Terça nobre em Floripa

Hoje tem dose dupla de Alexandre Matias na ilha da magia: dou o ar da minha graça primeiro conversando sobre jornalismo com ninguém menos que o Tomate em plena 10ª Semana do Jornalismo da UFSC, que rola no Chopp do Gus, às 20h, e depois emendo uma discotecagem Vida Fodona em uma festa agitada na correria pelo chapa Isaac Varzim (ave!), que reuniu pra tocar, além dele mesmo, o Falcatrue (Tomate e Marquinhos) e o mestre Zimmer, pela primeira vez em anos fora de casa depois das nove da noite. A festa começa pelas 23h, lá no Blues Velvet.

Finde Floripa

Ótimo saldo da passagem por Floripa, sempre um prazer, resumida na coleção de fotos que as meninas do Donde Estás Corazón?, donas da festa, reuniram no (ótimo) blog, e na reportagem que a Rosielle, da revista Naipe, fez do papo da tarde de sábado. Um trecho:

Às 18h30, o bate-papo sobre os novos caminhos da música digital parecia show de stand up comedy. Sabe-se lá como, os convidados Alexandre Matias, Emerson Gasperin, Fábio Bianchini e Marcos Espíndola conseguiram misturar no mesmo debate temas como profissionalização musical, indústria da música, redes sociais, discos de ouro, funcionalismo público, movimento pós-punk, teoria da cauda longa e Dinho Ouro Preto. Esse último, concluiu-se, adotara o estilo grunge quando o grunge sequer existia e, portanto, merece passar a ser chamado “Dinho, o visionário sem talento”.

Vale ler toda matéria. E valeu Floripa!

Partiu Floripa?

Passo o finde em Florianópolis, onde tenho duas atividades agendadas para este sábado. De tarde, participo do Florianópolis Music Trends, falando sobre o ponto de encontro entre as principais tendências de cultura pop e digital atual (indo do micro ao macro, do global ao local), papo que é seguido de um debate com os chapas Fabio Bianchini, Marcos Espíndola e Emerson Gasperin (tudo em casa…). De noite, discoteco no Jivago onde já me apresentei com a Gente Bonita – mas o vôo dessa vez é solo, quando toco na festa Convida, ao lado de uma trupe de bambas locais. O domingo tá livre, mas pelo que diz a previsão do tempo, não tenho dúvida: praia. Depois eu conto como foi…

10 anos do melhor show da minha vida

Mumu lembra que hoje faz uma década que Neil Young deu o único ar de sua graça elétrica em solo brasileiro, num texto altamente pessoal:

Lembro de chegar na Cidade do Rock quando tocavam os Engenheiros. Pensei: “quero ver o Neil Young da grade, vou já pra briga”. Felizmente a Liana tava comigo e disse “nah, vamos depois, vai ser tranquilo”. Quase sempre ela tá certa, então concordei. Ela tava certa. Era o menor público de todo o festival, umas 150 mil pessoas no total. Tocou o Dave Matthews e, quando terminou a Sheryl Crow, era hora da aproximação. A Liana quase sempre tá certa, mas eu não podia esperar que fosse tanto. À medida que todo mundo ia embora depois da Sheryl, comecei a ficar puto e gritar “porra, vocês estão malucos, é o Neil Young que vai tocar agora”.

E ele ainda teve a manha de ressuscitar um texto que o Tomate já havia reativado em 2008, além de achar a resenha para o show que eu mandei no dia seguinte ao show (cá o republico em um minuto), pois meus últimos dias como editor do Caderno C do Correio Popular de Campinas foram dedicados a uma semana dedicadas ao terceiro Rock in Rio, há dez anos. Depois disso, tirei férias e comecei a trabalhar em São Paulo. Nunca nem tinha parado para relacionar uma coisa com a outra, mas…

Aquele Rock in Rio foi loucaço (esse próximo não me convence, mas estou ficando velho), mas os minutos na frente do Crazy Horse se alongam até hoje perenes, sóbrios, sem idade. Ecoa até hoje na cabeça, entre os fisgões que os anzóis de seus solos de guitarra engancham na memória sonora, o mantra do velho Young sobre a vida (“It’s all one song!”) que me persegue diariamente como uma versão sangüínea da noção de Robert Anton Wilson de que não somos substantivos e sim verbos – e nos flexionamos com o tempo. O transe a que Young submeteu seu público fez levitar. Não é à toa que carrego o ingresso desse show (um cartão magnético de cor marrom anos-70) em meu patuá.

E aí vasculho meus arquivos e descubro que a capa da edição reunia os dois últimos dias do festival, o dia do péssimo show do Red Hot (cujo maior destaque, se não me engano, foi o Deftones, pra você ter uma idéia) e o penúltimo, quando Sheryl Crow abriu pro Neil Young. Enquanto a página dois foi inteira dedicada ao mestre (sob o título que eu mesmo dei, quando enviei o texto do Rio – “O tempo não existe”), a capa sugere outra onda, com o título que brinca com o jingle do festival e parece me apontar um rumo: “A vida começa agora”. Como se os anos em Campinas tivessem sido os de ensaio.

Mas acho que é inevitável voltar ao passado e revê-lo como rascunho, não?

Isso me lembra que estou há quase dez anos em São Paulo. Caceta.

Nesta sexta, em Florianópolis…

Depois de meses contando os dias pro verão chegar, Mutlei e sua gangue o recepcionam nesta sexta-feira. Ele até xavecou pra rolar discotecagem GB, mas o trabalho falou mais alto e tive que pular. Mas uma Gente Bonita em Floripa janeiro 2011 não ia ser nada mal, já tou agitando com o Tomate

Back to Floripa

Depois de uma esporádica temporada de outono/inverno de 2009 – muito trabalho e compromissos no exterior acabaram por reduzir a quantidade de festas no meio do ano – Gente Bonita volta para começar a prever os acontecimentos de 2010, o ano que vai mudar tudo pra melhor. Mas como Mãe Dinah só tem uma, preferimos apresentar apenas alguns aperitivos do que vai ser o verão que começa no início do ano. O calor já começou, você percebeu. E escolhemos a melhor praia possível para recepcionar o aquecimento global de nossas cabeças. Floripa, a ilha da magia, mais uma vez recebe Gente Bonita para derreter cérebros, corações e quadris, entre graves emborrachados, beats insistentes, riffs de guitarra, gritaria ablué e refrões pegajosos. A invasão acontece no Jivago Lounge, no centro, e conta com a participação dos heróis locais Tiago Franco e Isaac Varzim, além dos incansáveis Falcatrue (alcunha dos meliantes Marcos Espíndola, Emerson Gasperin e Fábio Bianchini). Alguém duvida do tamanho do estrago? Ainda bem que tem dois dias de folga depois!

Gente Bonita @ Florianópolis
Primeiro preview da Primavera 2009/Verão 2010
DJs: Luciano Kalatalo & Alexandre Matias (Gente Bonita Clima de Paquera), Isaac Varzim, Falcatrue e Tiago Franco
23h45
Sábado, 5 de setembro de 2009
Local: Jivago Lounge, Rua Leoberto Leal, 04, Centro. Florianópolis
r$13 c/nome na lista, r$20 sem
Preço: R$ 20, R$ 13 com nome na lista (mande um email para [email protected] com o assunto “convida”

Jah Z

E conversando com o Tomate e o Marquinhos sobre esse assunto, eis que o primeiro saca da manga o sagaz Jay Z at Studio One, em que o rapper invade o mitológico estúdio jamaicano e se esbalda em cima de instrumentais temperados e calibrados. Tá vendo? É só mudar um pouquinho que a coisa já muda um tanto de figura…


Jay Z at Studio One – “99 Problems

Mas ainda podia ser outro MC, né…

Leitura Aleatória 232


Foto: psmphotography – Run Over by Christmas!

1) Feliz natal, Bruno (o natal e o trânsito no Rio)
2) Feliz natal, Arnaldo (festa de natal)
3) Feliz natal, Mini (Autopista de natal)
4) Feliz natal, Fred (o papai noel da Coca-Cola em Copacabana)
5) Feliz natal, Tomate (o natal como ele é)
6) Feliz natal, Dani (natal nostálgico)
7) Feliz natal, Cissa (chegando em São Paulo)
8) Feliz natal, Terron (os peitos da Amy Winehouse)
9) Feliz natal, Ronaldo (mixtape de natal)
10) Feliz natal, Bressane (retrospectiva 2008)