DM: Ditadura militar, nova esquerda e a mala boliviana

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Um assunto que eu e Dodô acalentamos desde o início do programa é uma viagem no tempo para a época da ditadura militar, quando éramos crianças e adolescentes. Portanto, nesta edição do DM, mergulhamos no passado para falar da esquerda de ontem e de hoje, o impacto da ditadura na cultura e no Brasil como um todo, o que também é gancho pro Dodô contar causos envolvendo João Gilberto, sua estreia no teatro ainda criança e a história de uma mala que veio da Bolívia.

Democracia em Preto e Branco tem pré-estréia hoje de graça

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Estamos, eu e minha mulher, desde o mês passado, cuidando das mídias sociais do documentário Democracia em Preto e Branco, de Pedro Asbeg. O filme conta a história da democracia corinthiana de Sócrates, Wladimir e Casagrande, que peitou a hegemonia de Vincente Matheus ao mudar a hierarquia de funcionamento da equipe. Mas o documentário não é só futebol e observa o que aconteceu no Corinthians no início dos anos 80 sob dois outros prismas: o político, quando a ditadura militar começava a perder forças, principalmente a partir do movimento Diretas Já, e o cultural, quando uma nova geração de bandas começa a questionar o autoritarismo dos dias de chumbo.

Narrado por Rita Lee e com uma das últimas entrevistas do grande Sócrates, o filme vai ser exibido apenas em sessões fechadas nesse fim de semana em algumas cidades (saiba mais como comprar seu ingresso pelo site oficial do documentário) e tem pré-estréia gratuita hoje, às 20h, no Museu do Futebol, ali no Estádio do Pacaembu. É só chegar uma horinha antes pra garantir seu ingresso de graça. Olha o trailer, que delírio:

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Fernanda Azevedo, o prêmio Shell e a ditadura no Brasil

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A atriz Fernanda Azevedo recebeu o prêmio Shell de melhor atriz pela peça Morro Como um País – Cenas sobre a Violência de Estado nesta semana e agradeceu à honraria com um curto discurso – uma estocada no fígado da empresa patrocinadora do prêmio, que também apoiou a ditadura no Brasil. Eis a íntegra do discurso:

Como esse prêmio tem patrocínio da Shell, eu gostaria de ler quatro linhas sobre essa empresa. O texto é de Eduardo Galeano: “No início de 1995, o gerente geral da Shell na Nigéria explicou assim o apoio de sua empresa à ditadura militar nesse país: ‘Para uma empresa comercial, que se propõe a realizar investimentos, é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso'”.

Vi no Uol.

Dilma e a ditadura

Bem foda essa foto que a Época antecipou da biografia da presidente.

Outro 11 de setembro

No mesmo filme desse curta que a Helô indicou, tem esse outro curta, do Ken Loach, sobre o golpe que derrubou e matou Allende, no Chile, numa terça-feira, 11 de setembro – só que em 1973.

Er…

Os dois centavos do Latuff sobre essa história (vi no Ulisses). Cês tão acompanhando, né…?