Rolou nessa terça à noite, em Londres, mas como o fuso horário tá ao nosso favor, já dá para assistir…
Nem acho essa das melhores do disco novo, mas ela comanda de qualquer forma…
Jotabê entrou numa pilha de encontrar o mestre enquanto ele estava no Rio de Janeiro – e acabou encontrando-o. E de touca!
Pouco antes das 16h, saída pela esquerda, já abastecido de uma refeição que custava metade do couvert do Fasano, tomando o rumo da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, para o táxi final antes do show. Ao menos no show ele dará as caras, e a torcida é para que essa noite promova novamente um encontro com a sua música mutante que inaugurou uma nova perspectiva para a arte contemporânea. “Aquele cara de touca e casaco ali parece o Dylan”, ela diz, desencanadamente. Só o que me faltava, um sósia a essa hora, eu pensei. Mas aí o sujeito se virou para a avenida e o sangue gelou nas veias.
“A máquina! A máquina! A máquina! É ele! É ele MESMO!” Os segundos pareciam horas, a avenida parecia mais larga, e Dylan olhava para um lado e para o outro sem se decidir, parado na frente da banca de jornais da Rua Inhangá. “No direction home”, como sempre. Se for para o outro lado, vai pegar mal correr atrás dele, pensei. Mas aí ele veio para o nosso lado, tranquilamente, como se fosse parte da paisagem, sem causar nenhuma curiosidade dos velhinhos e dos cães de estimação de Copacabana. Caminhando resoluto, com as mãos nos bolsos. Fez uma careta quando viu a máquina fotográfica, mas não parou, continuou andando na direção da lente, e passou por nós aceleradamente.
Continua lá.
E por falar em t-girls, olha esse tumblr dedicado a gatas usando camisetas dos Ramones… Saca só aí embaixo:
E agora, Bracin?
Aproveitando a turnê de 15 anos do quarteto carioca, a Polysom anunciou que irá lançar toda a discografia do grupo em vinil…
Agora é torcer pros discos não custarem aquela facada tradicional que custam os vinis brasileiros… Vi no Tenho Mais Discos Que Amigos.
No show do Prata da Casa hoje, o convidado é o guitarrista mineiro Tibless, que leva seu lado soul pra seara do afrobeat. Abaixo, o texto que escrevi sobre ele para o projeto do Sesc. Lembrando que o show começa a partir das 21h e os ingressos podem ser retirados, de graça, a partir das 20h.
A influência da música africana na brasileira é umbilical. Dos lundus ao prefixo “afro” na afrociberdelia de Chico Science, passando pelos Afro-Sambas e pela conexão África-Brasil de Jorge Ben, a presença desta músicalidade em que a harmonia e o ritmo parecem se misturar em uma coisa só, em um caleidoscópio de escalas e beats é reverenciada com frequência por seus protagonistas, mas os efeitos da apresentação do afro beat para uma geração de novos artistas, que aconteceu na virada do milênio, vêm mostrando resultados. Tibless vem de Minas Gerais e passa à distância do groove visceral de artistas como Bixiga 70, Sambanzo e Lucas Santtana, pois equaciona elementos novos à mistura – principalmente soul e R&B. Mas não dá para deixar seu disco de estreia – Afro-Beat-Ado, de 2011 – fora desta paisagem de celebração à música africana no pop brasileiro do século 21.
Gênio e visionário, desde a pré-adolescência.
Agora sim! Se liga que show foda… A parte em que ele começa “Everything in its Right Place” com Neil Young então…
Olha o setlist:
“Bloom”
“15 Step”
“Weird Fishes/Arpeggi”
“Morning Mr. Magpie”
“Staircase”
“The Gloaming”
“Pyramid Song”
“The Daily Mail”
“Myxomatosis”
“Karma Police”
“Identikit”
“Lotus Flower”
“There There”
“Bodysnatchers”
“Idioteque”
Bis:
“Lucky”
“Reckoner”
“Everything In Its Right Place (‘After The Gold Rush’ intro)”
“Give Up the Ghost”
“Paranoid Android”
Melhor banda do mundo hoje há quanto tempo mesmo?
Caceta…






