Galileu – Janeiro de 2013

, por Alexandre Matias

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A primeira edição da Galileu sob a minha direção chegou às bancas um pouco antes do natal e, além da matéria de capa, que é um dossiê sobre maconha, saúde e legislação (escrito por um dos editores da revista, Tarso Araújo, autor do livro Almanaque das Drogas), a edição ainda traz matérias sobre o cérebro e o sexto sentido, a relação entre exercício físico e inteligência, as vacinas do futuro, livros inspirados em músicas, a chegada dos e-books ao Brasil, métodos de concepção humana que dispensam o sexo, os principais destinos turísticos do mundo, a primavera árabe e a falta de sexo, escritórios que não parecem trabalho, games indie, o novo Tarantino, RPG e o Facebook, obesogênese, um bilhão de “Gangnam Style”, uma casa com 92 centímetros de largura, os inimigos da eficiência e a disparidade entre a sociedade digital e as instituições analógicas que a gerem. Compra que eu garanto, custa só dez pilas. A capa acima você pode curtir lá no Facebook e abaixo reproduzo a primeira Carta ao Leitor que assino na revista.

2013 vai ser ‘o’ ano

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A vista do meu novo escritório: o heliporto, a ponte do Jaguaré e o Parque Villa Lobos, eis meu horizonte do desafio dos próximos anos

Não esperava pelo convite, mas quando veio, demorei para acreditar. Depois de quase seis anos editando o caderno de tecnologia e cultura digital do jornal O Estado de S. Paulo, o Link, começou a me bater uma certa inquietação. Nunca havia passado tanto tempo num mesmo emprego e temia me entediar com um dos meus assuntos favoritos, que é o universo digital. Mas quando me convidaram para ser o novo diretor de redação da GALILEU, essas preocupações sumiram. Afinal, tomar conta de uma grife cuja bandeira é a expansão do conhecimento, ao mesmo tempo que me permitia continuar olhando para as novidades eletrônicas, ampliaria ainda mais a minha área de atuação.

Aceito o convite, veio o fim do ano e um curto período de readaptação. Saí da marginal Tietê para a marginal Pinheiros, da Ponte do Limão para a Ponte do Jaguaré, de um caderno semanal em um jornal para uma revista mensal. Mas mais do que me adaptar a prazos e lugares, tinha que entender melhor a publicação e, principalmente, as pessoas que a fazem.

Aí entra a segunda parte do desafio, que, felizmente, foi bem mais fácil do que imaginava. A GALILEU é uma das melhores revistas do Brasil, seja em profundidade de conteúdo, amplitude de abordagens e concepção visual. E ela é assim por ser fruto de uma equipe curiosa e atenta, ávida por novidades e disposta a dissecar assuntos que não são tão fáceis de entender, como ficam parecendo depois que chegam às páginas da revista.

Como é o caso do tema desta primeira capa de 2013. Não é a velha pauta que pergunta se maconha faz mal — disso já sabemos. Maconha volta à capa da revista pois dois estados norte-americanos e o Uruguai resolveram legalizar todas as etapas relacionadas à cadeia de produção da droga, do plantio ao comércio, numa tentativa de enfraquecer o narcotráfico e, consequentemente, o crime organizado. O autor da matéria, o editor Tarso Araujo, aos poucos se firma como uma autoridade no assunto — é dele, por exemplo, a autoria do livro Almanaque das Drogas, lançado no ano passado. Aprofundar-se num tema que deve ecoar muito no ano que começa não foi propriamente uma dificuldade para o jornalista. As outras matérias da edição também seguiram esse tom e, durante 2013, vamos conhecer melhor os talentos desta equipe.

Termino minha primeira carta agradecendo à minha chefe direta, Paula Perim, por me servir como bússola na editora, e ao meu copiloto na revista, Tiago Mali, pelas boas-vindas na última carta ao leitor de 2012 e por me ajudar a entender a lógica por trás da GALILEU. 2013 promete!
Vamos lá!

matias-por-luis-douradoAlexandre Matias
Diretor de Redação
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