Conversando sobre jornalismo e música praticados neste século, desta vez chamei Bento Araújo, o senhor Poeirazine, para contar sua trajetória e falar sobre este pequeno império pessoal que ele criou no começo do século, como um fanzine impresso. Entre 2003 e 2016, a publicação pagou as contas de Bento, que embarcou em seguida em um projeto mais ousado: um livro bilíngüe sobre os 100 discos psicodélicos mais importantes do país. Lindo Sonho Delirante chega à sua terceira edição e funciona como gancho para falarmos sobre jornalismo independente, como sustentar um negócio desta natureza, a comunidade que ele criou ao seu redor, turnês pela Europa, o Poeiracast e, claro, sobre sua paixão pela música.
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Aproveito a passagem do vocalista do Fellini por São Paulo – ele que agora reside em Nova York – para conversar sobre sua estada na maior cidade dos EUA e sua relação pessoal com ela e sobre as obras que lançou nos últimos anos, os livros À Sombra dos Viadutos em Flor e Espíritos de Carros Quebrados e a caixa A Melhor Coisa Que Eu Fiz, da banda que diz ter encerrado suas atividades em 2020 (de novo?). E antecipa em primeira mão o livro que está escrevendo sobre Pelé, seu grande ídolo.
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A cantora e compositora carioca Bárbara Eugenia estava começando a fazer um disco no início da quarentena, o primeiro trabalho que assinaria sozinha como produtora, e teve que adiar seus planos para que o disco saísse de acordo com seu tempo. Nesse período, fez lives e comemorou o aniversário de dez anos de seu primeiro álbum, Journal de Bad, ao mesmo tempo em que começou a mergulhar na música eletrônica – e ela traz novidades já para o começo do ano. O papo também foi para o lado da espiritualidade, tema que ela leva consigo – e para seu trabalho – há alguns anos e que lhe ajudou a entender como tudo isso que a gente está passando é necessário para nossa evolução.
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Em mais um programa dedicado a cobrir o jornalismo que cobre música, desta vez vou ao Rio Grande do Sul, conversar com o compadre Marcelo Ferla, que passou por rádio e gravadora antes de começar a escrever reportagens e fazer entrevistas. Colunista da Zero Hora nos anos 90, ele logo entendeu a mudança na área com a chegada da internet e passou a produzir conteúdo para diferentes projetos enquanto conseguia tocar suas próprias iniciativas – e repasso sua trajetória numa conversa que tenta expandir os horizontes da área.
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Ativista, comunicador independente e empreendedor social, Raull Santiago é uma das vozes mais importantes na cena periférica brasileira, estabelecendo-se no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, como um dos grandes agitadores culturais e defensores dos direitos humanos no país. Integrante de coletivos como Papo Reto e Movimentos, ele foi fundamental na formação do Comitê de Gestão de Crise do Complexo do Alemão desde o início da pandemia, o que fez adiar o lançamento de outro projeto, a agência de comunicação Brecha que finalmente será lançada este ano. O papo inevitavelmente foi da pandemia à autogestão da favela, passando pelo vício nas redes sociais, sua trajetória desde quando começou a carregar compras na feira, educação online e mídia independente.
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Conheço o Rafa Spoladore há mais de 20 anos, quando abríamos, no canivete, o mato denso que era a internet brasileira no fim do século 20. Mas além do fascínio pela tecnologia digital e pela forma como nos comunicamos a partir dela, sempre compartilhamos o amor pela música e neste programa é este papo que importa. Falamos de colecionar vinil, de discotecar, como se manter atualizado em música, as melhores formas de ouvir discos hoje em dia além de, claro, pedir dicas de coisas pra escutar.
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Pesquisador e estudioso da cultura e da música brasileira, o carioca Fred Coelho está lançando o livro-ensaio Jards Macalé – Eu Só Faço o Que Quero (Numa), mas o chamei para conversar na edição desta semana da minha coluna Tudo Tanto por sua fluência na história da contracultura brasileira. E assim repassamos os últimos cinquenta anos à luz do desbunde hippie, do pós-tropicalismo, da cultura marginal, da cena independente, da chegada da internet e da ascensão dos Racionais MCs, num papo que, inevitavelmente, recai sobre o próprio Macalé.
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“Essa é a chance que eu tenho”, o paulistano Jair Naves sussurra entre loops e o violão dedilhado na segunda parte da primeira música que mostra em 2021, lançada neste 29 de janeiro que também é data de seu aniversário. “Todo o Meu Empenho” retoma o trabalho que ele vinha fazendo no ano passado, quando começou a trabalhar em seu quarto disco solo, sucessor do ótimo Rente, que aos poucos o consolida como um dos grandes compositores de sua geração. “A noção de que demoraria muito para apresentar essas músicas ao vivo trouxe uma liberdade criativa inesperada no estúdio”, ele me explica por email. “Geralmente, sempre que eu gravei um disco existia uma preocupação em criar arranjos que fossem facilmente reproduzíveis nos palcos. Dessa vez, esse pensamento não esteve presente nem por um instante. Pelo contrário, a mentalidade era sempre de experimentar elementos que nunca foram testados nas minhas gravações, usar de artifícios que levassem as músicas para outros lugares. Até por causa disso, essas sessões foram algumas das mais divertidas da minha vida.”
O Sesc Catanduva me chamou para entrevistar o grande Edgard Scandurra dentro de uma programação que eles fizeram para honmenagear guitarristas locais. O papo aconteceu nesta quarta-feira e falamos tanto da formação de Edgard como instrumentista, os primeiros anos do Ira! e como ele foi expandindo seu repertório para além do rock, fazendo discos solo e tocando com artistas iniciantes e consagrados, além de contar as novidades que inventou durante a quarentena, como seu programa de rádio Scandurrices, seu disco solo que foi lançado em cassete e as novidades que já começou a pensar para 2021.
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A atriz e apresentadora Luisa Micheletti começou a acompanhar meu canal no YouTube e me procurou para fazer alguns comentários sobre os programas que vínhamos fazendo aqui e aos poucos o papo evoluiu para a forma como nos representamos através das tecnologias digitais e como isso acaba regulando a nossa própria vida fora da internet. Um papo sobre cultura online e como nosso comportamento vem sendo pautado por esta vida digital.
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