As 75 melhores músicas de 2020: 65) Jarvis Cocker + Hot Chip – “Straight To The Morning”

“You’re always never, never ever stoppin'”

As 75 melhores músicas de 2020: 39) Jarv Is – “House Music All Night Long”

“This is One Nation Under a Roof, ain’t that the truth?”

Quando Jarvis Cocker encontrou-se com o Hot Chip

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O quinteto inglês Hot Chip lança “Straight To The Morning”, single gravado poucos dias antes do mundo entrar em quarentena, quando recebeu o vocalista do Pulp Jarvis Cocker para gravar um hino disco music inspirado em Dua Lipa. E a música é tão divertida quanto seu conceito – e o delicioso clipe que acabaram de lançar:

No mês passado, o grupo lançou a coletânea Late Night Tales que trazia uma versão para “Candy Says”, do Velvet Underground.

Que banda!

Jarvis Cocker vem chegando…

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Jarvis Cocker teve de adiar o lançamento do disco de estreia de sua nova banda devido à pandemia. A estreia do grupo Jarv Is, que o vocalista do Pulp criou para compor músicas ao vivo, em frente ao público, durante os shows, estava programada para o começo de maio, mas foi postergada para o meio de julho e, com isso, ele adiantou mais um single, o reggae eletrônico “Save the Whale”, em que sussurra à la Leonard Cohen ao mesmo tempo em que chacoalha com a desenvoltura de Serge Gainsbourg na Jamaica. Coisa fina, claro…

O clipe foi editado pelo próprio Jarvis, isolado em sua casa.

A nova banda de Jarvis Cocker

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Quando Jarvis Cocker, o eterno homem Pulp, anunciou que estava montando uma nova banda no ano passado, disse que seu novo grupo, batizado infame e genialmente (como tudo que ele faz) de Jarv Is, disse que o novo projeto era uma experiência ao vivo antes de mais nada. Formado por Serafina Steer (harpa, teclados e vocais), Emma Smith (violino, guitarra e vocais), Andrew McKinney (baixo e vocais), Jason Buckle (synths e programações eletrônicas) e Adam Betts (percussão e vocais), o grupo era uma tentativa de compor novas músicas ao lado do público, mas felizmente o produtor do Portishead Geoff Barrow os convenceu a registrar o processo em um disco, que Jarvis anunciou com o lançamento do single “House Music All Night Long”:

Batizado de Beyond the Pale, o novo disco será lançado no primeiro dia de maio, já está em pré-venda e incluíra o primeiro single do grupo, lançado ainda no ano passado, “Must I Evolve?”

A capa e o nome das músicas estão logo abaixo:

beyondthepale

“Save the Whale”
“Must I Evolve?”
“Am I Missing Something?”
“House Music All Night Long”
“Sometimes I am Pharaoh
“Swanky Modes”
“Children of the Echo”

Máquina do Tempo: 1° a 28 de fevereiro

singles
1° de fevereiro de 1949 – A gravadora RCA lança o disco compacto

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2 de fevereiro de 1997 – Morre Chico Science

sinatra-reprise
3 de fevereiro de 1960 – Sinatra lança sua própria gravadora


4 de fevereiro de 1959 – Nasce Zeca Pagodinho


5 de fevereiro de 2007 – A Apple dos Beatles e a Apple de Steve Jobs chegam a um acordo

bob-marley
6 de fevereiro de 1945 – Nasce Bob Marley

crawdaddy
7 de fevereiro de 1966 – É lançada a revista Crawdaddy, pioneira em falar sério sobre música pop

television-marquee-moon
8 de fevereiro de 1977 – Television lança seu clássico Marquee Moon

beatles-ed-sullivan
9 de fevereiro de 1964 – Os Beatles tocam pela primeira vez no programa de Ed Sullivan e conquistam os EUA

tapestry
10 de fevereiro de 1971 – Carole King lança Tapestry


11 de fevereiro de 2012 – Morre Whitney Houston

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12 de fevereiro de 1981 – O Rush lança Moving Pictures

Black_Sabbath
13 de fevereiro de 1970 – O Black Sabbath inventa o heavy metal

jacob-bandolin
14 de fevereiro de 1918 – Nasce Jacob do Bandolim

groupies-rollingstone
15 de fevereiro de 1969 – As groupies chegam à capa da Rolling Stone

iron-maiden-2000
16 de fevereiro de 1999 – O Iron Maiden apresenta sua formação com três guitarristas

pixinguinha
17 de fevereiro de 1973 – Morre Pixinguinha

mickjagger-brasil
18 de fevereiro de 2006 – Os Rolling Stones tocam pra 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana

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19 de fevereiro de 1996 – Jarvis Cocker invade o palco de Michael Jackson

rossini
20 de fevereiro de 1816 – O Barbeiro de Sevilha tem uma estreia caótica

pussyriot
21 de fevereiro de 2012- Pussy Riot apavora uma igreja na Rússia pra gravar um clipe anti-Putin

spice-girls
22 de fevereiro de 1997- Spice Girls conquistam os EUA

Eminem-The-Slim-Shady-LP
23 de fevereiro de 1999- Eminem lança The Slim Shady LP

grey-album
24 de fevereiro de 2004 – Mashup de Beatles com Jay-Z provoca desobediência civil digital

franksinatra
25 de fevereiro de 1995 – Frank Sinatra faz seu último show

daft-punk
26 de fevereiro de 2001 – Daft Punk lança seu clássico Discovery

walter-silva
27 de fevereiro de 2009 – Morre Walter Silva, o “Picapau”, que descobriu Elis Regina

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28 de fevereiro de 1983 – U2 abraça a política com seu disco War

Feist ♥ Jarvis Cocker

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A cantora canadense Feist lança mais uma música de seu novo disco, Pleasure (cuja faixa-título ela mostrou no mês passado). “A Century” foi composta e gravada ao lado do vocalista do Pulp, Jarvis Cocker:

A música segue o clima cru, meio PJ Harvey, meio Angel Olsen, que a primeira música mostrada por ela havia sugerido – e a parte que Jarvis compôs e canta na música é típica dele:

A century
How long is that?
Three billion one hundred and fifty five million
Nine hundred and seventy three thousand six hundred seconds
Eight hundred and seventy six million hours
Or thirty six thousand five hundred days
Almost as long as one of those endless dark nights of the soul
Those nights never end
When you believe you’ll never see the sun rise again
And a single second feels like a century

Feist dando o ar de sua graça

feist

Sem lançar discos desde 2011, Feist está de volta e anunciou o lançamento de seu próximo disco com a faixa-título “Pleasure”, que conversa mais com PJ Harvey, St. Vincent e o disco mais recente de Angel Olsen do que com o pop fofinho que a colocou no mapa nos tempos do iPod. Guitarreira, a faixa traduz o espírito do novo álbum, gravado rapidamente e de forma crua por ela e dois amigos e que será lançado no final de abril.

Essa é a capa e a ordem das músicas do disco, que ainda conta com a participação de Jarvis Cocker na faixa “Century”:

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“Pleasure”
“I Wish I Didn’t Miss You”
“Get Not High, Get Not Low”
“Lost Dreams”
“Any Party”
“A Man Is Not His Song”
“The Wind”
“Century”
“Baby Be Simple”
“I’m Not Running Away”
“Young Up”

Uma versão luxuosa do disco já está em pré-venda no site da cantora canadense.

Jarvis Cocker e Chilly Gonzales num quarto de hotel

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O líder e vocalista do Pulp Jarvis Cocker e o músico e produtor canadense Chilly Gonzales (que já trabalhou com Peaches, Feist, Drake, Jamie Lidell e Daft Punk) já trabalharam juntos várias vezes, mas pela primeira vez criam uma obra inteira ao apresentar o disco Room 29, que será lançado no início de março, pela Deutsche Grammophon.

A obra, que também será apresentada ao vivo em diversas ocasiões durante a primavera e o verão no hemisfério norte, conta a história mal-assombrada de um piano num quarto do hotel Chateau Marmont, clássico refúgio hollywoodiano que foi palco para biografias de personagens tão diferentes quanto Jim Morrison, Sofia Coppola, Billy Wilder, Hunter S. Thompson, James Franco, F. Scott Fitzgerald, Tim Burton, Oliver Stone, Lana Del Rey, Dorothy Parker, Sharon Tate e Roman Polanski. Além do trailer acima, a dupla liberou duas músicas cossangüíneas, “Tearjerker” e “The Tearjerker Returns”, ouça-os:

A colaboração mais conhecida da dupla até então era sua participação no filme Six by Sondheim, da HBO, cantando a clássica “I’m Not Here” de Stephen Sondheim, no trecho dirigido por Todd Haynes.

Bom demais.

O Manifesto Neotroglodita de Jarvis Cocker

Escrevi sobre o Manifesto Neo-Troglodita do Jarvis Cocker, O Círculo de Dave Eggers e sobre o episódio do final do ano de Black Mirror (o White Christmas) lá no meu blog do UOL: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/03/16/de-que-adianta-se-desconectar-da-internet/

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Jarvis Cocker, vocalista da banda Pulp e um dos comentaristas culturais mais importantes da da virada do século, lançou o “Nu-Troglodyte Manifesto” (Manifesto Neo-Troglodita) na edição deste mês da revista AnOther, um manifesto quase grunhido contra a onipresença da tecnologia e a volta para a idade da pedra. Traduzo-o abaixo:

“Onde você pode encontrar paz?
Onde você pode encontrar silêncio total?
Escuridão completa?
Aqui.
Sem sinal de celular.
Sem wi-fi.
Sem TV.
Sem rádio.
Este é o som de verdade do submundo: (porque, sabe, estamos no submundo de verdade)
Nenhuma influência de fora.
Uma tela em branco.
Quer dizer, não exatamente em branco – olhe para essas paredes: o que você vê quando olha pra lá? Você vê rostos? Padrões? Eles não estão lá, você sabe – do mesmo jeito que não há nenhum escorpião, urso ou caçadores sobrevoando o céu à noite. O universo é aleatório: só o homem que tenta estabelecer um padrão. Fazer que possa significar algo.
Mas esses padrões não são bons o suficiente como são? Sem nenhuma interpretação? E você não adoraria poder fazer algo tão lindo quanto isso? Claro que sim. Mas ninguém fez: apenas aconteceu.
Estalagmites
Estalactites
Qual é qual?
“Tights come down” * (uma maneira crua mas eficaz de lembrar)
Essas coisas levaram 20 mil anos para se formar, sabe.
E eu pensei que eu fosse lento no trabalho…
É uma coinciência que o clube que viu nascer o grupo musical mais influente e significante do século passado chamase-se “A Caverna”?
Não acho.
E por que as melhores casas noturnas ficam em porões escuros e sombrios com tetos baixos?
Fácil:
Porque nos lembra de estar lá… De volta às cavernas, digo – vamos lá: por que você acha que era chamado de música da pedra (rock music) em primeiro lugar?
Foi aqui que tudo começou.
Um antepassado da sua família morou aqui certa vez.
O Des-Res original **
Agora é hora de voltar pra casa
Hora de voltar à fonte
Hora de escapar da tagarelice constante infinita sem sentido que lhe distrai de quem realmente você é e o que você realmente quer fazer.
Não há lugar pra pensar aqui
Lugar pra viver
Entre (cuidado com a cabeça)
Sente-se
Olhe para uma pedra
Vamos começar tudo de novo.”

Jarvis clama para uma volta às raízes da natureza humana quando o homem sequer era homo sapiens, uma espécie de romantismo extremo, transformando a caverna pré-histórica em uma Arcádia bruta e animalesca. Na verdade ele canaliza uma sensação recorrente a todos nós: somos bombardeados por tantos contatos, fotos, mensagens, vídeos e links que a única solução que parece ser possível é largar tudo e fugir para vender coco na praia ou construir seu próprio chalé no campo, longe das barbaridades do século 21.

É um tema cada vez mais frequente na cultura atual – a onipresença da tecnologia em nossas vidas e a ascensão do capitalismo eletrônico criaram um híbrido distópico que reúne os piores pesadelos do século 20. Nem George Orwell em seu 1984 conseguiu imaginar uma sociedade em que as pessoas carregam câmeras e localizadores nos próprios bolsos, deixando rastros digitais por onde andam, sem nem cogitar fugir do Grande Irmão (nome de um dos programas mais populares atualmente). E nem Aldous Huxley conseguiria cogitar distrações tão inacreditáveis em seu Admirável Mundo Novo quanto as que tomam conta de nossa rotina digital, em bipes e luzes nos celulares, números que se acumulam nas redes sociais, abas abertas com todo o tipo de conteúdo disponível, de planilhas de valores a fotos NSFW.

Um dos livros mais importantes de 2013, traduzido ano passado para o Brasil, é O Circulo, de Dave Eggers (Companhia das Letras). É uma distopia disfarçada de entrevista de emprego ou comercial de departamento de RH, em que acompanhamos ascensão e queda de duas amigas no trabalho. Ambas trabalham na empresa que batiza o livro, uma startup que conseguiu ultrapassar Google e Facebook num futuro próximo ao criar um sistema de identificação que aposenta o conceito de senhas e muda nossa relação com a internet – de novo. O livro descreve o maravilhoso campus da empresa – cool, clean, hi-tech e cheio de regalias – ao mesmo tempo em que mostra que a rotina de trabalho dos funcionários se mistura cada vez mais com o tempo livre, tornando a participação social uma exigência quase compulsória. A trajetória das duas principais personagens – Annie e Mae – se diverge à medida em que nos afundamos nos segredos e inovações tecnológicas de uma empresa que tem como lemas frases como “segredos são mentiras”, “compartilhar é cuidar” e “privacidade é roubo”.

circulo

O Círculo é pessimista com o mesmo sorriso que as pessoas dão quando tiram selfies. Seu final assustador mostra que estamos só arranhando uma superfície de perigo, mexendo em campos minados que podem mudar completamente a história de nossas vidas.

(Pra quem já leu o livro, um agrado – viu que lançaram o SeeChange da vida real?)

Ainda mais pessimista foi o especial de natal que a série inglesa Black Mirror, produzida pela BBC, exibiu no final do ano passado. Criado pelo genial Charlie Brooker, um dos críticos culturais mais ácidos na Inglaterra atualmente, a série não conta uma história, apenas pequenos contos sobre nosso relacionamento com a tecnologia. São duas temporadas, cada uma com três episódios com pouco mais de meia hora, que contemplam a alienação, a violência, o deleite, o nojo e a opressão causada pela comunicação digital, em contos tétricos e de um humor pessimista e bizarramente hilário. O título da série é uma referência às telas que olhamos diariamente quando são desligadas, revelando um espelho negro que reflete todos nossos anseios. É o mais próximo de um Além da Imaginação produzido para o século 21 que se tem notícia.

O especial de natal, batizado de Black Mirror: White Christmas, é especialmente aterrador. Mistura realidade aumentada, implantes nos olhos, armazenamento externo de lembranças pessoais, serviços de relacionamento, inteligência artificial, prevenção de crimes, ordens de restrição. Protagonizado pelo Don Draper de Mad Men (o ator Joe Hamm), o episódio se passa num futuro próximo mas faz referências a várias tecnologias que já estão sendo usadas em nosso dia a dia. Ele apenas cogita a possibilidade de popularização destas, quando todas as pessoas usarem tudo que já é disponível hoje – além de um tiquinho de ficção científica.

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Mais livros, filmes e discos (e sites e perfis em redes sociais e aplicativos e plugins) surgirão para nos alertar sobre os perigos do mundo digital, a insegurança da vida na internet, a necessidade de desconexão da rede. É uma mudança inevitável. Não dá para desplugar a internet ou voltarmos às máquinas de escrever, telefones fixos e fotos que precisavam ser reveladas sem que colocar o mundo em colapso. As vantagens da era eletrônica justificam sua existência até agora, mas precisamos aprender a usá-la.

Tiramos fotos de nós mesmos sem parar, postamos tudo que fazemos nas redes sociais, usamos aplicativos pra tudo em qualquer instante porque são novidades que nos foram apresentadas agora. Estamos nos lambuzando de tecnologia e de internet porque até outro dia tais facilidades não existiam. É como se estivéssemos gastando o que dá antes que tudo se acabe.

Mas é uma questão de hábito, uso e educação – esse é o nosso desafio para com as ferramentas digitais que estão moldando sim uma nova cultura. Não há escapatória – este novo romantismo é tão reacionário quanto o primeiro, que achava que a era industrial ia destruir uma paz no campo que só existe na cabeça de quem nunca morou no campo. Já escrevi inclusive sobre como essa venda de cocos na praia ou essa choupana rural é ilusória se isolada do resto da sociedade. Esse Walden só é possível mentalmente e talvez seja isso que Jarvis Cocker esteja pregando no manifesto neo-trogolodita: a volta para a caverna da mente.

* Duas N. do T. em relação ao texto de Jarvis Cocker: A frase “tights come down” (“calças caem”) não faria sentido ao ser traduzida literalmente porque é parte de uma brincadeira fonética em inglês para decorar a diferença entre estalagmites (que saem do chão) e estalactites (que saem do teto). A expressão completa é “Mites come up, tights come down” e é traduzida literalmente como “insetos sobem, calças descem” para lembrar a direção de ambas formações a partir de seu sufixo: “mites” lembra “estalagmite” e “tight” lembra “estalactite”.
** A segunda nota se refere ao acrônimo “Des-Res”, usado pelo mercado imobiliário inglês para explicitar que determinado imóvel (especialmente após reformas) é uma “residência desejável” (“desirable residence”, “des res”).