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Falei do projeto do site Radiola Urbana de recriar ao vivo discos clássicos com bandas novas – que ano passado rendeu noites incríveis como o Emicida celebrando Cartola e O Terno reverenciando Arnaldo Baptista – na minha coluna Tudo Tanto na revista Caros Amigos do mês passado.

Clássicos revisitados
A iniciativa do site Radiola Urbana de reunir novos artistas para tocar discos históricos chega ao terceiro ano rendendo ótimos frutos

Há três anos um site paulistano vem desenhando um panorama de discos clássicos reinterpretados por nomes da nova música brasileira que já pode ser considerado histórico. Um programa sem nome definido, pois o mesmo vai mudando de acordo com o ano celebrado. Desde 2012 o site Radiola Urbana, tocado pelos amigos Ramiro Zwetsch e Filipe Luna, volta 40 anos no tempo para homenagear álbuns históricos de artistas célebres, negociando repertório e arranjos com alguns dos maiores nomes da música brasileira deste século.

A ideia do Radiola Urbana começou em 2012 como uma consagração de uma tendência recente que vinha valorizando o ano de 1972 como um dos grandes anos da história do disco, pareando com outros anos clássicos como 1967, 1969, 1977 e 1991. Assim, o site propôs celebrar discos daquele ano no projeto 72 Rotações, que aconteceu no segundo semestre daquele ano, em shows gratuitos no no Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoerinha. Entre os primeiros artistas estavam Bruno Morais (para cantar o mágico Sonhos e Memórias, do Erasmo Carlos), Romulo Fróes (que revisitou Transa de Caetano Veloso), Rodrigo Campos (que se arriscou no clássico funk Superfly, de Curtis Mayfield) e Curumin ao lado da banda Rockers Control (para recriar a trilha sonora de The Harder They Come, de Jimmy Cliff).

No ano seguinte o show foi transposto para o Sesc Santana e subiu um degrau no escalão dos artistas. Era a vez de Karina Buhr, Céu, Cidadão Instigado e Fred Zeroquatro (vocalista do grupo Mundo Livre S/A) homenagearem discos de 1973. Karina aventurou-se pelo primeiro disco do Secos & Molhados, o Cidadão Instigado se desafiou a tocar o Dark Side of the Moon do Pink Floyd, Céu foi convocada para homenagear o primeiro disco de sucesso de Bob Marley, Catch a Fire, e Fred celebrou o homônimo disco de estreia de Nelson Cavaquinho. A edição de 2013 teve um efeito colateral interessante na carreira de três dos artistas escolhidos: tanto Céu, quanto Cidadão Instigado e Karina Buhr passaram a oferecer os shows do evento como alternativa para tocar em lugares que nunca haviam tocado. Ao sair de uma semana na zona norte de São Paulo para várias apresentações espalhadas pelo Brasil, o projeto garantia seu principal intuito: fazer que o público dos novos artistas conhecessem os discos clássicos e os fãs dos álbuns homenageados descobrisse os novos nomes da cena brasileira deste século.

A edição do ano passado aconteceu no calar de dezembro, novamente no Sesc Santana, e mais uma vez surpreendeu. Os homenageados desta vez eram apenas discos brasileiros, todos clássicos absolutos de 1974: o primeiro disco solo do mutante Arnaldo Baptista (Lóki?), a estreia em disco de Cartola, o encontro de Elis Regina com Tom Jobim e o disco psicodélico de Jorge Ben, Tábua de Esmeralda. Para tomar conta de cada um desses discos, artistas de diferentes abordagens. Elis & Tom ficou a cargo do Marco Pereira Trio – um dos grandes conjuntos da nova cena de jazz de São Paulo – ao lado da cantora Luciana Alves e a Tábua de Jorge Ben ficou com o projeto paralelo da Nação Zumbi chamado Sebosos Postizos, que já há anos revisita diferentes músicas do repertório de Babulina nos anos 70.

Os dois shows que vi – dos melhores shows de 2014 – celebravam Cartola e Arnaldo Baptista. Foram shows que intimidaram seus intérpretes. O trio O Terno, liderado pelo filho de Maurício Pereira, Tim Bernardes, ficou responsável pelo mergulho emotivo na obra confessional do ex-Mutante e o rapper Emicida deixou de rimar pela primeira vez para cantar os versos imortais do sambista parnasiano.

O show de Emicida foi um atordoo. Não apenas por colocar o rapper num universo familiar ao seu (o samba) desafiando-o a cantar músicas que fazem parte do DNA do samba. Mas também pelo grupo musical que havia reunido. O desafio, na verdade, foi proposto pelo saxofonista Thiago França, uma das forças da natureza da nova cena musical paulistana. Ele tocou com Criolo e é um terço do Metá Metá, a melhor banda de São Paulo atualmente, além de ter inúmeros projetos paralelos, muitos deles com o compadre Kiko Dinucci, outra usina musical da nova São Paulo. França convocou pesos pesados pra compor o time: da banda de Emicida surrupiou o percussionista Carlos Café, o violonista Doni Jr. e o DJ Nyack. Depois convocou o ás baixista Fábio Sá, o grande Rodrigo Campos para o cavaquinho e guitarra e o próprio Thiago entre o sax, a flauta transversal e outras engenhocas e pedais de efeito.

O resultado foi um show que por vezes soava reverente, mas na maior parte do tempo era abertamente desafiador, levando a obra de Cartola para territórios completamente diferentes – o free jazz, o hip hop mais pesado, a gafieira, um samba mais quadrado e até para releitura quase literais. A curta duração do disco homenageado (pouco mais de meia hora) fez o conjunto estender a homenagem para Adoniran Barbosa (contrapondo “Saudosa Maloca” e “Despejo na Favela” com as desocupações feitas recentemente em São Paulo) e para Candeia (numa versão brutal para “Preciso Me Encontrar”), além do delicioso sambão “Hino Vira Lata”, do próprio Emicida. Um show daqueles de tirar o fôlego.

Dois dias depois era a vez do Terno, no mesmo palco do Sesc Santana, defender sua homenagem ao disco Lóki?, o tocante espasmo emocional traduzido através do piano rock de Arnaldo Baptista, logo que ele saiu dos Mutantes. Um disco de fossa devido ao fim de relacionamento com Rita Lee, mas também um disco de uma psicodelia introvertida, que às vezes sonha alto ou cogita possibilidades impensadas no meio de canções que cortam o coração ao mesmo tempo que provocam sorrisos.

A responsabilidade do Terno não era apenas etária – o guitarrista e vocalista Tim Bernardes deixou seu instrumento em segundo plano para assumir o teclado, mas manteve-se preciso e sem firulas, no mesmo nível de emoção que percorre pelos sulcos do vinil original. O desafio duplo foi vencido com alguma facilidade – mesmo nas músicas tocadas com guitarra, canções feitas originalmente para o piano ganhavam uma desenvoltura de parentesco psicodélico.

Agora é esperar 2015 para ver se (e quais) os artistas do ano passado levarão os shows de 2014 para novos palcos e o que o Radiola Urbana armará para a versão deste ano. “Pensamos em Fruto Proibido (Rita Lee & Tutti Frutti), Horses (Patti Smith), Expensive Shit (Fela Kuti & Afrika 70), Estudando o Samba (Tom Zé)…”, me disse Ramiro, que planeja uma novidade para este ano – voltar 50 anos no tempo em vez de 40. “Aí se virar 65, temos planos malignos e infalíveis para A Love Supreme (John Coltrane), Coisas (Moacir Santos), Highway 61 Revisted (Bob Dylan)…”. De qualquer forma, não tem erro.

Deixa o casal…

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O cara vai lá filmar o casal de tartarugas em seu momento íntimo e não queria que eles ficassem putaços e fossem tirar satisfação? Dá um tempo, National Geographic…

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A Variety tá dizendo que o próximo Jornada nas Estrelas pode ter nosso chapa Idris Elba (o Stringer Bell do The Wire, assiste logo!) no elenco, o que já deu início às especulações de que o próximo filme pode ter o protagonista da série Luther como líder Klingon. Imagina…

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O Cidadão Instigado batizou seu quinto disco com o nome da capital cearense, Fortaleza, além de ter marcado a estreia ao vivo do disco: dias 9 e 10 de abril, no Sesc Pompéia. E esse disco promete…

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Esse sol veio a calhar.

Herb Alpert & the Tijuana Brass – “A Banda”
Bixiga 70 – “100% 13”
Guizado – “Tigre”
Todd Terje – “Preben Goes To Acapulco (Prins Thomas remix)”
Daniel Johns – “Aerial Love”
Beyonce – “Crazy In Love (Fifty Shades of Grey Boots Remix)”
BaianaSystem – “PlaySom”
Yumi Zouma – “Catastrophe”
Blur – “Lonesome Street”
Knife – “Heartbeats”
Frank Ocean – “Lost”
Tame Impala – “Stranger in Moscow”
Vetiver – “Current Carry”
Banda do Mar – “Pode Ser”
Thiago Pethit – “Romeo”

Vem aqui.

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Escrevi sobre a volta do Arquivo X lá no meu blog do UOL e explico porque eu acho que a série poderia ser reinventada se voltasse com outros atores: Reabrindo o Arquivo X.

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Atualização às 15h, dia 24/03/2015: O Hollywood Reporter acaba de confirmar que a Fox produzirá mesmo mais uma temporada de Arquivo X, com seis episódios. “Penso nisso como se fosse um intervalo comercial de 13 anos”, disse o criador da série Chris Carter. “A boa notícia é que o mundo ficou muito mais estranho, uma época perfeita para contar essas seis histórias.”

Tudo indica que Arquivo X vai se rematerializar. A série, que foi para os anos 90 o que Lost foi para a década passada, morreu sem deixar vestígios ou saudades em algum momento da virada do milênio (na verdade, em maio de 2002) e agora volta como a solução mirabolante de algum executivo da Fox para recuperar audiência sempre em queda da televisão tradicional neste século. A volta começou a acontecer em janeiro, quando os principais executivos da emissora norte-americana – Dana Walden e Gary Newman – confirmaram que estavam negociando com o criador da série Chris Carter. E agora, diz o site inglês TV Wise, o criador da série Chris Carter deverá escrever a história da nova safra, David Duchovny e Gillian Anderson já foram convidados e, voltando, a série deve ter entre seis e dez episódios em sua, er, décima (!) temporada. Agora é uma questão de ajustar agendas para definir quando ela retornará à tela de TV.

Arquivo X foi uma série cult que ajudou a fundar o que conhecemos hoje como segunda era de ouro da TV, inaugurada com os Sopranos no ano 2000. Contava a história da dupla de agentes do FBI Fox Mulder (Duchovny) e Dana Scully (Anderson) que lidava com uma divisão do escritório de investigação chamada “Arquivo X”. Este departamento reunia casos extraordinários ou sem explicação que iam de abduções alienígenas a lendas urbanas vivas, que eram catalogados pelo fanático Mulder, um agente que ostentava em seu escritório um pôster com a imagem de um disco voador e a frase “Eu Quero Acreditar”. Scully, que havia sido designada para trabalhar com Mulder por ser cética e pragmática, quase sempre ironiza a crença apaixonada de seu parceiro em uma enorme conspiração que, além de ser a origem dos casos que têm de lidar, também explicam o funcionamento do mundo como um todo, principalmente do ponto de vista político e tecnológico. Aos poucos Scully começa a acreditar em Mulder e os dois desenvolvem uma atração mútua que se estica em tensão sexual não-consumada.

Arquivo X acertou na veia das conspirações e foi, lentamente, tornando-se cult. A série começou a crescer a partir da segunda temporada, em 1994, basicamente num boca a boca que aos poucos dava-se conta de que as estranhas aparições semanais da série não eram apenas monstros e aberrações isoladas. Havia um padrão e, mais do que isso, uma fonte comum para aquelas bizarrices. A grande sacada da série foi equilibrar-se entre histórias semanais e uma grande história de pano de fundo, retomando um formato conhecido dos quadrinhos para a narrativa da TV. Aos poucos os novos fãs reconheciam os episódios isolados (o “monstro da semana”) das histórias que ajudavam a contar a saga da grande conspiração, que envolvia um pacto entre os governos do mundo com uma raça alienígena que havia chegado à Terra há milhares de anos para escravizar a humanidade num futuro próximo. Dá pra entender perfeitamente porque achavam que Mulder fosse louco.

O escopo da conspiração – que começava aparentemente pequena e ia crescendo com o passar da série – ajudou a consolidar uma mudança que David Lynch havia retomado ao formato com sua série Twin Peaks. Arquivo X abandona lentamente a fórmula dos seriados de sucesso da década anterior, em que cada episódio conta uma história fechada e você pode assistir aos episódios em ordem aleatória que os personagens serão os mesmos nas mesmas situações. Aos poucos ele vai convencendo seu público de que é preciso acompanhar a série semanalmente e debruçar-se sobre as pistas deixadas em cada capítulo semana a semana. Era o início da popularização da world wide web e fãs em todo o planeta – não apenas nos Estados Unidos – podiam acompanhar as discussões a respeito da série. Ao mesmo tempo, o VHS começava a ser substituído pela mídia digital e logo temporadas inteiras de Arquivo X poderiam ser acompanhadas sem esperar que a série fosse reexibida na TV (ou comprada por uma emissora, no caso do resto do mundo).

Revivals, adaptações, continuações, reboots e remakes têm sido a regra de Hollywood há pelo menos duas décadas e o próprio Arquivo X passou por isso em dois momentos, quando a série chegou às telonas num longo season finale em 1998 (no filme Fight the Future) e, dez anos depois, quando tentou reaparecer a partir de um outro longa metragem (o filme I Want to Believe), que não resultou em nada. A falta de criatividade que impera nos cinemas agora parece arrastar-se para a TV e, como Arquivo X, vários outros seriados tentam novas oportunidades de voltar à ativa, uns (Dr. Who, Battlestar Gallactica) mais bem sucedidos que outros (24 Horas, Arrested Development). Executivos preocupados com números de audiência preferem apostar na memória e nostalgia do público do que em contar histórias novas, que precisam de tempo para crescer (como todos os recentes sucessos da tal nova era de ouro da TV: Sopranos, The Wire, Lost, Breaking Bad, Mad Men…).

Se tudo der certo, as filmagens do novo Arquivo X começam no meio deste ano. Falta acertar a agenda dos dois protagonistas, ambos envolvidos em duas outras séries (Duchovny em Aquarius, Anderson na ótima The Fall), mas acho que a série funcionaria muito melhor se os dois não estivessem fixos no elenco deste retorno.

Imagine voltar ao universo de Arquivo X com novos agentes descobrindo velhos mistérios, fuçando monstros do passado que foram investigados por Mulder e Scully. Com os velhos protagonistas em cena, todo o passado terá de ser reexplicado em diálogos ou monólogos inúteis à narrativa, que funcionam apenas para contextualizar os novos fãs e que não precisariam ocorrer, pois os envolvidos já conhecem o que estão explicando. Se fossem novos agentes, tudo seria naturalmente explicado e a série original seria motivo para os novos fãs voltarem aos episódios dos anos 90, ganhando uma dimensão inteira de profundidade para os casos investigados hoje em dia. Não que Mulder e Scully ficassem alheios à série. Mas eles funcionariam mais como pontos de referência e fontes de informação do que como protagonistas. Aparecendo em capítulos específicos, aparições surpresa.

Mas, ao que tudo indica, veremos Mulder e Scully mais uma vez, vinte anos mais velhos, correndo para cima e para baixo de sobretudos pretos, fugindo de alienígenas e mercenários com lanternas e armas na mão. Me dá uma sensação de que vamos ver uma versão filmada do Scooby Doo…

E lembre-se que Twin Peaks volta no ano que vem! Ou seja, essa brincadeira de revival de séries está só começando…

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The Magic Whip, o novo disco do Blur, foi apresentado ao vivo para uma plateia de 300 fãs na sexta passada. E nesta quarta-feira este show será transmitido pelo YouTube, às cinco da tarde no horário de Brasília – e antes do disco vazar. Todo mundo vai conhecer o disco novo do Blur com a banda tocando-o ao vivo. Escrevi sobre essa sacada hoje no meu blog do UOL: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/03/24/blur-pega-o-mundo-de-surpresa-e-lanca-online-disco-que-so-300-ouviram/

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Em uma das músicas de seu novo disco, My Dreams Dictate My Reality, a francesinha Soko divide vocais com Ariel Pink – que foi convidado para participar do clipe de “Lovetrap”, mas declinou. Restou à Soko recriar sua participação, com direito à imitação do chilique que Ariel deve ter dado na terceiro ou quarta vez que ela insistiu para que ele participasse do vídeo…

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Essa música nova do Mini Mansions nem precisava ter a participação do Alex Turner nem esse clipe cheio de gatas pra ser tão boa. Mas já que tem, né… Mal não faz…

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Babee comandou a farra das meninas ao lado da Karen Bechaga e da Juliana Moraes em mais uma noite daquelas, como dá pra ver pelas fotos da Natália. E quem encerra o mês de março na próxima sexta é o Luiz Pattoli, que chamou a Nathalie Folco pra mostrar como é que se faz.

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