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O pessoal da Saraiva Conteúdo me pediu pra escolher os cinco vídeos que eu considerava os mais importantes na primeira década do YouTube. Falei de cinco mas tive que emendar um sexto…

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Março chegando, o calor vai passando, as chuvas vem vindo… e as Noites Trabalho Sujo seguem esquentando as sextas-feiras paulistana. A primeira deste mês vem com o pão Danilo Cabral comandando a cabine, que convocou Carlos Costa, do Our Gang, pra ajudar a derreter quadris e provocar sorrisos em uma noite daquelas! Nomes pra lista de desconto até às 20h da sexta pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com! Vai ser demais, como sempre!

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo Cabral x Carlos Costa
Com Danilo Cabral e Carlos Costa
Sexta-feira, 6 de março de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

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Durante 2015 sou um dos curadores da área de música do Circuito Cultural Paulista, programa que realiza uma série de apresentações gratuitas em cidades de pequeno e médio porte no interior de São Paulo. As atividades começam a partir deste fim de semana e entre março e abril sete atrações de diferentes gêneros musicais e regiões do país se apresentam por 42 cidades paulistas. A programação deste bimestre inclui Bárbara Eugênia (que toca em março por Miguelópolis dia 6, Barretos dia 7, Guaíra dia 8, Itapetininga dia 20, Piraju dia 21 e Botucatu dia 22), o Bixiga 70 (que se apresenta durante o mês de março por Monte Aprazível dia 6, Buritama dia 7, Lençóis Paulista dia 8, Avaré dia 20, Ourinhos dia 21 e Bariri dia 22), o Jardim das Horas (que leva o show Cidadela durante março a Matão dia 13, Pirassununga dia 14, Catanduva dia 15, Promissão dia 24, Pompéia dia 25 e Itaí dia 26), o grupo The Beetles One (que toca em março em Ibitinga dia 6, São Joaquim da Barra dia 7 e Brodowski dia 8 e em abril em Lins dia 17, Penápolis dia 18 e Araçatuba dia 19), a cantora Marcia Castro (passa por Miracatu dia 20, Iguape dia 21 e Registro dia 22 de março e Guariba dia 16, Orlândia dia 17 e Serrana dia 18 de abril), Rafael Castro (passa por Batatais dia 27, São José do Rio Pardo dia 28 e Espírito Santo do Pinhal dia 29 de março e Martinópolis dia 10, Tupã dia 11 e Mirandópolis dia 12 de abril) e o grupo Originais do Samba (homenageando o ex-integrante Mussum em março em shows em Bertioga dia 6, Ilhabela dia 7, José Bonifácio dia 13 e Jales dia 14 e durante abril nos dias 10 em Diadema e 11 em Vargem Grande do Sul). Abaixo, o texto que escrevi sobre a curadoria deste ano. Mais informações podem no site do Circuito Cultural Paulista:

As transformações que vêm chacoalhando a indústria fonográfica e o mercado da música, desde a popularização da internet no final do século passado, pegaram todo mundo de surpresa. Discografias baixadas às torrentes, um mundo de artistas que se lança através de vídeos online ou redes sociais, encontros digitais improváveis que materializam colaborações e parcerias de artistas de toda espécie. O ecossistema da música, que antes era enraizado no palco, na rádio, na loja e nas gravadoras, espalhou-se por plataformas, marcas e desdobramentos
inimagináveis antes da ascensão do digital.

Para nós, brasileiros, isso não chegou a ser um susto. Passada a fase do download irrefreado, aos poucos entendemos que o mundo digital vem provocando mais do que mudanças econômicas, sobre hábitos de consumo e métricas de sucesso. Estamos assistindo a uma musicalização do planeta, e o mundo está se acostumando a viver um pressuposto que é típico da fusão musical de nosso país.

Habituados a conviver com todos os tipos de música e gêneros musicais, temos apresentações ao vivo em nosso DNA. Gostamos de nos reunir em pequenas e grandes multidões para cantar e dançar junto, e também ficamos em silêncio para ouvir o artista cantar baixinho suas paixões e suas dores. A relação brasileira com a música é mais intensa do que aquilo que é vendido em prateleiras de lojas de discos ou em pastas de armazenamento de arquivos digitais. Por isso a ênfase do Circuito Cultural Paulista de 2015 será a reunião de nomes de diferentes estilos musicais, faixas etárias, cidades e abordagens musicais para contemplar a vastidão musical do Brasil – que agora começa a se espalhar pelo mundo.

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Voltamos a dar as dicas do que fazer no fim de semana em São Paulo no nosso tumblr, checa lá: http://noitestrabalhosujo.tumblr.com/

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Mais uma música nova da banda principal de Johnny Jewel, “I Can Never Be Myself with You Around” mantém o clima existencialista supercine desenvolvido no já clássico disco Kill for Love. Aqui o clima é mais tenso que apaixonado, mas isso é só o trailer, o filme sonoro Dear Tommy vai chegar em breve.

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Aquela variada básica.

Harry Nilsson – “Everybody’s Talking”
Pink Floyd – “Obscured by Clouds”
Modest Mouse – “Of Course We Know”
The Association – “Never My Love”
Stéphane San Juan + Tulipa Ruiz – “Miroir en Nous”
Novos Baianos – “Dê Um Rolê”
Rolling Stones – “Coming Down Again”
Violent Femmes – “Love Love Love Love Love”
Unknown Mortal Orchestra – “So Good Being in Trouble”
Titãs – “Desordem”
A Cor do Som – “Razão”
Giancarlo Ruffato – “Poucas e Pequenas Coisas”
Sambanzo – “Capadócia”
Yes – “Heart Of The Sunrise”

Por aqui.

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Vai ter show da Céu neste domingo no Superloft, aqui em São Paulo, e vieram oferecer um par de ingressos pra sortear aqui. Pra concorrer, basta responder nos comentários qual é o melhor disco da Céu na sua opinião e porquê (e não se esqueça de colocar seu email pra que eu entre em contato). Até sexta-feira anuncio quem ganhou.

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Dono do melhor disco brasileiro de 2015 até agora, o jovem Strausz começa a decifrá-lo faixa a faixa. E começa com a faixa que mais destoa de todo álbum, a quase formal “Right Hand of Love”, cantada pelo inglês Jacob Perlmutter, com cello do americano Brent Arnold, ilustrada como uma psicodelia preto e branco que vai de uma rígida ordem concêntrica à pura abstração, dirigida por Mariane Paoletti.

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O Sonic Youth segue relançando sua discografia remasterizada – e agora é a vez do disco que aprumou a banda em direção aos seus melhores discos, EVOL, Sister e Daydream Nation, gravados depois de Bad Moon Rising, de 1985. É um disco sobre como o mau agouro dos 70 matou o idealismo dos 60 e fundaram os Estados Unidos que a banda vivia naquele ano, sob o totalitarismo de popstars cada vez mais gigantescos que escondiam um país aos prantos, criminalidade aumentando e um intenso clima de paranóia interna, culminando no épico dueto entre Thurston Moore e a diva Lydia Lunch, “Death Valley ’69”.

O disco será relançado tanto em CD quanto em LP e já está em pré-venda.

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Esse Gluten Free Museum é um tributo à recente histeria a respeito da presença do trigo em nossa alimentação – e como sua ausência seria sentida em diferentes momentos de nossa cultura.

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Lá no tumblr tem mais.