A Ju viu o Woody Allen tocando em pleno jantar.
Nada mal…
E por essa, quem esperava?
O designer americano Mike Joyce gosta dos dois gêneros e se dispôs a recriar flyers de shows punk que realmente aconteceram de acordo com a versão modernista do design suíço do meio do século passado, conhecido por ser clean e por sua tipografia funcional. Veja só:
Tem muito mais no site dele.
O primeiro grande momento de 2012
Sesc Pompéia @ São Paulo
5 de janeiro de 2012
Showzaço do Criolo com o Emicida no Sesc Pompéia nesse fim de semana, com a banda do Criolo – regida pelo Ganjaman – servindo de base para o encontro dos dois principais nomes do rap nacional atualmente. Velhos de guerra, os dois dominaram os dois últimos anos desbravando novas fronteiras para o velho gênero – que, por mais que já tenha seu quarto de século de vida, ainda está preso ao estigma da periferia e no estereótipo paulistano do gênero. Embora tanto Criolo quanto Emicida não neguem suas origens (não é este o ponto), eles impulsionam o diálogo da cultura hip hop para frente, para o alto e além, puxando novos ouvintes para a cena e fazendo questão de ter assento no conselho de segurança da música brasileira, exigência que já deveria ter sido feita há pelo menos dez anos.
Daí a importância do encontro que não foi propriamente um encontro, mas uma seqüência alternada de músicas de cada um dos dois, com o outro por vezes dando o ar de sua graça, quando não ficava, em geral, na posição de backing vocal. Meu excesso de expectativa talvez esperasse Emicida rimando sobre “Não Existe Amor em SP” ou Criolo cantando o refrão de “A Cada Vento”, mas a primeira parte do show foi basicamente um revezamento dos talentos de ambos, passando por seus principais hits. Confesso minha empatia maior por Emicida – seu flow é equivalente à sua presença de palco e ele não parece ser muito diferente dentro e fora de cena. Já Criolo parece assumir um personagem, que dança esquisito e faz poses e caretas. Há quem diga que aí reside parte de seu carisma (a outra vem inegavelmente quando ele canta e conversa com o público), mas, comigo, não bateu.
Emicida + Criolo – “Fogo na Bomba” / “Tik Tak” / “Sr. Tempo Bom” / “Os Mano e As Mina” / “Capítulo 4 Versículo 3” / “UBC” / “Pule ou Empurre” / “Sou Negrão” / “Rap é Compromisso”
Num show surpreendetemente longo, o groove foi comendo lentamente, com todos os músicos trabalhando para não se superporem ao vocalista. Mas as coisas desequilibraram mesmo a partir da segunda parte do show, quando os dois passaram ao centro do palco continuamente, chamando outros vocalistas convidados (os dobras de Criolo e Emicida, Dandã e Rael da Rima, respectivamente, além de Juçara Marçal) para o meio da roda e, finalmente, emendar uma seqüência inacreditável de clássicos do rap brasileiro, recapitulando a história do gênero dos Doctors MC’s ao Sabotage, passando pelos Racionais, RPW, Thaíde & DJ Hum, SNJ, Xis e Rappin Hood, no primeiro grande momento musical de 2012. Showzaço.
Tem mais vídeos que eu fiz do show aí embaixo:
Shut Up and Play the Hits acompanha o último capítulo (ou penúltimo, pois o filme não seria o último?) da biografia do LCD Soundsystem, acompanhando os bastidores do último show do grupo, que aconteceu no Madison Square Garden em abril do ano passado, ao mesmo tempo em que confronta a decisão consciente do líder e mentor da banda, James Murphy, de terminar uma banda no auge do sucesso.
Resta saber se vai passar nos cinemas brasileiros…
E o Boing Boing nos lembra que fazem cinco anos que uma das melhores cabeças do século 20 parou de funcionar. E como o blog, cito um trecho da Wikipedia para falar da importância de RAW:
Wilson also criticized scientific types with overly rigid belief systems, equating them with religious fundamentalists in their fanaticism. In a 1988 interview, when asked about his newly-published book The New Inquisition: Irrational Rationalism and the Citadel of Science, Wilson commented:
“I coined the term irrational rationalism because those people claim to be rationalists, but they’re governed by such a heavy body of taboos. They’re so fearful, and so hostile, and so narrow, and frightened, and uptight and dogmatic… I wrote this book because I got tired satirizing fundamentalist Christianity… I decided to satirize fundamentalist materialism for a change, because the two are equally comical… The materialist fundamentalists are funnier than the Christian fundamentalists, because they think they’re rational! …They’re never skeptical about anything except the things they have a prejudice against. None of them ever says anything skeptical about the AMA, or about anything in establishment science or any entrenched dogma. They’re only skeptical about new ideas that frighten them. They’re actually dogmatically committed to what they were taught when they were in college…”
Não custa lembrar que A Nova Inquisição é um dos poucos livros dele publicado no Brasil, ao lado do incrível Gatilho Cósmico, um livro incrível. Mas sua obra-prima, a Trilogia Iluminatti, continua inédita no Brasil. Que lacuna!
Max Tundra nos faz o favor de mostrar a beleza da música sem o ícone ou o hype.
A trilha sonora é magistral.
E lá vem mais um mashup…




