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Entrevista

Em mais um programa sobre identidade cultural brasileira, desta vez converso com o cantor, compositor e músico Cacá Machado, autor de livros sobre Ernesto Nazareth e Tom Jobim e professor do Departamento de Música da Unicamp, discorre sobre a importância do modernismo na criação desta identidade, o papel de Mário de Andrade neste momento, a diáspora africana e a invenção do samba, o colonialismo cultural até os dias de hoje e questões sobre nossa autoestima.

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A pandemia desfez os planos de todos os artistas no mundo, mas antes mesmo de ela começar, Filipe Catto recebeu as piores notícias que poderia ter imaginado. Entrou em um período de reclusão que lhe fez repensar sua carreira e sua vida e saiu deste em lives esparramadas, completamente entregues à sua emoção, sem se preocupar se ia passar vergonha ou arrasar. Na edição desta semana da minha coluna sobre música brasileira Tudo Tanto, conversamos sobre este ano transformador e como foi lidar com o luto e tirar o melhor de si a partir dele.

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Foto: Leticiah F.

“Na minha perspectiva, antes de chegar na cura tem todo esse processo horrendo de passar pela dor”, me explica por email, a curitibana Katze, que está lançando seu primeiro álbum, Fratura Exposta, nesta quinta-feira, que pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Em algum lugar entre o rap, o trip hop, a música eletrônica, a canção e misticismo, ela surge com um trabalho firme, direto e, por que não, terapêutico. “O disco acaba é mais esse processo do que sobre a cura em si. A cura é o objetivo, mas o caminho é longo e o passo é lento”, ri. “Esse processo abarca minha persistência, quase inevitável, em me quebrar o tempo todo e aí lidar com as in-consequências. E aí o nome do disco vem nesse sentido quase literal: ao expor o que está quebrado, reconheço o que e onde dói e acolho o que sinto. então acredito que reconhecer a dor e seja o primeiro passo pra cura.” E suas canções sussurradas sobre beats introspectivos acabam funcionando como o ambiente para curtir – e superar – a dor.

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No papo do Tudo Tanto da vez, chamei o mestre Luiz Chagas para uma viagem no tempo que começa antes da primeira aparição dos Beatles, atravessa os anos 60 sob a sombra do quarteto de Liverpool, entre nos anos 70 entre a nata do rock brasileiro da época, vai para o Festival de Iacanga ao lado de Arnaldo Baptista, toca em trios elétricos – inclusive no Rio de Janeiro -, entra na primeira encarnação da Isca de Polícia ao lado de Itamar Assumpção, ao mesmo tempo em que escreve na Amiga e na Contigo, traduz livros do Bukowski, entre outros, para a Brasiliense, e gera a dupla de irmãos Tulipa e Gustavo Ruiz, que acompanhou literalmente desde o berço. Um papo incrível sobre guitarras, redações, bandas, shows lotados, roubadas e momentos inacreditáveis.

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Quando mudou-se para a Finlândia, o cineasta André Peniche levou poucas coisas do Brasil – entre elas, um certo “tesourinho”. “Muito antes de morrer, ou melhor, pouco antes de recair na bebida, Júpiter deixou comigo o que ele chamava de ‘tesourinho’. Era basicamente uma cópia de cada disco lançado e outras raridades”, me explica por email, se referindo ao legado póstumo do papa psicodélico Júpiter Maçã, que aos poucos começa a ver a luz do dia. “Algumas dessas raridades estavam também com outros amigos músicos que tinham ainda mais participação do que eu na vida do man. Isso ficou comigo por uns dois anos antes de sua morte e claro, após 2015, quando ele faleceu. Ano passado me mudei para Helsinque, Finlândia, onde hoje resido, e uma das poucas coisas que trouxe comigo foi o tal ‘tesourinho’. O motivo? Não sei… Em parte talvez pois estou lentamente trabalhando num documentário extenso sobre ele mas em outro, pois simplesmente achei que devia.”

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A conversa do Bom Saber da vez é com a diretora do Espaço Cult (https://www.cultloja.com.br) Fernanda Paola, que conta como adaptou seus cursos presenciais para a nova realidade pandêmica e como este ano passado mudou completamente a natureza do espaço, que seguirá online mesmo após o fim da quarentena eterna. Também conversamos sobre temas relevantes neste período e as dificuldades e facilidades do ensino à distância, entre outros assuntos.

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Foto: Ariana Lima

“A pista. É pista sempre”, responde, sem piscar, Bárbara Eugenia quando peço para que ela defina a personalidade que finalmente consagra em 2021. Djane Fonda é o pseudônimo que criou para usar em suas discotecagens e que agora transforma-se em uma persona que ela apresenta em primeira mão no Trabalho Sujo, quando mostra seu single de estreia, “Hold Me Now”, que pode ser ouvido abaixo, com toda a glória de sintetizadores marcando linhas de baixo, beats e oscilações artificiais que contrastam com o vocal sussurrado da cantora carioca. “Djane Fonda é uma parte de mim que aparece de vez em quando há anos. Ela aparece quando vou discotecar, aparece quando canto no carnaval, quando crio sons mais experimentais. Animada, curiosa, nostálgica, sem medo de ser feliz. Bem ela.”

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O rapper Rodrigo Ogi está trabalhando no sucessor de Rá! desde antes da pandemia – e para trocar de ares, passou a produção do curitibano Nave para o paulista Kiko Dinucci, com quem ainda está fechando o próximo álbum, programado para sair só no ano que vem. Mas ele já antecipa o que vem por aí, além de comentar os próximos passos, as redes sociais, a produção de rap brasileiro atual e o que tem feito nestes dias de isolamento social.

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Primeiro programa novo da quinta temporada do meu canal, O Brasil é Isso foi criado para repensar a cultura e a identidade brasileira nestes momentos tenebrosos que o país atravessa – justamente para resgatar nosso brio e índole que parecem sepultados nesta era trevosa. E pra abrir os trabalhos, chamei o mestre Luiz Antônio Simas, uma das principais autoridades no tema atualmente para discutir a diferença que ele faz entre Brasil e brasilidade.

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Mais um programa sobre o jornalismo que cobre música neste século e converso com a Isabela Yu, que além de colaborar com o MonkeyBuzz e com a Elle, também edita a edição impressa da revista Balaclava, que ganhará seu próprio site a partir da próxima edição. Aproveito para conversar sobre suas passagens pela MTV e discutir como o jornalismo cultural independente vem se transformando nos últimos anos.

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