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Fecho mágico

Depois de passear por territórios alheios, Gustavo Galo terminou sua temporada Um Bis no Abismo nesta quarta-feira no Centro da Terra voltando para si mesmo. Se nas apresentações anteriores reuniu grupos de camaradas para celebrar composições de outros autores – entre ídolos e compadres -, nesta última apresentação ele passeou por seu repertório solo ao lado da bandaça que o acompanha há uma década e pinçou algumas inéditas para o encerramento desta safra de shows. Agradecendo imensamente a companhia dos músicos com quem convive neste período – o guitarrista Lucas Gonçalves, o baixista e produtor (e aniversariante!) Otávio Carvalho, o saxofonista Oscar “Cuca” Ferreira e o baterista Pedro Gongom -, ele protagonizou um momento único em sua trajetória ao convidar para dividir o palco pela primeira vez a musa e comadre cuja voz veio cantando numa interferência radiofônica às vésperas do nascimento de seu primeiro filho numa história linda que contou antes de chamá-la para a apresentação. E ao lado de Ná Ozzetti não apenas cantou “Conversa com Dulcina” como a mesma “Canto em Qualquer Canto” que Galo e sua companheira ouviram através do ultrassom antes do nascimento de seu filho. Um encerramento mágico para uma temporada surpreendente.

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Holofote nas canções

Linda a estreia da carreira musical de Olívia Munhoz, mais conhecida por ser uma das melhores iluminadoras da cena independente brasileira, nesta terça-feira no Centro da Terra. Não digo que foi uma surpresa porque ela já havia me mostrado suas músicas há anos atrás, quando, num papo sobre produção de eventos, ela me contou que também compunha suas próprias canções. Quis ouvir, quis saber mais – e quem repara na luz de Olívia sabe que sua sensibilidade não é meramente cênica. Ela me mostrou as músicas e eu falei que valeria experimentar como um show, algo que temos conversado há alguns anos – e ela sempre me contando os lentos passos: quem seria a banda, como seriam os arranjos, o início das aulas de voz. A minha surpresa veio quando vi aquelas músicas que tinha ouvido ainda em fase demo ganhar corpo e estatura quando ela reuniu, como dizia no título da noite, um Grande Elenco para acompanhá-la. E que elenco! Como se não bastasse a banda base, composta pelos amigos Gongom (bateria), Paola Lappicy (teclados) e Guilherme D’Almeida (baixo), cada um deles solando e brilhando à sua maneira, mas sem tirar o holofote de Olívia, que cantava e tocava guitarra segura e tímida na mesma medida. O espetáculo ainda trouxe participações surpresa luxuosas, entre um naipe de metais – formado por Maria Beraldo, Fernando Sagawa e João Barisbe – e duas vocalistas de apoio – Bruna Lucchesi e Paula Mirhan – que apareceram sem ser anunciados. Mas por mais iluminado que fosse o elenco, toda a luz emooldurava as canções e a interpretação de Olívia, que segurou lindamente essa primeira – e justamente por isso curta, sem bis – apresentação. Uma noite feliz.

Assista abaixo:  

Olívia Munhoz: & Grande Elenco

Faça-se a luz! Desde antes da pandemia sei que a iluminadora Olivia Muhoz – que trabalha com a Ana Frango Elétrico, Quartabê, O Terno e Tim Bernardes – compõe suas próprias músicas e finalmente a convenci de mostrá-las ao vivo no Centro da Terra, numa noite que ela está chamando de Olívia Munhoz & Grande Elenco. O tal elenco do caso é composto por três grandes músicos e grandes amigos de Olívia: o baixista Guilherme D’Almeida, o baterista Gongom e a tecladista Paola Lappicy, num show que ainda conta com som feito pelo Renato Cunha e direção de palco do Chrisley Hernan. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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