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Destaque

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😐

Não entendeu? Saca só.

Na sexta passada, o Alberta voltou no tempo graças à discotecagem do Pablo Miyazawa, que nos colocou em algum lugar entre 1991 e 1997 com grandes hits do período – e a pista foi à loucura, como você pode ver nas fotos do Leandro Furini, aí embaixo.

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Damon Albarn 2012

E o Damon Albarn vai lançar em disco a trilha sonora pra ópera que fez ano passado sobre a vida do enigmático mago, matemático e consultor da rainha Elizabeth I, John Dee, um sujeito descrito pelo Alan Moore (que também colaborou com o projeto) descreveu como sendo “o homem que inventou a Inglaterra”. Damon subiu um vídeo há pouco com trechos de “Apple Carts”, uma das músicas da ópera:

Ele já havia tocado a música outras vezes, no ano passado, como podemos ver no vídeo abaixo:

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Letícia me mandou o clipe novo do Letuce, que estreia mundialmente aqui: “Videolaringoscopia feelings”, ela me sussurrou ao passar sorrateiramente a URL. O vídeo é como o som do casal Letuce: simples e enigmático ao mesmo tempo. A frase “amor: atalho ou labirinto” é do Dahmer, que também dá uma mão aos dois nas letras do novo disco, o ótimo Manja Perene. Já ouviu?

Pra quem não sabe, sou um dos curadores do Cultura Inglesa Festival (o Lucio é o outro), que no ano passado trouxe shows do Gang of Four, Miles Kane e Blood Red Shoes de graça no Parque da Independência num dos melhores eventos no Brasil do ano passado (quem foi sabe, quem não foi pode conferir aqui). E, aos poucos, vamos divulgando as novidades do festival deste ano.

A primeira é que, além de São Paulo, o evento também acontece em quatro cidades no estado – Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos. A segunda é que já foram oficializadas as bandas que tocarão nestas apresentações: além dos brasileiros Banda Uó (tocando Smiths, imagina) e Garotas Suecas (tocando Stones, imagina), também anunciaram as vindas dos Horrors e do We Have Band, duas bandas novíssimas que chegam ao Brasil menos de um ano depois de começar a fazer sucesso em seu país de origem. Uma palhinha das duas bandas para quem não as conhece:


We Have Band – “Tired of Running”


Horrors – “Still Life”

Falta divulgar um só nome – a banda que fecha o evento em São Paulo. Eu já sei qual é, mas só posso falar depois que a divulgação for oficializada. Só adianto uma coisa: é um show incrível.

O show em São Paulo acontece no dia 27 de maio. Os de Campinas e São José dos Campos rolam no dia 2 de junho e os de Santos e Sorocaba no dia 3.

Beck 2012

Beck volta ao folk com a música “Looking for a Sign”, da trilha sonora do filme Jeff, Who Lives at Home. Mas será que vem disco novo em breve?

Quebra tudo, Jimbo!

Dica do Cid.

Hoje é dia de chillwave à brasileira, no Prata da Casa. Os cariocas do Dorgas, que filmei ano passado num show no Beco, também no meio da semana, são a terceira atração do mês de abril no festival que, esse ano, conta com a minha curadoria. O show começa às 21h, mas os ingressos só começam a ser distribuídos (sim, é de graça), uma hora antes, na bilheteria do Sesc Pompéia. Vamo lá? Abaixo, o texto de apresentação que escrevi pro Sesc.

“Dorgas, manolo!” é o meme inventado online para designar qualquer coisa – fotografia, links, vídeos – que tendam para a loucura pura e simples. A palavra “drogas” é escrita propositalmente errado como se pudesse separar o elemento lúdico do tóxico, enfatizando a natureza destrambelhada daquilo que está sendo destacado. Uma banda com esse nome pode causar uma sensação de estranheza que passa pelo humor abobalhado, mas o Dorgas – mesmo rindo de si mesmo a partir do batismo – passa à distância de qualquer tentativa de ser engraçadinho. Pelo contrário, são dos primeiros brasileiros a se enveredar pela praia da chillwave, subgênero da música eletrônica que recicla a dance music dos anos 80 com uma abordagem mais zen, que ganhou destaque ano passado com o lançamento dos primeiros álbuns de produtores solitários que se escondem atrás de nomes enigmáticos como Memory Tapes, Washed Out, Toro y Moi e Neon Indian. O Dorgas, no entanto, é uma banda de formação rock, mas que aborda essa tendência à música quase instrumental e hipnótica.