Quer ouvir o disco novo do The Smile antes que todo mundo?

Lembra que semana passada eu falei que o The Smile, projeto paralelo de Thom Yorke e Jonny Greenwood, ia promover sessões de cinema pelo mundo para divulgar seu próximo disco, Wall of Eyes, e que eles não haviam incluído o Brasil na lista? Pois esse problema foi resolvido pelo Cineclube Cortina, que conseguiu colocar São Paulo na lista de exibições do grupo, na mesma segunda-feira 22 de janeiro em que o filme passará em Paris e em Tóquio. A sessão inclui clipes do Smile e do Radiohead dirigidos por Paul Thomas Anderson, além da possibilidade de ouvir o disco, que sai só no dia 26, quatro dias antes do lançamento. Além do disco e da sessão audiovisual (que também inclui imagens do trio em estúdio, também filmadas pelo PTA), ainda haverá merchandising inédito do grupo à venda, desde camisetas, cassetes e até um fanzine. Ainda não há informações sobre venda de ingressos, mas a sessão já está no site oficial do Smile e deve ser por lá que o link pra comprar os ingressos antecipadamente deve surgir.

The Smile no cinema

Às vésperas do lançamento de seu terceiro álbum (se contarmos o disco ao vivo gravado em Montreux), o trio The Smile lança mais uma música de seu próximo trabalho, Wall of Eyes, que será lançado no próximo dia 26 (e está em pré-venda faz tempo). A balada “Friend of a Friend” leva a experimentação sonora do grupo formado pelos líderes do Radiohead Thom Yorke e Jonny Greewood (ao lado do baterista Tom Skinner, do grupo Sons of Kemet) para outros horizontes e o clipe abstrato e fluido, dirigido, mais uma vez, pelo cineasta Paul Thomas Anderson, reforça esse novo lugar sonoro dos três, com cores tingidas pela Orquestra Contemporânea de Londres e pelo saxofonista Robert Stillman. O novo single vem junto com o anúncio de uma pré-estreia do novo trabalho que acontece em cinemas de onze países. Wall Of Eyes, On Film é uma sessão de cinema que trará os clipes para “Friend of a Friend” e “Wall of Eyes”, além de clipes do Radiohead (“Dadydreaming” e duas gravações de Jonny e Thom na época do A Moon Shaped Pool, tocando “Present Tense” e “The Numbers” – podia ter os dois tocando “The Rip” do Portishead, da mesma época, hein…) e do Anima de Thom Yorke, todos dirigidos por Paul Thomas Anderson em versões em 35 milímetros e som surround. O evento ainda terá uma audição na íntegra do segundo disco de estúdio do grupo e imagens que o cineasta fez durantes as gravações do disco – e quem for ainda pode comprar merchandising exclusivo da banda, como fitas cassetes, camisetas e um fanzine. Infelizmente a sessão não passa pelo Brasil – o mais perto da gente é a Cidade do México… A relação dos locais que receberão essa sessão e o clipe da nova música você pode ver abaixo:  

E a semana começa com notícias do The Smile…

Que tal uma segunda-feira com um sorriso no rosto? O grupo The Smile, formado pelo baterista Tom Skinner e por dois cérebros mais fritos do Radiohead, Thom Yorke e Jonny Greenwood, acaba de anunciar o lançamento de seu terceiro álbum (se contarmos o segundo disco ao vivo, The Smile Live at Montreux Jazz Festival July 2022) para o início do ano que vem. O anúncio de Wall of Eyes, que chega completo no dia 26 de janeiro (e já em pré-venda), vem acompanhado do clipe da bossanovinha que é a faixa-título do disco, mais uma vez dirigido pelo compadre da banda Paul Thomas Anderson, que além de fazer o filme Anima junto com Yorke também dirigiu o clipe de “Daydreaming”, primeiro single do disco mais recente (último?) da banda inglesa, A Moon Shaped Pool. A faixa traz ecos do Radiohead ao reaproveitar uma estrofe inteira (“Let us raise our glasses to what we don’t deserve or what we’re not worthy of”) do jornalzinho que o grupo distribuiu junto com a versão em vinil de seu disco de 2011, King of Limbs. Assista ao clipe abaixo e veja tanto a capa do disco quanto a ordem das músicas do novo álbum, que inclui o épico single “Bending Hectic”, lançado no ano passado:  

Sorriso sorrateiro

Enquanto o Radiohead segue hibernando (pra sempre?), The Smile, a banda que Thom Yorke e Jonny Greenwood montaram com o baterista Tom Skinner, vem se tornando o principal projeto do grupo, maior inclusive que as carreiras solos dos dois integrantes da grande banda inglesa da virada do século. E depois do ótimo disco de estreia, A Light For Attracting Attention, lançado no ano passado, o trio dá o primeiro sinal de vida com a soberba “Bending Hectic”, que o grupo já havia mostrado em 2022 em sua apresentação no festival de jazz de Montreux, mas não foi incluída no disco ao vivo que lançaram no final daquele ano. A nova canção começa lenta e tranquila, distorcendo devagar a sensação de balada que parece carregar até que, após a entrada vertiginosa das cordas da London Contemporary Orchestra ergue a música para uma estratosfera de ruído, guitarras e ecos que a faz soar tão boa quanto as m´suicas mais ousadas do Radiohead. Se o ritmo continuar assim, não sei se demora muito pro The Smile tornar-se uma força realmente importante no pop atual, mais do que só um romance de estação.

Ouça abaixo:  

Radiohead sobre Radiohead

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A convite do estilista Jun Takahashi, da grife Undercover, Thom Yorke e Jonny Greenwood dissecaram trechos de faixas clássicas do Radiohead, como “Spectre”, “Bloom”, “Glass Eyes”, “Everything In Its Right Place” e “Motion Picture Soundtrack”, para a trilha sonora do desfile do artista na semana de moda em Paris. É uma viagem…

Um Radiohead na Índia

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Jonny Greenwood aproveitou as férias do Radiohead – que voltam agora em março a gravar o próximo álbum – pra se enfurnar em um castelo na Índia com 12 músicos locais e o israelense Shye Ben Tzur e gravar um disco. Sobre a experiência, ele disse em entrevista ao Sunday Guardian “é difícil tocar com músicos indianos e não parecer que você está arruinando algo ao pendurar acordes ou deixar as coisas mais brutais ou menos ambíguas. Isso é o que é ótimo na música indiana, a forma fluida das melodias, como elas respiram e vivem. O rock é muito rígido.” Abaixo uma apresentação de Greenwood ao lado de Shye Ben no ano passado.

E não custa lembrar que, além do disco novo do Radiohead, Greenwood ainda encontra tempo pra trabalhar com a London Contemporary Orchestra e fazer trilhas pro amigo Paul Thomas Anderson.

Vida Fodona #473: Acertando a filigrana

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Um Vida Fodona feito na madruga.

She & Him – “God Only Knows”
Jonny Greenwood – “Spooks”
Dr. Dog – “Heart It Races”
Modest Mouse – “Lampshades On Fire”
Scissor Sisters – “Laura”
Thiago Pethit – “1992”
Little Boots – “Heroine”
Bryan Ferry – “Don’t Stop The Dance (Idjut Boys Dub)”
AlunaGeorge – “Supernatural (Pomo Remix)”
Talking Heads – “Psycho Killer (Drop Out Orchestra Remix)”
Les Sins – “Bother (Morgan Geist Remix)”
Kate Tempest – “Marshall Law”
Of Montreal – “Bassem Sabry”
Supercordas – “Sobre o Amor e Pedras”
Gilberto Gil + Jorge Ben + Sérgio Mendes – “Emoriô”

Vem cá.

On the run #148: Jonny Greenwood and London Contemporary Orchestra @ Boiler Room

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O guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood, segue sua missão de tornar a música erudita mais acessível, rompendo as barreiras entre o clássico e o popular (como eram as coisas antes da música gravada). Desta vez ele topou gravar um episódio do programa Boiler Room – dedicado a sets de DJs e produtores transmitidos ao vivo via internet – com solistas da London Contemporary Orchestra, interpretando composições próprias e outras obras de Messiaen, Steve Reich, Edmund Finnis e Ysaÿe durante a apresentação no Albert Hall de Manchester, na Inglaterra. Ao contrário da maioria das apresentações erudita, o público foi convidado a trocar de lugares durante a apresentação, bater palmas, conversar e até mesmo usar seus celulares (especificamente em “Self Portrait with Seven Fingers” do próprio Jonny) – justamente para romper a aura de sofisticação que hoje repousa sobre a música clássica. “Quando ela se tornou clássica, já não era mais popular. Ao mesmo tempo, as atitudes em relação a ela mudaram: você não pode tossir, você tem de estar sempre no mesmo assento. Isso é bem diferente de como eram as apresentações do passado. Nelas, as pessoas gritavam e a música de câmera era apresentada em bares, com as pessoas bebendo e batendo palmas mesmo antes do final”, conta o cofundador da LCO, Robert Ames. É uma apresentação de tirar o fôlego – mas não do jeito que estamos acostumados…

Jonny Greenwood – “Prospectors Arrive” (da trilha de Sangue Negro)
Jonny Greenwood – “There Will Be Blood” (da trilha de Sangue Negro)
Messiaen – “Vocalise-Étude”
Michael Gordon – “Industry”
Jonny Greenwood – “Self-Portrait with Seven Fingers”
Steve Reich – “Electric Counterpoint”
Jonny Greenwood – “Application 45 Version 1” (da trilha de O Mestre)
Jonny Greenwood – “Miniature”
Edmund Finnis – “Brother”
Jonny Greenwood – “”Sweetness of Freddie” (da trilha de O Mestre)
Ysaÿe – “Sonata No.2: I. Obsession ”
Jonny Greenwood – “Loop”

Johnny Grenwood, meio Supergrass e Joanna Newsom na trilha sonora do primeiro filme inspirado na obra de Thomas Pynchon

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E por falar no Jonny Greenwood, ele novamente assina a trilha sonora de um filme de Paul Thomas Anderson, o que, desta vez, também o transforma no trilheiro da primeira adaptação de uma obra de Thomas Pynchon para o cinema. E entre as faixas da trilha, que, além de composições próprias, ainda tem músicas de Les Baxter, Neil Young, Can, Minnie Ripperton, entre outros, Jonny resgatou uma música que havia composto com o Radiohead pouco depois da gravação do último disco do grupo, King of Limbs, de 2011, mas que foi descartada pela banda em seguida. Greenwood não quis desperdiçá-la e chamou meio Supergrass (Gaz Coombes e Danny Goffey) e a Joanna Newsom pra recriá-la para a nova trilha. Ei-la:

E já que estamos falando do filme, vocês já viram o outro trailer, né?

A impressão é que vamos assistir ao Big Lebowski do Paul Thomas Anderson, seja lá o que isso queira dizer.

Radiohead no estúdio

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Em entrevista à rádio BBC 1 sobre sua carreira como compositor erudito, o guitarrista do Radiohead Jonny Greenwood confirmou que sua banda está em estúdio gravando o que deve ser o nono disco da banda. “Sempre sinto que quando começamos não temos como saber para onde vamos nem o que iremos fazer. ‘Procurar avenidas’ é um bom jeito de explicar esse processo de tateamento que fazemos, principalmente porque toda vez que começamos a fazer da mesma forma que parecia ter funcionado antes, nunca funciona. Então estamos conversando sobre diferentes abordagens e tentando algumas delas”, explicou na entrevista, que pode ser ouvida neste link (a partir de 1:34:00).