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Punks paulistanos em uma novela da Globo – nos anos 80!

Foi o Bruno Saito que pinçou em sua conta no Instagram a fatídica cena que toda uma geração jurava que havia acontecido mas ninguém tinha provas além da própria memória, quando parte da primeira geração do punk paulistano foi parar numa novela da Globo. No dia 17 de fevereiro de 1984 foi ao ar o último capítulo da novela das oito Eu Prometo, a última escrita pela sumidade do gênero Janete Clair (que morreu no final de 1983, deixando a novata Gloria Perez incumbida de terminar sua primeira novela). E nesse episódio, a noiva Daise (vivida por Fernanda Torres) resolvia se vingar do noivo Albano (vivido por Ney Latorraca) em pleno casamento, quando convidou seus amigos punks de São Paulo para a festa. Como não conseguiam fazer punks convincentes, a produção da novela resolveu chamar os punks de verdade para fazer figuração na cena e assim nomes como João Gordo, Clemente e integrantes das bandas SP Caos, Olho Seco e Kaos 64, entre outros, foram parar no horário nobre da Globo ao som de “X.O.T.”, do Cólera. Gordo lembrou da situação às gargalhadas em uma entrevista ao canal do André Barcinski no YouTube.

Assista abaixo:  

Os 50 melhores discos de 2022 segundo o júri de música popular da APCA

Eis a lista com os 50 melhores álbuns de 2022 de acordo com o júri de música popular da Associação Paulista dos Críticos de Arte, do qual faço parte. A seleção reflete o quanto a produção musical brasileira ficou represada nos últimos anos e esta seleção saiu de uma lista de mais de 300 discos mencionados por mim e pelos integrantes do júri, Adriana de Barros (editora do site da TV Cultura e colunista do Terra), José Norberto Flesch (que tem seu canal no YouTube), Marcelo Costa (do site Scream & Yell), Pedro Antunes (do vlog Tem Um Gato na Minha Vitrola) e Roberta Martinelli (dos programas Sol a Pino e Cultura Livre). Eis a lista completa abaixo:

Leia mais:  

João Gordo e Criolo na cozinha

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O programa Panelaço, que o João Gordo está fazendo no YouTube, tem melhorado a cada nova edição – e a mais recente teve a presença do Criolo que, como já havia acontecido no papo com o Mano Brown, fez o Gordo voltar no tempo e falar de infância e coisas simples da vida. Aliás, essa é uma das principais características do programa – além de ensinar pra muita gente que dá pra comer bem sem precisar comer carne, talvez um dos atos mais revolucionários do velho punk.

Mas que esse gaspacho ficou espesso ficou.

João Gordo encontra Mano Brown

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Se há algum Panelaço que importa neste domingo, fico com o programa homônimo de João Gordo no YouTube, que recebe, na cozinha, personalidades num talk show vegan (sério). Fico imaginando o Gordo e o Brown assistindo a esse programa em 1985, alguém falando pros dois moleques o que eles iriam estar fazendo em 2015 e não consigo visualizar a cara que eles poderiam fazer. Mas passada a estranheza inicial, o fato é que o Gordo conduz uma bela entrevista com o Brown em que eles falam de temas importantes e pertinentes para o Brasil hoje (inclusive esse em pauta em março deste ano) num tom bem à vontade e falando de diversos assuntos, como reputação, política, hip hop, televisão, São Paulo e infância. E tudo isso “enrolando baseadinhos de tofu” que depois vão ficar com gosto de peixe.

Até vou dar uma olhada nas entrevistas anteriores, porque parece que o Gordo acertou.