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Jack White + Coca-Cola

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Isso me fez lembrar do jingle que o Jack White fez pra Coca-Cola na Austrália.

Lembro que perguntei sobre isso pra ele, quando o entrevistei pra Rolling Stone há uns cinco anos:

Pra mim, escrever uma música para a Coca-Cola foi como se fosse uma afirmação sobre essas pessoas que se importam em ser cool e hipster, que se importam com estilo, que eu não tenho nada a ver com esse tipo de gente. Eu não quero ter nada a ver com eles. Eu amo Coca-Cola de verdade, não estou mentindo! E fiz o comercial porque eu quis! Eu não fiz isso por dinheiro, recebo ofertas como essa 15 vezes por semana, para escrever músicas para comerciais de carro, filmes, programas de TV… E isso tem tudo a ver com esses caras do underground, que são tão melhores do que todo mundo, esses roqueiros de garagem, porque eles sempre dizem que você deve fazer o que quiser e não se importar com o que as outras pessoas pensam. Foi exatamente o que eu fiz com essa música.

Vida Fodona #326: Vocês sabem como é que eu combato o frio…

O inferno é frio.

Booker T & The MGs – “Melting Pot”
Talking Heads – “Crosseyed And Painless”
Caetano Veloso – “It’s a Long Way”
Damon Albarn – “Apple Carts”
George Harrison – “I’d Have You Any Time”
My Bloody Valentine – “Soon”
Norah Jones – “All a Dream”
Jack White – “On and On and On”
Justice – “On’n’On”
Bird and the Bee – “Private Eyes”
Toro y Moi – “I Can Get Love”
Bread – “Guitar Man”
Washed Out – “Echoes”

Vem!

Achtung Baby Covered

E por falar na revista Q, vocês viram o tributo que ela fez ao Achtung Baby? Felizmente o disco de 91 vem sendo cada vez mais celebrado como sendo o grande disco do U2, deixando clássicos anteriores como Joshua Tree ou Unforgettable Fire na poeira messiânica do passado. No disco-tributo, que acompanha a edição de dezembro, a revista reuniu nomes como Patti Smith, Jack White, Killers, Depeche Mode, Garbage e Nine Inch Nails, entre outros, para celebrar o primeiro disco europeu do grupo irlandês. O resultado, infelizmente, paira entre a pasmaceira e o horror. Os vídeos (e meus comentários) para cada uma das músicas do tributo seguem abaixo, como eu vi no Scream & Yell.

 

E o Rome do Danger Mouse?

Brian Burton está criando um novo tipo de artista para o século 21: um que você pode confiar. Nenhum de seus contemporâneos mantém a média de acerto por tentativa que ele, basicamente por desdobrar-se em projetos completamente diferentes e cercar-se só de gente boa. Vale recapitular rapidão? Grey Album, segundos discos do Gorillaz e do Rapture, Modern Guilt do Beck, “Crazy”, Cee-lo e o Gnarls Barkley, disco com o Sparklehorse, o James Mercer do Shins (o genial Broken Bells) e MF Doom e os dois últimos discos do Black Keys. Nem o Radiohead, a Britney Spears ou o Daft Punk têm essa média. Rome, seu novo projeto, inspirado em trilhas sonoras de filmes italianos e composto ao lado de Danielle Luppi (com participações do Jack White e a Norah Jones) é mais um exemplar dessa safra, saca só.


Danger Mouse + Danielle Luppi – “Theme from Rome (MP3)

Jack White e Paul McCartney

Eis Zeca Branco na Casa Branca tocando uma música do Álbum Branco – desculpa, não resisti. Jack foi um dos convidados da cerimônia de premiação usada como desculpa pro Obama ter tempo pra ver um showzinho em casa. E que showzinho: Paul McCartney: The Library of Congress Gershwin Prize for Popular Song In Performance at the White House é um documentário feito pelo canal público americano PBS e que será exibido pela primeira vez depois de amanhã (e, provavelmente, nas redes de torrent do mundo a partir de quinta-feira). No programa, como entregue no título, assistirá-se ao show feito pelo velho Beatle na Casa Branca no último dia 2 de junho, quando o presidente americano lhe conferiu o prêmio Gershwin pela Canção Popular. Além do show particular do Macca (eis uma das vantagens de ser presidente dos EUA), Obama ainda assistiu a apresentações de Stevie Wonder, Elvis Costello, Herbie Hancock, Dave Grohl, Emmylou Harris e outros menos cotados, além do Jack White aí de cima, dando uma vibe American gothic à árcade “Mother’s Nature Son” ao misturá-la com “That Would Be Something“, do primeiro disco solo do Paul. Ficou djóia.