E pra terminar as notícias relacionadas ao Blur, eis que o novo disco solo de seu guitarrista, o Graham Coxon, foi posto inteiro para streaming no Souncloud. A+E soa assim:
E não é ruim não…
Eduardo Ferigato embarcou na ridiculamente genial idéia de quadrinizar o maior clássico da dublagem tosca feita no Brasil – acompanhe em seu blog. Caso você não sabe do que é que eu estou falando (pobre…), dedica preciosos minutos da sua vida para conhecer Batman: Feira da Fruta.
Se você não está esperando por Iron Sky, é porque não sabe que seu roteiro conta uma história em que os nazistas não sucumbiram em 1945 – apenas bateram em retirada, usando os recém-criados discos voadores, para colonizar o lado escuro da Lua e preparar para sua grande volta. Eis que os quatro primeiros minutos do filme aparecem online. Divirta-se:
A morte do Chico Anysio já foi uma perda e tanto no meu âmbito pessoal (meu pai também nasceu em Maranguape, mesma cidade do Chico), mas a notícia da morte do Millôr me doeu mais ainda… Mais do que um dos maiores nomes do texto brasileiro (reduzi-lo ao humor é esquecer suas contribuições à tradução, ao teatro, ao jornalismo, à edição, à arte da entrevista, ao ensaio), Millôr faz parte do meu próprio panteão de mestres e exemplos a serem seguidos. Mas seu legado segue inabalável – e agora é hora de redescobrirem-no.
:~
E o tal My Dirty Fingers – parceria da Marina (ex-Bonde do Rolê) com o Adriano (ex-Cansei de Ser Sexy) – evoluiu para o Madrid (acrônimo dos dois nomes, sacou?) – e, com a mudança, uma nova vertente, menos despretensiosa que o que ouvimos anteriormente, com Adriano voltando para o piano, que não toca desde os tempos do Ultrasom. Promete.
E encerrando o segundo mês da minha curadoria no Prata da Casa, tenho o prazer de apresentar uma mestra de um gênero – Dona Cila do Coco vai comandar o baile na choperia nessa terça – e promete ser memorável. Abaixo, o texto que escrevi apresentando-a para o projeto:
Cecília Maria de Oliveira é dessas lendas vivas da música nordestina. Com quase 80 anos e há décadas carregando o cetro do coco, ela só tem um disco lançado. Mas isso é secundário em sua carreira, pois o coco – um dos gêneros tradicionais mais antigos da cultura pernambucano e um dos poucos que já ultrapassa mais de um século de tradição – pertence a um universo necessariamente oral e qualquer tentativa de capturar seu espetáculo acústico de ritmo e melodia falha, justamente por perder a essência viva da tradição que a nobre senhora representa. Sua presença é o carisma personificado e a força intensa do seu cantar – familiar e expansivo ao mesmo tempo – conduz o público a uma utopia pré-industrial, de estrada de terra batida e lampiões a gás. Um espetáculo esplendoroso e enraizado, forte, feminino e doce, que parece tocar a apresentação como uma conversa de comadres, mas que aponta para o sublime.
E os cariocas do Dorgas fizeram mais uma ótima apresentação em São Paulo no Prata da Casa da semana passada, evitando “Fez-se Cristo” e encerrando o show com o “hit” “Loxhanxha”.
Dorgas – “Loxhanxha”
Veja mais vídeos que fiz aí embaixo.
Galhos secos? Banda Êxodus? Não estranhe: você conhece essa música. Aperte play e cante junto.
Nos galhos secos de uma árvore qualquer,
Onde ninguém jamais,
Pudesse imaginar;
O criador vê uma flor a brotar,
Olhai, olhai, olhai,
Os lírios cresceram no campo,
E o Senhor nosso Deus,
Os tem alimentado para nossa alegria,
Para a nossa alegria, para nossa alegria
E o pior é que não é ruim…
Se parasse nisso, tudo bem, mas essa banda Rosebud ainda regravou “Money” e “Have a Cigar” nesta mesmíssima pegada, dá uma sacada aí embaixo…









