chegar à quarta temporada, no meio do segundo semestre. A série, vem com Jorge “Hurley” Garcia no elenco e é escrita por Elizabeth Bishop Sarnoff (que trabalhou com JJ em Lost), que conta a história de presos e guardas na conhecida cadeia-ilha da Califórnia em uma fuga que aconteceu há 30 anos e investigações a respeito desta, nos dias de hoje.
Eu já até tinha falado da conexão Rivers-Cuomo/Lost há mais de dois anos, mas isso já é ridículo:
E, sim, o disco chama-se Hurley.
Mais candura? Essa eu pesquei na lizznotliz.
Eis o adeus do Hurley em seu blog.
Acho que devia ser entre 2005 e 2006, no intervalo entre a primeira e a segunda temporada de Lost. Nos EUA, a série já estava mais que bombada. Por aqui, começava a dar sinais de que não seria só mais uma. Portanto, fomos convocados – eu, Carina Martins, Kátia Lessa e o big boss Lúcio Ribeiro – para elaborar um especial do tipo “enciclopédia”, para a Editora Abril.
É até difícil de lembrar, mas naquela época Lost lançava dezenas de perguntas por episódio, além de enfiar um zilhão de “pistas” que poderiam ter alguma relação com a história (com o passar dos anos acabamos descobrindo que a maioria não tinha). Foi um pesadelo definir os verbetes da tal enciclopédia. Como você explica os filósofos Locke, Hume e Carlyle em dez linhas apertadas?
Ao mesmo tempo, que série de televisão é essa que faz você pensar em filósofos? E em livros, de O Senhor das Moscas a Ardil 22, passando por The Shape of Things to Come e Matadouro 5. Era, no mínimo, um programa de televisão que poderia te levar a outras coisas. Poderia, porque esses outros caminhos não eram essenciais para a sua diversão. Dava para ficar ali só curtindo as emoções, tipo “caralho, tem um urso polar na ilha!” ou “meu Deus, existem outras pessoas lá!”. Sempre com um ponto de interrogação no fim. Talvez por isso, mas não só por isso, Lost também tenha funcionado na TV aberta.
E aí eu fico imaginando como seriam as “enciclopédias” de séries como Friends e Seinfeld – que eu adoro, veja bem. No máximo se limitariam a personagens, algumas referências do universo pop, talvez algumas locações. Duvido que alguma delas tivesse o verbete “taoísmo”.
Por falar em verbetes, lembrei-me que um grande número deles terminava com a referência “Ver: Dharma”. E nós nos esquecemos de colocar exatamente um verbete na enciclopédia… Adivinha qual? Por outro lado, no universo de Lost a falta de informação faz tanto sentido que, olha só, ninguém reclamou.
* Paulo Terron é o capo do With Lasers – e colecionador de autógrafos, olha isso:
Ou melhor, o ator Jorge Garcia em seu blog Dispatches from the Island:
Just read Episode 15
And it is AWESOME.
And I’m super excited about the guest star.
Uou.
Para comemorar o centésimo episódio da série, seus produtores encomendaram um bolo temático – e o Jorge “Hurley” Garcia, bom blogueiro, postou as fotos.
Isso só pra lembrar que em algum momento entre essa noite e a manhã de amanhã surge aqui meu comentário sobre This Place is Death.