1975 foi um ano central para o cinema norte-americano

Eis o trailer de Breakdown 1975, documentário de Morgan Neville que mostra como o meio da década de setenta foi um ano crucial para o cinema produzido nos EUA, quando os estúdios cederam à nova geração de cineastas – todos influenciados pelo cinema europeu e asiático da década anterior – e deixaram eles fazerem os filmes que queriam. Assim, 1975 assistiu ao lançamento de obras-primas que eram socos no estômago, além de abandonar regras tidas como pétreas da indústria do cinema daquele país. E assim surgiram Tubarão, Rede de Intrigas, Todos os Homens do Presidente, Nashville, Taxi Driver e Um Estranho no Ninho, entre outros, todos desafiando convenções e desenhando um novo estilo de se fazer cinema, ao mesmo tempo em que diagnosticavam a paranoia psicótica que havia se tornado o dia-a-dia daquela década, quando o sonho americano revelou-se um pesadelo e o cinismo ultrapassou o otimismo dos anos 60 como principal tônica do período. Mais do que um documentário em si, o filme é um ensaio sobre a mudança de narrativa desta mídia cuja indústria quase falira anos antes para ser reinventada com sarcasmo, ironia, mau humor e sem medo de encarar o abismo que os EUA começaram a se revelar. Neville é conhecido por ótimos documentários sobre música (em especial 20 Feet from Stardom sobre vocalistas de apoio de artistas clássicos e o belo Keith Richards: Under the Influence sobre o guitarrista dos Rolling Stones) e o Breakdown 1975 vai ser lançado pela Netflix agora mesmo, no próximo dia 19.








