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Outro titã do jazz que se vai.

O trompetista, que começou no Art Blakey’s Jazz Messengers nos anos 50 e tocou com gigantes como John Coltrane, Sonny Rollins, Thelonious Monk Herbie Hancock e Eric Dolphy, entre outros, foi para além do jazz quando criou seu grupo Blackbyrds, que fez a ponte do gênero com o funk e a black music do começo dos anos 70.

Décadas depois, foi descoberto anos mais tarde por diferentes gerações do hip hop, que o acolheu em samples, a princípio pela geração do jazz rap (Us3 e o Jazzmatazz) e depois por outros notáveis contemporâneos como Pharcyde, Nas, Organized Konfusion, Madlib e J Dilla, este último, talvez o produtor do gênero que mais tenha sido influenciado por Byrd.

A notícia de sua passagem já circulava desde o início da semana e foi confirmada nesta quinta-feira por seu sobrinho Alex Bugnon, via Facebook, que admitiu que o tio, de 80 anos, havia morrido nesta segunda-feira, 4, em Delaware, onde vivia.

Eis a capa de The 20/20 Experience, que Justin Timberlake twittou na noite desta quarta-feira.

JT_The_20_20_Experience

O disco está agendado para sair no dia 19 de março (ou seja, vaza lá pelo fim de fevereiro) e já tem um primeiro clipe rodando, com “Suit & Tie”, em que Justin divide os vocais com Jay-Z, que já havia sido anunciada logo no início do ano.

E no site ele chama o novo disco de “o disco preto e branco”… E olha os nomes das faixas:

JT_20_20Exp_tracklist_handwritten

Kavinsky de volta

kavinsky-protovision

Autor da faixa-símbolo dos tais vintage 80s (que já escrevi aqui mais de uma vez, inclusive na resenha sobre o Drive), o francês Vincent Belorgey, o Kavinsky, volta com outro disco com aquela cara de disco music dos filmes de John Carpenter (Outrun, inclusive, diz-se a trilha sonora de um filme B imaginário dos anos 80). Abaixo dá pra ver o clipe da primeira faixa do disco novo a ser divulgada, “Protovision”, e ouvir trechos do disco, que parece conversar bastante com o recém-falecido gênero maximal:

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A ilustradora canadense Zoe Jones misturou a notícia de J.J. Abrams dirigindo o próximo Guerra nas Estrelas com o pôster de Super 8, o filme que Abrams fez com Spielberg:

Super 8 cloud

Ficou massa.

Four Tet + Grimes

Grimes

No início do ano, Kieran Hebden, o Four Tet, participou de um programa da Rinse FM inglesa e no meio de seu set tirou o que parecia ser um remix para “Skin”, da Grimes. Dias depois ele avisou no Twitter que não era beeeem um remix e sim apenas utilizou trechos do vocal da menina em cima de uma base que estava desenvolvendo. O resultado segue abaixo e ficou bem jóia – o que pode ser uma deixa perfeita para um remix de fato.

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rafucko-aljazeera

E o primeiro vídeo do Brazil Without Makeup já conseguiu repercussão no exterior. Tá certo que é na Al-Jazeera, mas começa assim, veja abaixo…

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vf368

Então aumenta o som!

My Bloody Valentine – “In Another Way”
Pazes – “Killed for Love”
T-Rex – “Get It On (Virgin Magnetic Material Remix)”
Kavinsky – “Protovision (Blood Orange Remix)”
Grimes – “Skin (Four Tet Remix)”
Sky Ferreira – “Everything is Embarassing (Krystal Klear Remix)”
Tegan & Sara – “Closer”
Young Galaxy – “Pretty Boy”
Hot Chip + Neil Michael Hagerty + Steel Harmony- “Doctor”
Knife – “Full of Fire”
Cat Power + Angel Haze – “Manhattan”
Unknown Mortal Orchestra – “So Good at Being”
Nick Cave & The Bad Seeds – “We Real Cool”

Vambora!

phil-spector-pacino

Finalmente vamos ver a tão aguardada cinebiografia de um dos maiores nomes da música moderna vivido por um dos titãs da dramaturgia cinematográfica. Phil Spector inventou o chamado “wall of sound” ao comprimir uma orquestra inteira em um canal para contrapor a estrutura básica da canção pop e, com isso, elevou seus hits a um patamar de excelência inexistente no universo do rádio de seu tempo (uma espécie de internet do meio do século passado). Com isso, reinventou o papel do produtor musical, transformando o supervisor técnico de áudio do estúdio em uma espécie de diretor da sessão de gravação, sua assinatura reverberada como uma grife. Não à toa seus hits daquele tempo reverberam até hoje – “Be My Baby”, “You’ve Lost That Loving Feeling”, “Spanish Harlem”, “Then He Kissed Me” e “Unchained Melody” são clássicos modernos que pavimentaram o caminho tanto para a ascensão dos Beatles quanto para a consolidação do modus operandi do Brill Building e da Motown.

Não bastasse tudo isso, Spector ainda é instrumental no final dos Beatles, quando produz o póstumo Let it Be (sendo o único produtor dos Beatles nos discos oficiais além de George Martin) e grava os melhores discos solo de John Lennon e George Harrison. Acha pouco? Produziu End of the Century, dos Ramones, e “River Deep Mountain High”, ápice da carreira do casal Ike e Tina Turner. O problema é que esse gênio das gravações era um psicopata ditador obcecado por armas e disposto a ir até o fim, em qualquer situação. Assim, Phil Spector, o filme, mira seu roteiro no histórico criminal do produtor, interpretado por um escandaloso Al Pacino, e em sua relação com sua advogada de defesa, vivida por Helen Mirren. Não bastasse tudo isso (além da chancela HBO), o filme ainda é dirigido e escrito pelo David Mamet, um dos autores mais teatrais de Hollywood atualmente. Eis o trailer, abaixo:

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4:20

britno

Outro Pulp Fiction

pulp-fiction-backstage-00

Em vez de John Travolta, Sean Penn ou Daniel Day-Lewis. Uma Thurman receosa em aceitar o papel de Mia Wallace. A bênção do CEO da Disney. Paul Calderon no lugar de Samuel L. Jackson. Matt Dillon em vez de Bruce Willis. Pulp Fiction podia ter sido beeeem diferente, nos conta essa história oral descrita pela Vanity Fair (aqui). Abaixo, fotos dos bastidores da gravação deste clássico moderno, tiradas do site da Miramax e da revista Paste.

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