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Destaque

Aproveitando o gancho do vídeo anterior, não dá pra dissociar que a importância cultural da internet para uma geração é idêntica – senão maior – que a do rock’n’roll para gerações anteriores. O fato do grupo japonês New Pants atualizar o lema imortalizado por Ian Dury no fim dos anos 70 é apenas uma constatação óbvia disso:

Depois de Marilyn Manson, Lana Del Rey mira alto em um de seus ícones juvenis – e foi vista saindo do badalado Chateau Marmont em Los Angeles com ninguém menos que o balofo Axl Rose

O foda é o cara deixar a menina ir no banco de trás pra tentar disfarçar algo…

Fim de carreira? Eu apostaria mais em “começo de”. Não custa lembrar que ela compôs uma música chamada “Axl Rose Husband” quando ainda era só uma desconhecida:

Ela é muito boa pra ser verdade…

Viu que fácil?

Um professor japonês pediu para seus alunos desenharem uma pessoa que nunca tinham visto antes: Henry Rollins. O resultado foi parar nessa galeria do site Hello Henry.

Parece mentira…

Os Rolling Stones estão em pleno processo de oficializar a própria pirataria, faturando em cima de clássicos alternativos que, por muito tempo, circularam apenas por baixo dos panos do rock’n’roll, numa época em que o acesso à música (hoje tão banal) era dificílimo. E se hoje qualquer um vê qualquer show a hora em que quiser em streaming HD da poltrona de sua TV conectada com a internet, nos anos 70, qualquer resquício de registro que pudesse capturar alguma novidade de qualquer artista que não fosse lançado em vinil nas lojas era tratado como material raro e de crucial interesse para os fãs. Foi assim que a indústria do disco pirata começou, muito antes da internet e do MP3, lançando trabalhos que os artistas muitas vezes nem sabiam que estavam sendo gravados.

Essa história paralela da música pop oficial pode ser considerada em pleno ocaso de sua existência, mas vem sendo responsável pela sobrevida de artistas que hoje que já tem pelo menos mais de três décadas na ativa. E os Stones finalmente começam a se dedicar a faturar em cima desse material, com o lançamento do site Stones Archives, que vende memorabilia da banda em geral. O grupo optou pela alternativa Frank Zappa em vez da lógica dos Beatles em seu Anthology ou de Bob Dylan em sua Bootleg Series. Ao contrário destes, os Stones não reinventaram uma forma de reempacotar material que já havia se tornado clássico em formatos alternativos. Como Zappa, que em sua série Beat the Boots relançava o material que os piratas faziam de seus shows exatamente como eles haviam sido pirateados (para, justamente, “quebrar os piratas”, como dizia o título da série), os Stones fuçam no próprio passado e reencontrando capas, gravações e títulos que já são tidos como clássicos pelos fãs mais ávidos, embora nunca tenham ganham um centavo diretamente destas vendas (já sua reputação…). O site, portanto, dispõe estes piratas à venda, cujo exemplar mais recente é a edição do disco L.A. Friday ’75, em show que marcava a entrada de Ron Wood para a banda e a participação de Billy Preston nos teclados. Olha o setlist…

“Honky Tonk Women”
“All Down The Line”
“If You Can’t Rock Me” / “Get Off Of My Cloud”
“Star Star”
“Gimme Shelter”
“Ain’t Too Proud To Beg”
“You Gotta Move”
“You Can’t Always Get What You Want”
“Happy”
“Tumbling Dice”
“It’s Only Rock N Roll”
“Heartbreaker”
“Fingerprint File”
“Angie”
“Wild Horses”
“That’s Life”
“Outta Space”
“Brown Sugar”
“Midnight Rambler”
“Rip This Joint”
“Street Fighting Man”
“Jumping Jack Flash”
“Sympathy For The Devil”

Dá pra escutar trechos aqui:

E no vídeo abaixo, Mick e Keith lembram dessa fase da banda:

Não que seja difícil encontrar esses discos gratuitamente pra download. Mas saber que a própria banda está os colocando à venda material que antes só os fãs mais ardorosos tinham acesso (a um preço que até é OK – US$ 7 pelo disco em MP3 -, mas poderia ser ainda mais barato), é louvável.

Claro, claro…

A primeira vez

Via Flavorwire.

Já foi ao dentista esse ano?

Sugiro o consultório do Dr. Klaus.

Só quem foi na MADRUGADA DA PAIXÃO – também conhecida como a quinta edição da melhor festa de São Paulo, a ANALÓGICODIGITAL – tem noção do que foram aquelas horas. Ou não… Olha as fotos do Leandro Furini aí embaixo:

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Pronto, depois que até o Kapranos twittou, dá pra oficializar: o Franz Ferdinand é o nome que faltava para completar a escalação do 16° Cultura Inglesa Festival, que ainda tem We Have Band, Horrors, Banda Uó tocando Smiths e Garotas Suecas tocando Rolling Stones. O festival acontece em São Paulo no fim deste mês, no mesmo Parque da Independência que, ano passado, viu Gang of Four, Miles Kane e Blood Red Shoes, A curadoria do festival é minha e do compadre Lúcio Ribeiro.