Trabalho Sujo - Home

De olho no futuro próximo

Linda a apresentação que Ana Spalter fez nessa sexta-feira na Sala Crisantempo, quando mostrou a íntegra de seu primeiro álbum, Coisas Vêm e Vão, num espetáculo que não apenas amarra este primeiro degrau de sua carreira musical a novos rumos em um futuro próximo. Durante todo a noite, três qualidades saltavam aos olhos: o envolvimento da cantora com seu instrumento – seja o teclado elétrico ou o piano acústico -, seu papel como arranjadora e diretora musical da noite e a liga firme que forjou ao lado dos músicos com os quais gravou o álbum, o trio formado pelo guitarrista Johnny Accetta, o baixista Pedro Petrucci e o baterista Léo de Braga, jovens bambas que fazem o talento de Ana reluzir ainda mais. Acrescida das percussões de Jorge Bento e das participações que chamou para esse show (o pianista Mike O’Brien e as cantoras Fernanda Ouro e Luíza Villa, todos também presentes no disco), Ana deslizou sem dificuldades sobre o próprio repertório, além de abrir um interlúdio entre os dois lados do disco em que mostrou caminhos que já está trilhando para além do disco, como quando pegou o violão para cantar com Fernanda e Luíza “Essa Confusão” de Dora Morelenbaum, acompanhadas apenas pelo piano de O’Brien, seguindo de duas músicas inéditas (“Fica a Dica” e “Sinal Vermelho”) tocadas apenas com o trio, um recital instrumental maravilhoso ao piano ao lado da banda que transformou-se em “Ponta de Areia” de Milton Nascimento, que emendou em outra versão, desta vez para homenagear Angela Ro Ro com sua eterna “Amor Meu Grande Amor”. Ana sabe o que quer e está mostrando como vai chegar lá.

#anaspalter #salacrisantempo #trabalhosujo2025shows 273

Um passo importante

Casa cheia para assistir Ana Spalter dar um importante passo em sua primeira apresentação no Centro da Terra nesta terça-feira. Em meio às gravações de seu disco de estreia, ela trouxe a banda que já a acompanha (o guitarrista Johnny Accetta, o tecladista Michael O’Brien, o baixista Pedro Petrucci e o baterista Leo de Braga) e a turbinou com a entrada de um percussionista (Bruno Tonini) e duas luxuosas vocalistas de apoio (as maravilhosas Fernanda Ouro e Luiza Villa), criando roteiro, direção de arte e estética para contar a história de seu primeiro álbum num espetáculo chamado Coisas Vêm e Vão. Trocando poucas palavras com o público na primeira metade do show, ela passeou por um repertório influenciado especificamente pelo cânone clássico da MPB para depois receber dois convidados, a saxofonista Mariana Oliveira e seu comparsa Felipe Távora, com quem faz apresentações ao vivo em dupla – e com quem teve um dos momentos mais bonitos da noite, quando dividiram os vocais em duas baladas, acompanhados apenas por Ana ao violão. A partir daí deu para perceber que Ana ficou mais à vontade e encerrou a noite mais uma vez com a banda completa, concluindo bem sua proposta: inaugurar uma nova fase em sua própria carreira.

Assista abaixo:  

Ana Spalter: Coisas Vêm e Vão

Quem toma conta desta terça-feira no Centro da Terra é a cantora, compositora e musicista paulistana Ana Spalter, que apresenta o espetáculo Coisas Vêm e Vão como um aquecimento ao vivo de seu primeiro disco solo, que está em fase de finalização. Na apresentação ela expande sua banda para além da formação com a qual já trabalha e além de contar com guitarra (Johnny Accetta), teclados (Michael O’Brien), baixo (Pedro Petrucci) e bateria (Leo de Braga), também conta com percussão (Bruno Tonini) e vocais de apoio (com Fernanda Ouro e Luiza Villa), além de contar com as participações de Mariana Oliveira (no saxofone) e Felipe Távora (nos vocais). O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#anaspalternocentrodaterra #anaspalter #centrodaterra2024

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Di Melo e Fernanda Ouro

O Inferninho Trabalho Sujo dessa semana acontece na quinta-feira mas é por um bom motivo, afinal receberemos ninguém menos que o senhor Di Melo, que completa 75 anos muito bem vividos no palco do Picles! Ele vem como atração principal de uma movimentação feita pelo coletivo Jazz no Limoeiro, que ainda apresenta Fernanda Ouro na abertura e ainda convidou outro mestre, o trombonista Bocato, para participar do show do guru pernambucano imorrível. E é inevitável que a minha discotecagem com a Fran, que começa logo em seguida dos shows penda mais pra música brasileira, mas você sabe o grau de imprevisibilidade dessa nossa festa, né? Aguarde e confie!