Dá pra crer? Melhor: dá pra baixar aqui.
Houve um tempo em que história em quadrinhos se resumia ao que a Abril publicava: Marvel, Disney, Maurício de Souza e DC. Quem quisesse ir além desse formato, tinha de penar pois eram pouquíssimos títulos que apareciam no Brasil – por editoras como Ebal e Martins Fontes – e ocupavam parcas prateleiras (quando mais de uma) nas maiores livrarias do país. Para ler quadrinho moderno (como para ouvir música diferente da que tocava no rádio) era preciso um exercício que incluía pagamentos em dólar (que na época era como doar um órgão do seu corpo ou fazer um contrato com algum agiota mafioso), pouquíssimos amigos que viajavam ao exterior, domínio de mais de um idioma além do português (de preferência, inglês, italiano e francês) e recomendações conseguidas de formas dúbias (“um amigo de um conhecido leu em uma revista estrangeira…”). Não havia internet, o governo dificultava importações, o Brasil vivia numa pindaíba braba (vocês que compram Bassi no supermercado não sabem o que é ter que pegar fila de madrugada pra ter de comprar um pacote determinado com algumas peças de carne…) e quadrinho era uma mídia literalmente underground, se saíssemos do quarteto publicado pela Abril. Foi nesse cenário que Fábio Zimbres, Newton Foot e Rogério de Campos lançaram a Animal, publicando um monte de autores brasileiros pela primeira vez ao mesmo tempo em que traziam para o Brasil autores que mal tínhamos ouvido falar. A revista circulou nos anos 80 e teve 23 edições, todas digitalizadas e postas para download pelo blog Onomatopéia Digital. Coisa fina.
O que é que deveria ser isso naquela época…
Sério, acho que não dá nem pra imaginar…

Foto: Eugênio Vieira.
A participação de Thomas Rohrer em um dos shows da temporada que o Marginals fez no Espaço +Soma em fevereiro do ano passado terminou 2011 como sendo um dos grandes momentos da música brasileira ao vivo do ano. Tanto que os próprios Marginals fizeram questão de colocá-lo para rodar, disponibilizando o set de MP3 abaixo, que vi no blog do Ronaldo.
Eis uma das primeiras novidades desse ano: Anos Vinte agora é um programa em vídeo, em coprodução com o núcleo Catatau, da produtora Colmeia (conduzidos pela incrível Bia Sano). No primeiro, falamos sobre Arrested Development, Grant Morrison e Tom Rachman.
O áudio ainda segue baixável para quem quiser ouvi-lo em trânsito – e outra novidade é que teremos mais convidados ainda esse ano.
Ronaldo Evangelista + Alexandre Matias – “Vintedoze #01” (MP3)
Haters gonna hate.
E ela falou como foi apresentar-se ao vivo na TV pela primeira vez nos EUA:

Foto: dudavieira
Pressão! Que banda!
Não sacou?
Os boatos estão correndo soltos: o show seria no dia 7 de maio, no Luna Park. E com a história de que o Morrissey tá vindo pro Chile na mesma época, não duvide que os dois desembarquem por aqui no Brasil… Eu vi o Portishead ano passado e talvez seja o único show que rivalize com o do Radiohead no quesito “show mais importante do mundo hoje em dia”.
Portishead – “Wandering Star”
Além desses dois, tem mais vídeos que eu fiz aqui.
Portishead – “Over”
O Morrissey eu já vi ao vivo nos anos 90, não me apetece, não vou com a cara da carreira solo dele. Se ainda fosse o tal revival dos Smiths…
Três remixes para a música que abre um dos grandes discos de 2011, que veremos ao vivo em duas semanas no Brasil, feitos pelos Aeroplane, Cosmic Kids e Cut Copy – e estes últimos são os que se saem melhor, mantendo sua boa reputação no ramo.




