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Balaclava Fest 2026 traz Blonde Redhead, Diiv, Dry Cleaning, Beach Fossils, Wednesday, Bar Italia e muito mais!

Blonde Redhead, Diiv, Dry Cleaning, Beach Fossils, Pedro The Lion, Wednesday, Bar Italia e High Vis: eis o elenco da décima sexta edição do Balaclava Fest, que segue no Tokio Marine Hall, mas pela primeira vez em dois dias. O festival acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro e infelizmente não terá os nomes que vínhamos especulando (como My Bloody Valentine ou Geese, ambos mais torcida que especulação), mas mesmo assim o selo paulistano realiza sua edição mais robusta e mais ousada, trazendo nomes clássicos do indie das últimas décadas. Além dos gringos, o festival ainda terá os brasileiros Ludovic, Adorável Clichê e Budang. Os ingressos já estão à venda.

Veja o trailer abaixo:  

Gosto de sonho

“São Paulo tem a melhor plateia da turnê”, disse Colin Caulfield, baixista do Diiv, que apresentou-se neste domingo no Cine Joia. Entre camadas pesadas e oníricas de microfonia e sussurros adocicados, a banda nova-iorquino apresentou-se pela segunda vez no país desfilando as músicas de seu disco mais recente, o excelente Frog in Boiling Water. Liderada pelo guitarrista e vocalista Zachary Cole Smith, a banda ainda conta com o segundo guitarrista Andrew Bailey e o baterista Ben Newman na formação, todos trabalhando nessa mistura de ruído com gosto de sonho que caracteriza o som do grupo, que localiza-se entre o noise, o shoegaze e o dream pop, com altas doses de guitarras pós-punk que ecoam do Cure ao Sonic Youth. Sem trocar muitas palavras com o público, a banda preferiu colocar imagens no telão, que misturavam infomerciais com sites com teoria da conspiração, trechos de telejornais e registros de redes sociais, marcas e logotipos, além de textos que explicavam, de forma irônica, o que a banda estava fazendo. O som do Joia, que normalmente pena quando recebe este tipo de artista, estava jogando bem a favor e, mesmo não estando muito alto (talvez exatamente por isso), deixava tanto a banda se ouvir quanto o público identificar cada instrumento e as contribuições de cada músico para o a carga sonora do grupo. Ao final da apresentação, pouco antes de anunciar a última música, o grupo engatou “Blankenship” e fez a plateia jogar-se numa imensa roda de pogo, a maior que já vi no Cine Joia – além de puxar um coro “olê olê olê Diivêêêêê Diivêêêêê”, o que encantou a banda a ponto do baixista fazer o comentário do início do texto. Noitaça!

Assista abaixo:  

Primavera Sounds Barcelona 2022: Dia 3 – Nick Cave ao vivo

Exausto depois do terceiro dia do Primavera Sound de Barcelona, nem filmei o Tyler the Creator porque assisti de longe, mas mesmo destruído, foram três dias mágicos que terminaram com uma missa pagã. Pulei o Gorillaz pra fritar numa improvável e soberba pista de drum’n’bass (tocada pelas DJs Crystallmess e Cõvco), pra sacar mais uma vez com o Diiv, meu primeiro show do Beach House e o vocalista do Idles botando o público todo pra sentar no chão. Mas a noite não teve outro dono: Nick Cave com seus Bad Seeds mais uma vez hipnotizou o público de Barcelona num ritual sagrado e profano, dando-se como se fosse a hóstia de sua própria missa. “Este é meu corpo, tomai e comei”, parecia dizer ao se jogar nos braços do público.

Assista aos vídeos aqui.