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Novas formações

Encerrando o mês de agosto com mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles, que contou com uma inesperada troca de formações nas duas bandas que tocaram na noite. Mostrando as músicas de seu recém-lançado Fagogo, disco que não está nas plataformas digitais e só pode ser ouvido ao vivo ou no próprio player inventado para este lançamento e que é vendido nos shows, Gibaa iria tocar apenas acompanhado de baixo (Matheus Arruda, da Celacanto) e teclado (o sagaz Leo Montagner, que também fazia os vocais de apoio), além de sua própria guitarra. Mas na metade do show, o intrépido Gabriel (que toca na Vinco e na Tubo de Ensaio) subiu ao palco e acompanhou o grupo com uma benvinda bateria, que ajudou na empolgação do público, que já estava na mão de Gibaa. Além das músicas do novo disco, também trouxe músicas de seu disco anterior e encerrou com um bis emprestado de outra banda sua, a Minikidd, com o refrão cantado com gosto pelos presentes.

E se Gibaa trouxe um baterista não esperado para sua apresentação no Inferninho Trabalho Sujo, a Morro Fuji contou justamente com o desfalque do baterista Natan Bertolino – que teve uma questão de saúde (felizmente já está melhor) – o que obrigou o quinteto do ABC a tornar-se um quarteto e ligar o modo “acústico”, tocando apenas com guitarras e vozes, mesmo sem precisar desplugar a eletricidade. E assim a pegada mais firme do grupo, que acaba de lançar seu primeiro álbum, Ainda Nem Doeu, ganhou ares mais relaxados, deixando os vocais de Angela Destro e do guitarrista Nícolas Farias entrelaçarem-se enquanto o outro guitarrista Leonardo Pacheco e o baixista Pietro Demarchi segurarem a parede de som para suprir a ausência da percussão, deixando a apresentação mais intimista e melódica do que normalmente fazem. E seguraram bem!

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Morro Fuji e Gibaa @ Picles (28.8)

A próxima edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles acontece na sexta-feira, dia 28, quando recebemos os shows da banda Morro Fuji, que acaba de lançar o ótimo disco Ainda Nem Doeu, e do Gibaa, que também lança seu disco Fagogo nesta mesma edição. E desta vez quem toca comigo é a Bamboloki, matando a saudade das nossas madrugadas caóticas na pistinha do Picles. Os ingressos já estão à venda, vamos?

Música surrealista

A Tubo de Ensaio soube realmente como aproveitar a enorme tela de cinema sobre suas cabeças no show que fizeram nesta quinta-feira no Cine Belas Artes dentro de mais uma edição da sessão Trabalho Sujo Apresenta, que venho fazendo no local. Ao convidar o videocientista Gibaa para tomar conta da parte visual da noite, aproveitou o apreço deste por televisores decanos para criar o espetáculo TV de Tubo, em que estes aparelhos funcionavam como decoração e acessórios à tela principal, que ele manipulava imagens do grupo feitas simultaneamente como aquele efeito VHS vintage. Mas mais do que voltar no passado, Gibaa acertou ao experimentar abstrações visuais retrô que caíram feito uma luva com a progressão hipnótica de canções que o grupo escolheu para fazer na apresentação, deixando músicas mais intensas e pesadas do repertório de fora para garantir um transe lento que aos poucos foi comendo os cérebros dos presentes, boquiabertos e transfixados, quase sem pegar o celular para registrar o que estavam vendo. Um passo importante que o grupo de prog psicodélico eletrônico dá em sua carreira, preparando terreno para o sucessor de seu disco de estreia lançado no ano passado, Endofloema. Quase não mostraram músicas novas, mas mostraram o clima que querem conduzir seu público – uma delirante escada espiral que desce ao mesmo tempo que parece subir. Música surrealista.

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Trabalho Sujo apresenta: Tubo de Ensaio @ Belas Artes (13.8)

Nesta quinta-feira temos mais uma sessão Trabalho Sujo Apresenta no Cine Belas Artes com a banda Tubo de Ensaio mostrando o espetáculo TV de Tubo que conceberam para fazer no próprio cinema! A apresentação começa às 20h30 e os ingressos estão quase acabando, corre que ainda dá pra garantir lugar nesse showzaço que eles vão fazer – aquele momento em que o rock progressivo, o rock psicodélico e a música eletrônica encontram-se com a sétima arte, com visuais a cargo do Giba. Dá pra comprar na hora, na bilheteria, mas corre o risco de não ter mais, por isso corre!

Fagogo solto

Gibaa surpreendeu nesta terça-feira ao apresentar não apenas músicas de seu próximo álbum, Fagogo, que não irá para as plataformas de áudio e só poderá ser ouvido no próprio player digital revelado durante a apresentação que tem o mesmo nome do disco. A surpresa veio ao por revisitar não apenas suas próprias canções antigas e outras de outros autores que lhe influenciaram num novo formato, mas justamente pelo próprio formato escolhido para a apresentação. Chamou o baixista Antonio Andrade e o pianista Enrico Machado para, apenas à guitarra, cantar canções sem instrumento rítmico: nada de percussões nem bateria seja acústica ou eletrônica, o que ressaltava a beleza de suas canções, acamadas na microfonia shoegaze de seu instrumento e na doçura do vocal, por horas frágil de propósito (batendo na vertente Daniel Johnston do indie rock), por outras com a força e precisão exata. E além de músicas próprias (incluindo de projetos antigos, como a banda This Man e os Sem Cuecas, e futuros, como os Minikids), cantou canções de Manu Julian, da Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo e do Lauiz, que inclusive fez uma das participações da noite, que ainda contou com o baixo de Helena Cruz em uma canção e os integrantes do Minikids no final. Vai Gibaa!

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Gibaa: Fagogo

Gibaa antecipa seu segundo álbum nesta terça-feira no Centro da Terra e o conceito de Fagogo vai para além do disco, pois também é um player de música digital. Na ativa desde antes da pandemia, Gibaa lançou seu primeiro disco, Poça Platônica, em 2024 e desde então vem trabalhando no conceito de Fagogo, um disco que não está nas plataformas de áudio e só pode ser ouvido num player de áudio digital open-source que leva o mesmo nome do disco – ou ao vivo, como é o caso desta primeira apresentação que fará no teatro. O espetáculo começa pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Maio de 2026

Vamos chegando em maio e essas são as atrações musicais no Centro da Terra neste próximo mês. Quem toma conta das segundas-feiras é o trio fluminense Crizin da Z.O., que baixa um mês em São Paulo para fazer a temporada Acontecimento, em que exploram novas fronteiras trazendo diferentes convidados a cada nova apresentação, reunindo Kiko Dinucci (dia 4), Deaf Kids (dia 11), MNTH, Lcuas Pires e Mbé (dia 18) e Juçara Marçal (dia 25). Nas terças-feiras, a programação começa dia 5 com o coletivo Enchante, formado por Gylez (viola), Anna Vis (voz e ruídos), Mari Crestani (sax alto e contrabaixo), Sue (guitarra e eletrônicos), que convida a percussionista Valentina Facury para a apresentação chamada de Sombras N’Água. Na terça seguinte, dia 12, é a vez de Gibaa apresentar seu álbum-player no espetáculo batizado com o nome deste seu projeto-objeto: Fagogo, um tocador de áudio digital open source que é uma das únicas formas de ouvir este novo trabalho, que não será publicado nas plataformas de streaming. Nas duas últimas terças do mês, o pianista Chicão Montorfano apresenta dois formatos distintos no palco do teatro: no dia 19, ele se une a André Abujamra em uma noite chamada de Verséculos, em que celebra a fraternidade siamesa de vidas passadas entre ele e Abu; e no dia 25, ele vem com o trabalho batizado de CAT, sigla para Chicão Acústico Trio, em que, ao lado da vocalista e percussionista Marcela Helena e do percussionista e vocalista Nicolas Farias, ele reveza-se entre o piano e o violão com suas próprias canções. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda através do site do Centro da Terra.