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Destaque

2001 dissecado

Rob Ager aprontou mais uma: debruçando-se sobre um de seus temas favoritos, 2001 – Uma Odisséia no Espaço, ele lança mais uma série de vídeo-ensaios (abaixo) em que fala sobre uma possível conspiração escondida na trama superficial – e que não tem a ver com vida alienígena. Ele termina o vídeo com algumas questões em aberto, e aproveito para linkar, também abaixo, sua belíssima conclusão sobre o que é o monolito emblemático do filme. Para quem quiser saber ainda mais, recomendo visitar a página dele sobre o filme.

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Pode falar o que quiser, esse MinhaMaeTaNoFace é muito foda. Saca mais abaixo:

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…tudo bem, fica em Las Vegas. Mas como assim, se nem Las Vegas fica lá?

Essas imagens, feitas pela Nasa, acompanham o crescimento da cidade desde 1972. Ah, Las Vegas…

Hoje o Thiago França apresenta seu Sambanzo no Prata da Casa numa noite que promete ser histórica! Se você não sabe o que é Sambanzo, se liga no vídeo abaixo ou no disco em si, que ele acabou de colocar inteirinho pra download… Abaixo, o texto que escrevi na apresentação do projeto:

Thiago França está em todas – seja com seu grupo de jazz MarginalS ou tocando com o Criolo, com a Céu e tantos outros da nova cena paulistana, o saxofonista vem trilhando um caminho interessante e particularmente autoral, caso raro quando falamos de um instrumentista de sopro, acima de tudo no Brasil. Ímpeto bandeirante e alma selvagem, Thiago vem aos poucos desbravando uma África musical que vai muito além do afro beat tão em voga. E começou a registrar essa jornada no ano passado, ao unir-se a Kiko Dinucci e Juçara Marçal no disco Metá Metá. Mas a saga prossegue em 2012 – e mais a fundo rumo ao coração desta africanidade – quando ele nos apresenta ao Sambanzo, uma expedição formada por Kiko, Samba Sam e Welington Moreira e liderada pelo sax intenso e livre de Thiago, que usa-o para abrir caminho para uma base rítmica específica e persistente, conduzindo o público a um transe de groove e harmonias. E o disco de estreia da banda está para ser lançado ainda este semestre.

R2D2 à brasileira

Sim, essa novela, Transas e Caretas, tem quase 30 anos – e você tá velho mesmo, se lembra dela…

Semana passada não pude assistir a todo o show do Max B.O. no Prata da Casa porque tinha de entrar cedaço no hospital no dia seguinte (nada grave, mas enfim), mas em momento algum tive dúvida de seu desempenho na noite. Conheço Max de outros carnavais e metade da graça de seu show está no fato de ele encarnar o proverbial “mestre de cerimônias” da genealogia hip hop – não é apenas um MC disparando rimas, mas um showman que domina o público com seu canto-fala. E mesmo que tenha transformado seu show em uma oportunidade de apresentar os amigos (Lívia Cruz cantou sozinha após o dueto com Max e a banda de apoio de todo o show, Os Opalas, tiveram duas músicas inteiras à disposição – eu achei bem fraco), não deixou a bola cair quando o microfone passava para sua mão, desfilando todas as músicas de seu primeiro disco de estréia, Ensaio, do ano passado. Fiz uns vídeos aí embaixo, saca só:

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The New Dance Show

Enquanto isso, em 1991:

Essa “Nova” deles é demais…

Só fui porque minha mulher havia comprado ingresso, mas lá pelo meio do show ela me olhou com uma cara de “vamos embora” que encontrou meu sorriso aliviado. Já tinha visto o Morrissey ao vivo no ano 2000 e não tinha achado nada demais – pelo contrário, a impressão que fiquei do show do ex-vocalista dos Smiths foi tão ruim que quando começou o auê sobre sua segunda vinda ao país, nem pensei em consultar o calendário para ver que dia o show cairia. Doze anos depois, restava-me exercitar expectativa – cogitei a possibilidade de curtir um show que, talvez por má vontade, cogitaria que fosse chato.

Mas há de ter muita boa vontade. O show foi tedioso e sem graça, a maior parte das músicas de sua carreira solo são chatíssimas e as músicas dos Smiths foram tocadas com preguiça. “There is a Light That Never Goes Out” – a deixa perfeita para ir embora (veja o vídeo abaixo) – parecia ser o momento “Yellow Submarine” do show de Ringo Starr no ano passado, caso Ringo tivesse algum remorso de um dia ter sido um beatle. Nem as brincadeiras com o público (“gracias?”, para com isso…) fizeram jus à reputação do ídolo dos anos 80. De que adianta alertar o público que o príncipe Harry está no Brasil querendo nosso dinheiro em um show em que os ingressos chegavam a 400 reais?

Além disso, o Espaço das Américas devia ser interditado para shows de médio porte para cima – aquele lugar insalubre só deveria funcionar para eventos de fim de ano de empresa ou festas de formatura. Pobre do público que vai assistir aos Los Hermanos ali.


Morrissey – “There Is A Light That Never Goes Out”

Fiz mais vídeos, se alguém tiver alguma curiosidade…

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Robertinho do Recife sorri em algum lugar.