Não deixe esse tempo frio tirar sua empolgação, porque hoje chamei a querida Betania Garib para me ajudar a abalar a pistinha do subsolo do Alberta – e no cardápio, rock novo, indie fofinho e muita música pop. E eu vou com o pop escrachado, mashups e remixes de todas as épocas e gêneros musicais. Sabe como é lá no Alberta, né? Se não sabe, veja como fazer para chegar pelo site da casa ou na página do evento no Facebook. E para incluir seu nome na lista de desconto, é só mandar um email para noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. A melhor sexta-feira de São Paulo não pode parar!
E na categoria TENS TEMPO do dia…
Mas ficou maneiríssimo, dizaê.
E por falar em Tarantino e Pulp Fiction, que tal esse infográfico feito pelo designer Noah Daniel Smith, colocando o clássico dos anos 90 em ordem?
No site dele dá pra ver em alta resolução.
A teoria já foi discutida por Selton Mello e Seu Jorge no curta Tarantino’s Mind, da 300 ml. Vale o replay:
Resumindo: todo o universo dos filmes de Quentin Tarantino – à exceção de Jackie Brown, cuja história é de Elmore Leonard – está interligado entre si, seja por marcas, como os cigarros Red Apple (o Slusho de Tarantino) ou o Big Kahuna Burger (que, citado em Pulp Fiction, também reaparece em Reservoir Dogs e no trecho que Tarantino dirige no filme Grande Hotel)…
…Mas principalmente pelos personagens. Como explicou o Selton no vídeo acima, Vincent Vega (o Travolta em Pulp Fiction) e Vic Vega (Michael Madsen em Cães de Aluguel) são irmãos, o policial Scagnetti que só é citado em Cães de Aluguel é o mesmo que aparece em Assassinos por Natureza (cujo roteiro é de Tarantino). A maleta de Pulp Fiction é a que tem os diamantes do final de Cães de Aluguel e, diferente do que foi citado no vídeo acima, há uma teoria que diz que os filmes Um Drink no Inferno e os dois Kill Bill não pertencem diretamente a este universo, mas são filmes que são assistidos pelos personagens. Filmes violentos, cheios de referências à cultura pop – e o Sonny Chiba no início de True Romance (outro roteiro de Tarantino) é o mesmo que faz Hatori Hanzo em Kill Bill, que tem uma história parecida com a série de TV que Mia Wallace iria interpretar em Pulp Fiction, o Fox Force Five, onde era uma especialista em facas, como a Noiva de Kill Bill. A lista vai adiante sempre com elementos pequenos, vagos, em que a lição de Hitchcock (ele mesmo um easter egg humano em todos seus filmes clássicos) mistura-se com a sincronicidade de C.G. Jung. Não chega a ser um grande filme dividido em capítulos como sugere o papo de Selton e Jorge, mas um jogo de linguagens e de camadas de leituras que o Rob Ager tão bem definiu a explicar o 2001 de Kubrick. O próprio Tarantino já admitiu isso.
(Vale até abrir um parêntese pro Hitchcock:
Que figura!)
A novidade é que esta semana apareceu uma releitura deste universo que pode explicar a origem de toda verborragia pop e ultraviolência que unem a filmografia de Tarantino quase como uma tônica de narrativa, mais do que uma história em si. Traduzo abaixo o post que pintou no Reddit na terça passada, assinado por FrancisDollarHyde (spoilers se você não viu o filme mais recente de Mr. Q, Bastardos Inglórios – mas, porra, você ainda não viu esse filme? Vacilo). Veja abaixo:
O maior artista vivo deu seu recado sobre as comemorações dos 60 anos do reinado inglês da Rainha Elizabeth II.
E pra quem não conhece direito esse tal de Grant Morrison, eis uma palestra que ele deu num evento da Disinfo no ano 2000.
Consegui achar o início da transcrição (em que ele explica que seu sotaque bizarro vem da Escócia), mas se alguém achar a versão completa, por favor, mandaê:
“WOOOOOOOOOW! Here we are! Right! Fuck man, I tell you when I was a kid I read Robert Anton Wilson and all this shit and here we are, we’re standing here, talking about this shit and it’s real! OK, I’m pissed and in half an hour I’m gonna come up on drugs, so watch for it!
I guess, I don’t know, is there any practising magicians in the audience? Put your hand up if we got any? Yeah? Come on!
Bold! OK, a few. OK, by the time we finish this you’re all going to be practising magicians. This shit’s easy right?
I’m like you right? Basically, why are we here, right? Why are we here, at this time, what’s this all about, and by the way this is a Scottish accent so reset the filters and pretend itsh Shean Connery talking to you OK? Double-Oh-Sheven. So, if you can follow me, I’m just gonna talk the way I talk and fuck you if you don’t understand me!
The deal is this: I’ve been writing this comic for the last six years and the weird thing is, like you, like everyone here, we’re trying to figure, what’s going on? Why do we feel different? Why don’t we fit into this world? Why do we think they’re not telling us the truth?
So, I went out and I read Robert Anton Wilson’s books when I was 20 years old, which is 20 years ago now, and I figure, is this guy bullshitting me? He says we can talk to aliens, we can talk to people from Sirius, is he talking crap? He said Aleister Crowley’s got methods for contacting alien intelligences and for changing the world, is he talking crap? So I did it and, no, he’s not talking crap!
Right, and we can all do it!
And this is, urr, by way of trying to demolish the counter-culture and replace it with something useful. We’re just gonna start here and see where we get to.
When I started doing The Invisibles, which is a comic book for people who don’t – who haven’t seen the thing, it’s a comic book which is kinda my attempt to explain what had happened to me after I’d been abducted by aliens in Kathmandu in 1994 and the only reason I was abducted by aliens in Kathmandu in 1994 was because I went to Kathmandu in 1994 to be abducted by aliens!
And it works right!
And these fuckers, they will turn up!
Eu consegui entender com o sotaque dele, mas se alguém achar essa palestra por escrito, facilita pra rapeize…
Que perda…
Tem mais aí embaixo:
Sentimentos confusos ao ouvir esse In My G4 Over the Sea. Por um lado, o mashup é bem feito e os beats funcionam com o algumas levadas do Neutral Milk Hotel. Por outro (meu lado purista, quem diria), estão mexendo com uma obra intocável, yadda yadda yadda, “bigode na Mona Lisa”, esse papo todo. Mas tudo bem, é do jogo. Saca só:
Imagine uma convenção dedicada à obra do mestre britânico caçula da geração que deu ao mundo Neil Gaiman e Alan Moore. Imagine esta convenção em Las Vegas, no hotel do Hard Rock Cafe, com a presença do próprio autor de clássicos modernos como Invisíveis e All Star Superman em várias situações, inclusive discotecando. Acredite: a MorrisonCon é de verdade.
“Expect maximum rock ‘n’ roll, chaos magic, mind-bending esoterica, sharp suits, surprise guests, and once-in-a-lifetime performances, all wrapped up in the glory that is comics, comics, and more comics”
Palavras do homem-mito sobre a programação do evento, ainda não revelada.









