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Centro da Terra: Junho de 2026

Estamos chegando ao final do primeiro semestre do ano e estas são as atrações musicais que estarão em cartaz no Centro da Terra durante este próximo mês de junho. As segundas-feiras ficam com o grande Gustavo Galo, que aproveita o mês de seu aniversário para festejar na temporada Um Bis no Abismo, que começa na segunda segunda do mês porque este junho tem cinco segundas-feiras. No dia 8, ele celebra seu irmão de alma, o saudoso Luiz Chagas, numa noite que ainda em que será acompanhado por Biel Basile, Fábio Sá, Chicão e Gustavo Ruiz, quando cantará músicas de seu eterno chapa. No dia 15, ele traz sua nova banda Tudo a Ver (que conta com Juliana Perdigão, Bruna Lucchesi e Vitor Wutzki) numa noite dedicada à poesia que ainda contará com as presenças de Angélica Freitas, Fabricio Corsaletti, Dimitri Br e Marcelo Ariel.. No dia 22 ao lado de Peri Pane, viaja por suas subversões em português para músicas de Lou Reed, Patti Smith e Leonard Cohen, entre outros, quando também recebe os convidados André Mourão e Péricles Cavalcanti. A última noite da temporada não é numa segunda-feira por motivos de Copa do Mundo, e cai no primeiro dia do mês seguinte, quando chama a banda que já o acompanha há uma década (Pedro Gongon, Otávio Carvalho, Lucas Gonçalves e Tomás Gleiser) para mostrar músicas inéditas e relembrar de outras velhas conhecidas. A primeira segunda de junho (dia 1º) fica com o novíssimo grupo Lumia, formado por Marina Marchi, Júlia Toledo, Laryssa Alves, Miriam Momesso e Amanda Barbosa em uma apresentação chamada Quinteto. No dia seguinte, a primeira terça-feira do mês (dia 2), Leal sobe pela primeira vez no palco do Centro da Terra com um espetáculo intimista chamado Circulando, quando vem acompanhaado de Reyviton Lima, Rafael dos Santos e Fernanda Horvath. Na terça seguinte (dia 9) é a vez de Luna França voltar ao palco do teatro, desta vez em formato solo, e mostrando composições inéditas na apresentação batizada de Junto, quando começa a explorar o que será seu segundo disco ao lado de Arquétipo Rafa, Lê Veras e Melifona, com participações de Malu Magri, Ana Passarinho e Heloá Holanda. No dia 16, a dupla Triste, formada por Rafael Brasil (Far From Alaska) e Brenda Mayer (Call Me Lolla), faz sua estreia no palco em um show delicado e minimalista chamado De Perto. No dia 23, o violonista virtuoso Daniel Murray chega mais uma vez ao palco do Centro da Terra ao começar a desbravar o Universo Musical de Egberto Gismonti, título de seu novo espetáculo, dedicado a esmiuçar a complexidade melódica, harmônica e polirrítmica deste mestre, com quem já pode dividir o palco algumas vezes. E no último dia do mês o gaúcho Irmão Victor estreia no teatro comemorando os dez anos de seu primeiro disco Passos Simples para Transformar Gelatina em um Monstro, que será tocado na íntegra numa noite que ainda terá as presenças de Vicente Barroso, Thales Castanheira, Theo Cecato, Jorge Zahar, Simone Julian, Max Huszar e Manu Julian. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Gustavo Galo raspando o tacho

gustavogalo

O vocalista da Trupe Chá de Boldo Gustavo Galo chega aos finalmentes do disco que lançou ano passado, Se Tudo Ruir, Deixa Entrar o Ruído, ao mostrar single e clipe novos. Primeiro apresentou o clipe de “Nijinski”, chamando amigos para cair na dança, entre eles o parceiro pernambucano Otto, com quem faz dueto em uma canção que exalta a dança.

Depois estreou a inédita e bela “Até Chegar no Mar”, com Mariá Portugal na bateria, Chicão Montorfano nos teclados e Gustavo Ruiz e o pai Luiz Chagas nas guitarras.

Chagas chegando

chagas

Pai de Tulipa e Gustavo Ruiz e guitarrista do Isca de Polícia, a mítica banda de Itamar Assumpção, o mestre Luiz Chagas finalmente começa a revelar seu faceta solo a partir das 20h desta quinta-feira, no Itaú Cultural, quando mostra músicas que vinha guardando na gaveta num show chamado Música de Apartamento acompanhado de uma banda que conta com Fábio Sá no baixo, Biel Basile na bateria, o filho Gustavo no violão e Chicão Montofarno nos teclados, além da presença de Ná Ozzetti, Suzana Salles, Gustavo Galo, Juliana Perdigão, Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro (mais informações aqui). Conversei com o seu Luiz sobre esta nova fase de sua carreira.

Como surgiu a ideia de começar um novo trabalho a partir de um show?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-como-surgiu-a-ideia-de-comecar-um-novo-trabalho-a-partir-de-um-show

O que é “Música de Apartamento”?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-o-que-e-musica-de-apartamento

Quem é a banda que tocará contigo neste show?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-quem-e-a-banda-que-tocara-contigo-neste-show

Você já irá gravar o disco ou é um processo que está sendo maturado ao vivo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-voce-ja-ira-gravar-o-disco-ou-e-um-processo-que-esta-sendo-maturado-ao-vivo

A volta do Isca de Polícia foi determinante para este novo trabalho?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-a-volta-do-isca-de-policia-foi-determinante-para-este-novo-trabalho

Como este trabalho conversa com o seu trabalho com a Tulipa e o Isca de Polícia?
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Quais os próximos passos a partir deste show de quinta-feira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-quais-os-proximos-passos-a-partir-deste-show-de-quinta-feira

O vôo solo de Gustavo Galo

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Integrante da Trupe Chá de Boldo, Gustavo Galo prepara-se para lançar seu primeiro disco solo, batizado apenas de Asa, e liberou uma das músicas, “Um Garoto”, para o Trabalho Sujo. Ele a comenta:

“Um Garoto” nasceu de uma conversa antiga com Tatá Aeroplano. Na época, ele estava juntando uma grana para assistir a um show do Leonard Cohen. Acho que era na Argentina, não lembro direito. Fiquei pensando nesse gesto e me perguntei por qual artista eu faria o mesmo. Pouco tempo depois li o livro Só Garotos da Patti Smith, no qual ela conta a história da relação entre ela e o Robert Mapplethorpe, a convivência no Chelsea Hotel, a paixão pelo Rimbaud. Já gostava muito do som da Patti Smith mas conhecia somente o Horses e o Radio Ethiopia. Sob efeito do livro acabei baixando tudo o que ela fez. Em dez minutos fiz um ‘inventário’ do que eu tinha de mais valioso para assistir um show da Patti Smith: alguns vinis, dois ternos, meu colchão e outras quinquilharias. No final, dei risada porque vendendo isso não conseguiria nem sair de São Paulo. Na letra eu só não vendo o violão. A Lucinha Turnbull sempre curtiu essa música. Por conta do rock, da força das mulheres roqueiras, por eu ser muito fã do modo como ela toca e canta convidei-a para gravar essa faixa no disco. Pra mim foi um presente e tanto.

Ouça-a abaixo: