Trabalho Sujo - Home

Vida Fodona #598: Fiquem avisados

vf598

Agosto vem aí.

Metronomy – “Walking In The Dark”
Gabriel Thomaz Trio – “Ruradélica”
Karina Buhr – “Chão de Estrelas”
Letrux – “Coisa Banho de Mar (Tin God Remix)”
Daft Punk – “Technologic (Knight Club Remix)”
Chromeo + Toro y Moi – “Come Alive”
Inner City – “Good Life”
Rádio Táxi – “Garota Dourada”
Steven Winwood – “Higher Love”
Cardigans – “Fine”
Céu – “O Morro Não Tem Vez”
João Bosco – “Cobra Criada”
Douglas Germano – “Valhacouto”
Gilberto Gil – “Extra II (O Roque Do Segurança)”
Chico Buarque + A Cor do Som – “Hino do Duran”

Vida Fodona #594: Quem sabe, sabe

vf594

O primeiro do inverno.

Brian Eno – “St. Elmo’s Fire”
Max Frost – “Sunday Driving”
Elis Regina – “Cobra Criada”
Douglas Germano – “Valhacouto”
Marcelo D2 + Mixmaster Mike – “A Maldicao Do Samba”
Juliana Perdigão – “Anhagabaú”
Ladyhawke + Pascal Gabriel – “Dusk Till Dawn”
Chromeo – “Fancy Footwork”
Mayer Hawthorne – “It’s Gonna Take A Long Time (Silly Pilly Edit)”
Frankie Valli + The Four Seasons – “Beggin’ (Pilooski Radio Edit)”
Jupiter Apple – “Exactly”
Police – “Canary in a Coalmine”
Specials – “Nite Klub”
Grassmass – “Coisa nº5”
Darryl Hall & John Oates – “I Can’t Go For That (No Can Do)”
Harmony Cats – “Ela Dança”

Vida Fodona #590: O que aconteceu cem anos atrás

vf590

O pior já foi.

Douglas Germano – “Valhacouto”
Solange Knowles – “Dreams”
Boogarins – “As Chances”
Beth Carvalho – “Fechei a Porta”
Elizeth Cardoso + Zimbo Trio – “Cidade Vazia”
Police – “Wrapped Around Your Finger”
Cure – “Love Song”
Arthur Alexander – “Anna”
Kelis – “Rumble”
Paulinho da Viola – “Roendo As Unhas (Victor Hugo Mafra Redit)”
Lizzo – “Juice”
Joe Goddard + Betsy – “Endless Love”
Fafá de Belém – “Alinhamento Energético”
Chemical Brothers – “Free Yourself”
Of Montreal – “St. Exquisite’s Confessions”
Shuggie Otis – “Strawberry Letter 23”
Erasmo Carlos – “Grilos”

Quando Douglas Germano encontrou Aldir Blanc

douglasgermano

O sambista paulista Douglas Germano antecipa o lançamento de seu próximo álbum, Escumalha, mostrando a parceria com o antológico letrista carioca Aldir Blanc, “Valhacouto”, uma faca no pescoço desta nova ordem de merda que assola o país. Abre o caminho, Douglas!

“Valhacouto”
(Douglas Germano / Aldir Blanc)

Foi na Alemanha
que a escumalha
fez armas virarem leis
Em vales de lama
onde a canalha
roubava vidas sem talvez
É um valhacouto:
sangue e mentiras
vitória da insensatez
Crianças matando
imitando tiras…
Vale da morte, estupidez
Chacais arrancando na marra valor
de gente que nem trabalhou…
Escroques, laranjas, fantasmas, vilões
um horror
A eterna irmandade do mal
a bandalha metralha revezando a vez
Se é duro prender um bandido
imaginem três, seis, MIL!
Quero danças sobre as ruínas
dos reinos da escuridão
Riam, riam, o circo começou a lamber
Eu quero beber pelas esquinas
reza, rimas
Mas vou precisar de vocês!
Foi na Alemanha
que a escumalha
fez armas virarem leis
Entraram na guerra
pensando em mil anos
– a arrogância durou seis…

Chega mais, Douglas Germano

douglasgermano

Um dos segredos mais bem guardados do samba paulistano está prestes a ser revelado. Douglas Germano, autor do samba que apresentou o grande disco que Elza Soares lançou no ano passado – a poderosa “Maria da Vila Matilde” – está prestes a lançar seu terceiro disco, Golpe de Vista, um disco de forte cunho social e político escancarado na tradição de um samba que soa moderno e, ao mesmo tempo, atemporal. Pedi pro Kiko Dinucci, seu velho parceiro, fazer as honras de apresentá-lo pra cá:

“Douglas é uma espécie de clássico reinventado. Ao ouvirmos os seus sambas, temos a impressão de ouvirmos sambas descobertos em escavações, nos sentimos como um arqueólogo que de repente se depara com clássicos jamais ouvidos. Mas isso não tem nada a ver com nostalgia, são sambas que dialogam com a angústia, com a solidão das grandes cidades, com a revolta e a gana de gritar. Desde que o conheci em 97, considero-o um mestre, no mesmo patamar de um Nelson Cavaquinho, um Paulo Vanzolini ou Aldir Blanc. Douglas pega o bastão do samba e o joga para o futuro, mostrando que o samba é reinvenção constante e não um museu de regras engessadas. O samba pelas mãos de Douglas é vivo, mesmo que sobrevivendo entre escombros. É a vida que pulsa de pirraça, vazo que não quebra. Do jeito que o samba sempre foi”

Exagero? Deixa a música falar por si – o próprio Douglas antecipou três faixas pro Trabalho Sujo, a faixa-título, “Guia Cruzada” e “ISO 9000”, saca só: