Jornalismo-Arte: Guilherme Werneck

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Em mais um programa dedicado a contar o estado da imprensa que cobre música, converso desta vez com Guilherme Werneck, que depois de passar por algumas das principais redações do Brasil, tanto como repórter, editor e executivo, atravessou as transformações nas duas áreas nos últimos trinta anos e agora lidar a Bravo reinventando inclusive o conceito original da revista de cultura. Falamos sobre como o modelo atual de jornalismo acaba tornando a cultura coadjuvante, sobre a necessidade da crítica musical, a chegada da internet à profissão e uma uma barriga que derrubou meia direção do BNDES, entre outras lembranças e observações sobre uma mudança inevitável nesta área.

Discutindo o estado do jornalismo de cultura hoje

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Eis a íntegra do papo que tive na semana passada com a Roberta Martinelli, o Guilherme Werneck, o Thales de Menezes e o Luís Fernandes dentro da programação do festival Mate – Música Arte Tecnologia Educação sobre o que está acontecendo com o jornalismo que cobre cultura durante a quarentena.

Jornalismo cultural em tempo de pandemia

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Nesta quinta-feira, participo do quarto encontro online da plataforma MATE | Música Arte Tecnologia Educação, em um debate ao vivo sobre jornalismo cultural em tempos de pandemia, que também contará com as presenças da Roberta Martinelli, do Guilherme Werneck e do Thales de Menezes, com mediação do Luís Fernandes. O papo acontecerá das 19h às 19h40 com transmissão através do site oficial do evento.

Concertos de Discos

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A partir deste mês retomamos no Centro Cultural São Paulo a série Concertos de Discos, idealizada pela diretora original da discoteca pública que hoje batiza a instituição, a pesquisadora Oneyda Alvarenga, em que pesquisadores e especialistas dissecam discos clássicos em audições comentadas. Como estamos nas comemorações dos 50 anos do ano de 1967 (dentro do projeto Invenção 67), iniciamos os trabalhos com oito aulas sobre oito discos essenciais lançados naquele ano – das estréias do Pink Floyd, Doors, Velvet Underground e Jimi Hendrix, a discos cruciais nas carreiras de Tom Jobim, Roberto Carlos, Aretha Franklin e dos Beatles. O time de especialistas reunidos é da pesada e as audições acontecem na própria Discoteca Oneyda Alvarenga, no CCSP, durante as terças e quintas de junho, gratuitamente, a partir das 18h30. Veja a programação completa deste primeiro mês abaixo (mais informações aqui):

Concertos de Discos
de 6 a 29/6 – terças e quintas – 18h30
O Invenção 67 ressuscita os célebres Concertos de Discos, que a primeira diretora da Discoteca do Centro Cultural São Paulo, Oneyda Alvarenga, ministrou entre 1938 e 1958. Os Concertos de Discos voltam focados em música popular e realizados na própria Discoteca Oneyda Alvarenga, convidando o público a uma audição comentada. Programe-se: as audições são limitadas a 30 pessoas. Todos os concertos começam pontualmente às 18h30.

60min – livre – Discoteca Oneyda Alvarenga
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
dia 6/6 – terça – 18h30
Pai e filho, Maurício Pereira (Os Mulheres Negras) e Tim Bernardes (O Terno) falam sobre o clássico dos Beatles: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

The Piper at the Gates of Dawn
dia 8/6 – quinta – 18h30
O crítico e músico Alex Antunes (Akira S, Shiva Las Vegas) trata do disco de estreia do Pink Floyd, The Piper at the Gates of Dawn.

Wave e Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim
dia 13/6 – terça – 18h30
O músico e historiador Cacá Machado analisa os álbuns Wave, de Tom Jobim, e Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim, parceria com Sinatra e Jobim que marcou a inserção da bossa nova no contexto internacional.

The Doors
dia 15/6 – quinta – 18h30
O jornalista Jotabê Medeiros mergulha no álbum de estreia da banda The Doors, que juntou de modo dramático jazz, blues, lisergia e poesia.

I Never Loved a Man the Way I Love You
dia 20/6 – terça – 18h30
Especialista em hip hop, soul e funk, a jornalista Mayra Maldjian analisa I Never Loved a Man the Way I Love You, turning point na carreira de Aretha Franklin – e do rythmn’n’blues.

Are You Experienced?
dia 22/6 – quinta – 18h30
Músico e jornalista, Rodrigo Carneiro (Mickey Junkies) surfa em Are You Experienced?, disco em que estreou a banda Experience, de certo guitarrista canhoto chamado Jimi Hendrix.

Em Ritmo de Aventura
dia 27/6 – terça – 18h30
Guitarrista e vocalista da banda Autoramas, Gabriel Thomaz entra Em Ritmo de Aventura para falar do clássico de Roberto Carlos.

The Velvet Underground & Nico
dia 29/6 – quinta – 18h30
O jornalista e editor da revista Bravo!, Guilherme Werneck, trata de The Velvet Underground & Nico, o disco que lançou a banda de Lou Reed – e também as bases do punk.

De novo na Sim São Paulo

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A Sim São Paulo começou nesta quarta com uma abertura em grande estilo que contou com os shows de Mahmundi e o encontro de Liniker e Elza Soares e continua até o fim de semana, com uma série de debates, shows, palestras e encontros que acontecem principalmente no Centro Cultural São Paulo. Como integrante do conselho consultivo da Semana Internacional da Música, participo como mediador de duas mesas nesta quinta-feira, A primeira delas acontece às 11h30 e chama-se A Música na TV Brasileira e terá a presença de Rodrigo Lariú (Play TV), Caio Corsalette (MTV/Nickelodeon/VH), Cris Lobo, Monica Brandão (Multishow) e Mariana Amabis (Altas Horas) – mais informações aqui. A outra acontece logo em seguida, às 13h30, quando discuto Crítica Cultural X Curadoria de Conteúdo ao lado do Rafael Rocha (NOIZE), André Maleronka (Vice), Dilson Laguna (Sofar), Guilherme Werneck (Bravo!) e Matthew Rogers (UNIFIED, da Austrália) – mais informações aqui. Para assistir aos shows e debates da Sim São Paulo é preciso ter a credencial de acesso total, que pode ser comprada no site do evento. Vale a pena!

Vintedoze: Uma certa coisa meio easy-going

Alexandre Matias, Ronaldo Evangelista, Guilherme Werneck, Fernando Sabino, os beats e quadrinhos autobiográficos.

E o MP3 tá aqui.

Vintedoze: Uma certa coisa meio easy-going by Anosvinte on Mixcloud

Lost por Guilherme Werneck

Fico pensando por que diabos não comecei a ver Lost simplesmente para contar as lindas sardinhas da Evangeline Lilly. Kate continua o melhor motivo para ver a série. Mas a verdade é que passei os últimos anos acompanhando Lost de forma bastante irregular, interessado mais pelo que o criador da série J.J. Abrams faria com o universo que imaginou.

Apenas uma constante nestes últimos anos: nunca consegui assistir à série transmitida pela TV. Sempre esperei chegar ao final para baixar tudo de uma vez e fazer maratonas no sofá, laptop plugado na TV. Não tenho estrutura psicológica para esperar uma semana entre um episódio, muito menos para vencer a abstinência durante os breaks de meio de temporada.

Lost foi a segunda série a causar esse tipo de aflição, um efeito colateral até que esperado depois dos primeiros anos 24 horas – a maior celebração da cultura da anfetamina na TV. Mas com a série de J.J. Abrams era um pouco diferente. Nesse contínuo que criei para assistir ao Lost, a sensação era a de ter ido a uma rave e pego um doce no lugar de uma bala. Ursos polares em ilha tropical, fumacê matador, ondas de rádio fantasma, magnetismo esotérico. Hobbes e metafísca, Paraíso perdido de John Milton versus o paraíso reencontrado de John Locke. No começo era um quebra-cabeças divertido, instigante. Uma boa metáfora para o conhecimento. E repleta de citações – o melhor do J.J. Abrams é sempre a habilidade de fazer boas conexões com a nerdice da cultura pop.

O que me pegou em Lost no começo foi justamente essa oposição de país das maravilhas com uma dramaturgia absolutamente contida, em certos momentos no limite do melodrama. A ilha era David Lynch, a vida pregressa dos personagens, quase Fassbinder. Uma ousadia televisiva maior ainda do que a injeção de adrenalina de 24 horas.

E, por trás, J.J. Abrams, o criador de Alias, uma série simpática, com seu misto de futurismo e teoria da conspiração. Me empolgava ver um geek tomando de assalto a porção mais mainstream de Hollywood, mudando o sistema por dentro, com suas próprias armas. Transformando a disfunção narcotizante da TV com narcóticos mais poderosos que os do American Idol. Uma vitória canhestra da revolução contracultural americana que inicia com os beats nos anos 1940.

Mantive esse nível de felicidade com Lost nas duas primeiras temporadas. O budismo de biscoito da sorte da Dharma Initiative e a fraqueza dos roteiros nas fases em que Abrams se afastava da série fizeram com que a terceira e a quarta temporadas fossem as mais difíceis de assistir. Mas aí já estava viciado, ficava lá meio inerte esperando um bagulho melhor. Mas parecia que todas as boas ideias já tinham sido usadas e os flashbacks ocasionais eram apenas motivo para lembrar com um que de saudade do deslumbramento inicial.

Isso mudou com a quinta temporada e a demolição do tempo. Finalmente uma ideia digna de Lost. Universos paralelos e duplos injeteram graça até nos enfadonhos rebeldes messiânicos liderados por Benjamin Linus. O final me deu vontade de cair de cabeça na sexta temporada que ternmina hoje. Claro, seguindo meus preceitos, tenho os 16 episódios anteriores devidamente baixados. Mas não assisti nenhum ainda.

Passei boa parte da última semana tentando evitar a enxurrada de spoilers. Consegui. Não foi tão difícil. Enquanto Lost ficava em compasso de espera, caí de cabeça em Fringe, a série mais bacana dos últimos anos. Aquela em que J.J. Abrams conseguiu colocar para fora todas as suas obsessões com o futuro, conspirações, ciência de ponta, drogas para alterar a percepção e universos paralelos. Num certo sentido, Lost é um belo balão de ensaio para Fringe. Quem ainda não entrou neste universo, pode usar o espaço vago a partir de amanhã.

* Guilherme Werneck podia voltar com seu podcast, o Discofonia.

O ano do Emicida

E não dá pra falar em música brasileira atual sem citar o Emicida. Leandro Roque de Oliveira já não é novidade faz tempo, mas só consegui ver um show do cara no mês passado, dentro da noite que o Rômulo e as meninas da Alavanca tão fazendo ali no CB, nas quintas-feiras. Venho acompanhando a ascensão do cara há um tempinho (até já tinha pautado a Ana para fazer um Vida Digital com ele) e é interessante perceber como ele é a síntese da mudança de ares que aconteceu na década passada com o hip hop brasileiro, ao mesmo tempo em que também é um reflexo do que também aconteceu com a MPB.

No lugar da marra e da cara de mau dos Racionais MCs e seus contemporâneos gangsta, surge um rapper quase sambista, quase malandro, quase manhoso, cantando sobre pobreza, miséria e violência sem separá-las da rotina, da felicidade e da família. Sem o pesar arrastado de beats de funk, ele prefere ancorar-se no samba e resume uma evolução que aconteceu no rap nacional. E mais especificamente no que diz respeito ao MC – e é possível ouvir enfileirados na voz de Leandro nomes tão diferentes quanto Sabotage, Marcelo D2, De Leve, Max B.O., Kamau, Marechal, Rappin’ Hood e todos aqueles que orbitaram entre o Instituto e o Quinto Andar, a Trama e o festival Indie Hip Hop, entre mixtapes e MP3s.

Ao mesmo tempo é estúpido mantê-lo apenas sob o rótulo do hip hop. Suas referências não são tão universais quanto as de seus compadres do microfone e das picapes – ele prefere samplear referências brasileiras e citar Cartola, enchentes em São Paulo e a novela das oito em vez de repetir a mesma ladainha de gangues e guerra urbana do rap do século passado. Como aconteceu antes com Sabotage, ele regula o equilíbrio entre o sambista, o rapper e o cronista com exatidão, assumindo o papel de trovador que nenhum outro cantor ou músico brasileiro atual – presos demais às egotrips, a conceitos abstratos e à correria para pagar as contas para assumir esse papel – se dispõe.

E ele também é bom de conversa: rendeu um ótimo papo com o PAS, uma boa matéria sobre samba com o Werneck e uma boa entrevista feita pela Stefanie, além do perfil feito pela Ana pro Link. Sai clicando e vai lendo – se você não o conhece ainda, está passando da hora.

Guilherme Werneck no Estadão

É sério, ele começou hoje.

Cinco Perguntas Simples: Guilherme Werneck

1) O disco (como suporte físico) acabou?
Não acredito que o disco tenha acabado, mas a ganância está com os dias contados. Para muitos, eu inclusive, o fetiche pelo objeto disco permanece. Ainda é bom poder ler encartes, letras, ver a ficha técnica, pirar na arte etc. Mas as gravadoras precisam entender melhor o que fazer com o disco, como pensar o seu marketing, e entender que nem toda cópia é pirataria. Hoje, todos os meios digitais têm um grau de confiabilidade bem discutível, e o CD não é exceção. Tenho discos comprados no primeiro momento dos CDs que já estão com mais de 20 anos e praticamente desintegrando. Imagine se eu não tivesse guardado uma cópia digital? Teria de comprá-los de novo, pelos preços extorsivos praticados pela grande indústria. Pensando no Brasil, onde ainda não houve o boom dos tocadores digitais de música e onde a oferta de música digital ainda é ridícula, com poucos títulos e quase todos protegidos de uma maneira bisonha, como o DRM (Digital Rights Management) da Microsoft usado pelo iMúsica (nossa única loja virtual). Para mim, o disco vai durar um tempo mais longo por aqui do que nos países asiáticos (Coréia do Sule Japão), na Europa e nos EUA, onde o mercado digital já começa a amadurecer a fezaer frente ao CD. Todas as pesquisas de vendas do disco físico apontam essa queda. Mas, no Brasil e em outros países pobres, o CD vai existir em profusão, se não para a venda nas lojas e supermercados, na rua, nas banquinhas dos piratas.

2) Como a música será consumida no futuro? Quem paga a conta?
É difícil prever o futuro porque, para além da tendência de mercado, que é mesmo a de a música migrar para um formato digital tipo o MP3, existem também questões jurídicas que podem acelerar ou retardar essa inclinação do mercado. Nos Estados Unidos, por exemplo, o mercado de música digital vendida legalmente online cresceu bastante nos últimos dois anos não porque as pessoas se conscientizaram de que devem pagar os artistas e sim porque houve um cerco de leis. Hoje, copiar uma música protegida por DRM dá cadeia, a RIAA tem ganhado nos tribunais ações contra pessoas físicas que trocam músicas. Isso tem o seu peso. Por outro lado,a reação a esse cerco é bem inteligente. Um caso clássico é a idéia dos Creative Commons, contrato que sobrepõe o padrão do todos os direitos reservados e dá ao artista o poder de decidir como proteger os direitos de sua obra. Nesse caso, se o artista libera a cópia, deixa de ganhar dinheiro por uma lado, mas coloca para fora a sua música e pode ganhar bem com shows e com licenciamento de suas composições para cinema e publicidade, por exemplo. Outro modelo que, na minha opinião, tem mais chance de vingar é o da venda mais aberta de música, sem restrições de uso e de cópia. Vários selos e gravadoras pequenas já estão optando por essa forma de venda, que também tem como um dos principais atrativos os baixos preços. Cito dois exemplos interessantes nesse sentido. Um é o da gravadora virtual Magnatune, que permite que você ouça o disco todo antes de comprar – não só os 30 segundos do chamado “fair use” – e deixa você escolher o quanto pagar pela música. Lembrando que o artista fica com 50% do total pago pelo consumidor. Numa escala maior, o site de venda de músicas eMusic.com, que oferece mais de um milhão de canções de independentes, de gente desconhecida mas também de artistas muito populares, como Miles Davis. Todos os discos que tive vontade mesmo de comprar, encontrei por lá. E o preço é ótimo. Tenho uma assinatura anual, que me dá direito a 90 downloads por mês a um preço de US$ 0,17 por canção. Bem melhor do que comprar música por US$ 0,99, com DRM, no iTunes.
Fora esses dois casos, acredito também que iniciativas como as do TramaVirtual e do MySpace, que dão a possibilidade de o músico colocar canções para serem baixadas de graça da internet vão vingar. Já do ponto de vista de negócios, não dá para ignorar o crescimento absurdo dos ringtones e truetones, coisa que acho que só vai aumentar no futuro, a despeito dos preços. Afinal, hoje pode-se pagar quase R$ 5 por um trecho de uma música, o que é absurdo.
É importante notar que a indústria do disco está em crise – muito por conta de ser uma indústria bastante reacionária e com dificuldades de inovar – mas a indústria da música como um todo, não vê crise. Mesmo nos tempos do walkman, não lembro de ver tanta gente nas ruas com fones de ouvido. Em São Paulo, se compararmos os espaços de show de hoje com os de há 20 anos, o crescimento é brutal. Acho que esses fatores vão fortalecer um futuro em que o ouvinte médio de música vai migrar do gosto massificado promovido pelo esquema de “plantation” das grandes gravadoras, que ainda insistem em colar todos os seus ovos numa mesma cesta, para uma segmentação maior.
Coisas que só rolavam no underground, para iniciados, estão muito mais acessíveis a quem tem um pouco de curiosidade e um computador plugado na web. Antes, era só a TV e o rádio a ditar o que se devia ouvir, hoje, é fácil driblar essa ditadura do gosto e desenvolver um gosto pessoal, com menos imposições externas.

3) Qual a principal vantagem desta época em que estamos vivendo?
Acredito que seja essa segmentação que eu citei no fim da última questão, essa oportunidade de ouvir o que quiser. Gosto especialmente de iniciativas como a dos sites Pandora e Last.fm, que ajudam as pessoas a encontrar o que não sabem que existe. Acho que a distância entre artista e seu público também tende a diminuir. É só pensar no MySpace e em blogs de bandas. Acho que hoje nós vivemos um momento propício para que os artistas façam menos pose e mais música interessante.

4) Que artista voce só conheceu devido às facilidades da época em que estamos vivendo?
Um monte de gente. Semana passada mesmo eu conheci uma banda muito legal de funk-reggae dos anos 70 chamada Cymande, que ouvi num podcast brasileiro chamado Octopus Mono Sound. Das coisas novas, Arctic Monkeys, Clap Your Hands Say Yeah, Cee-Lo, Gnarls Barkley, Chihei Hatakeyama, David Thomas Broughton.

5) O estado da indústria da música atual já realizou algum sonho seu que seria impossível em outra época?
É só abrir o SoulSeek ou o baixar alguma coisa usando Bittorrent que muitos sonhos meus, impossíveis de imaginar em outras épocas, se realizam em pouquíssimos minutos.

Guilherme Werneck é editor-assistente do caderno Link e editor do podcast Discofonia.