Novas formações

Encerrando o mês de agosto com mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles, que contou com uma inesperada troca de formações nas duas bandas que tocaram na noite. Mostrando as músicas de seu recém-lançado Fagogo, disco que não está nas plataformas digitais e só pode ser ouvido ao vivo ou no próprio player inventado para este lançamento e que é vendido nos shows, Gibaa iria tocar apenas acompanhado de baixo (Matheus Arruda, da Celacanto) e teclado (o sagaz Leo Montagner, que também fazia os vocais de apoio), além de sua própria guitarra. Mas na metade do show, o intrépido Gabriel (que toca na Vinco e na Tubo de Ensaio) subiu ao palco e acompanhou o grupo com uma benvinda bateria, que ajudou na empolgação do público, que já estava na mão de Gibaa. Além das músicas do novo disco, também trouxe músicas de seu disco anterior e encerrou com um bis emprestado de outra banda sua, a Minikidd, com o refrão cantado com gosto pelos presentes.
E se Gibaa trouxe um baterista não esperado para sua apresentação no Inferninho Trabalho Sujo, a Morro Fuji contou justamente com o desfalque do baterista Natan Bertolino – que teve uma questão de saúde (felizmente já está melhor) – o que obrigou o quinteto do ABC a tornar-se um quarteto e ligar o modo “acústico”, tocando apenas com guitarras e vozes, mesmo sem precisar desplugar a eletricidade. E assim a pegada mais firme do grupo, que acaba de lançar seu primeiro álbum, Ainda Nem Doeu, ganhou ares mais relaxados, deixando os vocais de Angela Destro e do guitarrista Nícolas Farias entrelaçarem-se enquanto o outro guitarrista Leonardo Pacheco e o baixista Pietro Demarchi segurarem a parede de som para suprir a ausência da percussão, deixando a apresentação mais intimista e melódica do que normalmente fazem. E seguraram bem!
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