
A revista Imprensa publicou um especial sobre jornalismo e tecnologia, para o qual fui entrevistado há seis meses – um semestre antes do Google anunciar que não iria mais lançar o Google Glass pessoalmente, pelo menos por enquanto. A entrevista inteira segue aqui e o especial todo segue neste link.

O norueguês Todd Terje, dono de um dos melhores discos do ano passado, submete sua peculiar “Leisure Suit Preben” ao bisturi de dois compadres, que entortam a faixa cada um em uma direção. O parisiense I:Cube deixa-a mais linear e setentista, sucumbindo aos prazeres disco music que ecoam pelo resto do disco original.
Já o conterrâneo de Terje Prins Thomas convida a faixa para passear no Caribe, numa impressionante desconcertada do tema rítmico original. Filé:

Vamos ver como é que ficou esse disco do Dylan regravando músicas que foram eternizadas na voz de Frank Sinatra…

Não se deixe levar pela foto ou pelo histórico: a faixa-título do EP solo de Daniel Johns, é, aquele do Silverchair, não tem nada a ver com seu passado grunge e joga prum lado soul moderno, na linha Chet Faker e Frank Ocean – e ele segura bem a bola, olha só:

Já sabemos que o irmão do vocalista do Arcade Fire está às vésperas de lançar seu primeiro disco solo. A novidade é que ele gravou o primeiro clipe do disco que será lançado em março, com a irresistível “Anna”, que vem até com coreografia pronta:

Tudo indica que quase quarenta anos depois da profecia de Peter Tosh, o país mais associado ao consumo de maconha irá legalizar a ganja em seu território. Diz o Guardian:
“Debate could start this month in the country where the drug, known popularly as “ganja”, has long been culturally entrenched but illegal.
The bill would establish a cannabis licensing authority to deal with the regulations needed to cultivate, sell and distribute the herb for medical, scientific and therapeutic purposes. “We need to position ourselves to take advantage of the significant economic opportunities offered by this emerging industry,” he said.
It would make possession of 2 ounces (56g) or less an offence that would not result in a criminal record. Cultivation of five or fewer plants on any premises would be permitted. Rastafarians, who use marijuana as a sacrament, could also legally use it for religious purposes for the first time in Jamaica, where the spiritual movement was founded in the 1930s.
E lá vão quase 40 anos que Peter Tosh cantava:

Hora de dar jogar o holofote no lado trilheiro do diretor John Carpenter.

A Bruna falou com o Ali Hedrick, da agência Billions, sobre uma possível bolha de festivais que vem por aí, a partir do momento em que a quantidade de festivais parece crescer mais do que a quantidade de bandas que fazem sucesso. Um trecho do papo:
“O calendário global de festivais de 2015, publicado pela Pollstar, lista mais de 1.200 eventos em 70 países. É um registro esmagador, ainda assim o guia é incompleto devido ao grande crescimento dessa indústria. E ao mesmo tempo em que surgem oportunidades a cada dia, é ai que o problema começa, pois diversos festivais são pressionados para reservar bandas similares com antecedência e dentro de um prazo limitado, e com esse “desespero”, muitos artistas são capazes de cobrar um preço mais elevado do que eles geralmente cobram para tocar no mesmo mercado. Ou seja, eles cobram mais do que realmente valem (lei da oferta e da procura). Hedrick explica que os grandes festivais já garantem seus artistas para o próximo ano logo que o evento é concluído. E mais do que entre si, estes festivais competem com eventos municipais gratuitos que têm muito mais apelo para as bandas – festas em praças publicas, shows em parques, entre outros. Para um festival conseguir um bom line-up e boa divulgação, precisa começar a organização cedo, mesmo que isso fique caro. Os festivais, além de pagarem os artistas, precisam pagar pelo lugar, mídia, transporte, luz e som, segurança e saneamento.”
A reflexão continua lá no site da Rio Music Conference.

Parei de me interessar pelos Foo Fighters entre o segundo e o terceiro disco deles. Não é que sejam uma banda ruim, só acho que se tornaram uma versão açucarada (demais) do power pop promissor de seus dois primeiros discos, caindo em uma lacuna entre o rock de arena e o emo que inevitavelmente carregariam milhões de pessoas dispostas a berrar seus refrões. Mas não tenho como não achar inspiradora a figura de David Grohl, didaticamente ensinando aos seus fãs o prazer de se ouvir rock. O triste dessa história é o cara ter que explicar isso, mas dá pra entender perfeitamente sua cruzada pessoal nesses tempos coxinha que vivemos. E ela inclui o bom e velho minisset de covers no meio do show – e no show do Rio na semana passada eles tocaram sua versão xerox (solos idênticos e tudo) para “Tom Sawyer”, do Rush, aquela banda que eternamente será o antônimo de cool:
É muita moral tocar Rush em qualquer época, dizaê.
