
Enquanto seu novo Why Make Sense? não é lançado oficialmente, o Hot Chip segue descortinando aos poucos o novo disco – e depois de mostrar a ótima “Huarache Lights” agora é a vez de lançar a melancólica – e houseira – “Need You Now”, com um clipe de ficção científica existencialista.

E você sabia que o Menudo – é… – teve uma “fase rock”? Ela aconteceu no início dos anos 80, antes do auge do sucesso do grupo, quando a boy band portorriquenha gravou o disco Xanadu, em 1981, que trazia versões surpreendentemente boas para hits rock como “I Was Made for Loving You” do Kiss…
…”Crazy Little Thing Called Love”, do Queen…
…”Voulez-Vous” do Abba…
…e, claro, a faixa-título, eternizada por Olivia Newton-John.
Uma descoberta hilária do infalível Dangerous Minds.

Já falei aqui que o dono dos Chromatics está fazendo a trilha sonora da estreia de Ryan Gosling na direção, o filme Lost River, que, ao juntar os dois novamente na telona, pode causar o mesmo impacto do filme que marcou a maturidade dos dois, aquela joia retrô chamada Drive. No novo filme, a personagem Rat, interpretada pela irlandesa Saoirse Ronan canta canções de ninar para si mesma para acalmar-se. Jewel acaba de liberar a música que abre o filme, a doce “Tell Me” e ele conta como foi a gravação da música:
“No script, Rat se nina para dormir toda noite com uma canção de ninar cheia de esperança.
É a forma que ela encontrou pra lidar com a dor ao seu redor e transcender aquele inconsolável arrastar de tempo que todos nós sentimos nas noites infindáveis de nossa juventude.
Enquanto trabalhávamos no filme, Ryan decidiu que ele queria que Saoirse cantasse na tela.
Continuamos falando disso por meses, tentando encontrar a música certa.
Depois que a edição ficou pronta, Saoirse estava aqui em Los Angeles gravando vozes para o filme.
Do nada eu recebi uma mensagem do Ryan que dizia apenas “Rat está na cidade. Você está pronto?”
Peguei um microfone, um gravador e um amplificador e dirigi o mais rápido que pude pra sala de mixagem.
Quando eu chego lá, eles me mostram uma sala de gravação enorme, mas ela estava um pouco nervosa.
Mesmo que ela seja incrivelmente talentosa na tela, ela nunca havia gravado uma música pop antes.
Para quebrar o gelo, armei o gravador de oito canais no chão da cozinha ao lado.
Quando ela chegou, nós três empilhamos todos os móveis e malas no canto para bloquear a porta.
Queria que ela se sentisse o mais segura possível e queria que ela cantasse da forma mais íntima que pudesse.
Como se ela fosse a única pessoa no mundo.
Prometi pra ela que não havia como passar por aquela porta até que terminássemos.
Ryan apagou todas as luzes e nós três sentamos no chão em círculo, no escuro.
Gravamos em dois takes com um único microfone e sem fones de ouvido.
Não há palavras para descrever aquele momento.
Foi pura magia.
Já ouvi essa música mil vezes desde aquela noite… e ainda fico impressionado toda vez que a escuto.
Saca só:

Delírio esse remix – ou “synthedit” como ele prefere – que o espanhol John Talabot pra sua própria “Machine”, hein.

Ao completar duas décadas em atividade, a banda escocesa Mogwai foi convidada pelo pessoal do festival All Tomorrow Parties para comemorar seu aniversário fazendo a curadoria de uma An ATP Session at the Roundhouse, em Londres. Serão seis dias de apresentações entre os dias 24 de junho e 6 de julho e além dos shows do próprio Mogwai, ainda haverá shows do Public Enemy, do rapper GZA, do Tortoise, do Godspeed You! Black Emperor, Jesus & Mary Chain tocando o Psychocandy na íntegra, Bardo Pond, Prolapse, Lightning Bolt, entre outros. Programaço.

Uma das melhores bandas instrumentais do Brasil, os paulistanos do Bixiga 70 estão prestes a lançar seu próximo disco, mais uma vez batizado apenas com o nome da banda e mais uma vez com a capa assinada pelo mestre MZK. Os shows de lançamento acontecerão na choperia do Sesc Pompéia nos dias 16 e 17 de abril. Coisa fina!
Eis a matéria que fiz pra Ilustrada com o Cidadão Instigado sobre seu novo disco, Fortaleza, que sai em breve…

Cidadão Instigado aposta em rock pesado
‘Fortaleza’, novo disco da banda, bebe na fonte dos anos 70 e traz influências de grupos como Led Zeppelin e Pink Floyd
“Nossas raízes são essas”, explica Fernando Catatau sobre o acento setentista impregnado no quinto disco de sua banda, o Cidadão Instigado. “É o som que a gente sempre quis”. A espera pelo disco, que só para sair, é compensada na afirmação mais pesada do grupo: o épico Fortaleza, que chega à internet e aos palcos neste início de abril. A banda disponibiliza o disco para download gratuito ainda esta semana em sua página do Facebook (/bandacidadaoinstigado) e apresenta-se no palco do Sesc Pompeia na quinta (9/4) e sexta-feira (10/4) da semana que vem.
Fortaleza é o álbum mais ambicioso do Cidadão Instigado, cheio de riffs memoráveis, grooves de rock e coros de platéia. Saem os teclados do ensolarado Uhuuu! (2009) para a entrada de vocais e violões contemplativos. E, embora pesado em sua extensão, ele também traz momentos tranquilos e líricos.
O disco é o resultado final de um processo que começou em janeiro de 2012, quando a banda passou doze dias enfurnada em uma casa de praia de Icaraizinho de Amontada, próxima a Jericoacoara, no Ceará, arranjando as canções de Catatau.
Um ano depois se reencontraram no estúdio paulistano El Rocha onde gravaram as bases. “Continuamos laboratoreando”, emenda Catatau sobre as gravações que se seguiram entre os estúdios caseiros da banda até o início deste ano, quando foram gravados os vocais logo após o carnaval.
“Foi um processo parecido com a mudança entre o Ciclo da De:Cadência (de 2002) e o Método Túfo de Experiências (de 2005), de reinventar tudo”, conta o guitarrista, lembrado pelos outros integrantes sobre a época em que pensou até em mudar o nome da banda.
Mudanças
A mudança desta vez foi na formação: o guitarrista Régis Damasceno foi para o baixo, o baixista Rian Batista assumiu violões e teclados e o tecladista Dustan Gallas tomou conta da segunda guitarra.
Só Catatau, o técnico Kalil Alaia e o baterista Clayton Martin permaneceram nos mesmos lugares. A mudança traz novos e notáveis ares ao grupo.
Nesse processo surgiu o título do disco, que deu o rumo pesado da produção. A banda cita Led Zeppelin, Black Sabbath, Raul Seixas e Thin Lizzy como influências. Além, claro, do Pink Floyd, pois as gravações ocorreram ao mesmo tempo em que a banda fazia apresentações tocando a íntegra do clássico Dark Side of the Moon (1973).
“Começamos a reparar no desenho das músicas, como uma se encaixava na outra e como iam do estúdio para o palco”, explica Régis.
Clayton também fala sobre como mapa de palco do grupo inglês – que toca alinhado horizontalmente – ajudou o Cidadão a se reinventar ao vivo. O Pink Floyd também foi crucial para uma das assinaturas do novo disco, os arranjos vocais quase sempre naquele falsete de soft rock dos anos 70, que ficaram a cargo de Rian.
Declaração de amor
O nome da capital cearense inevitavelmente levou à composição da faixa-título, uma declaração de amor à cidade natal da banda, que ao mesmo tempo questiona os valores da sociedade atual (“Cidade marginal!”, canta dúbio Catatau).
“Não é uma música só sobre Fortaleza, fala do que aconteceu com o mundo todo, essa cara de banheiro de shopping de Miami. Eu sou o único paulistano da banda e vi isso acontecer no meu bairro, a Moóca”, reforça o baterista Clayton sobre a música que ainda conta com a participação do guitarrista Dado Villa-Lobos, do Legião Urbana, nos violões.
A referência à capital cearense quase trouxe o arcano hotel Iracema Plaza, para a capa do disco. Mas, como explica Regis, “o título não é um nome próprio, é um substantivo” e a banda optou pela capa preta com o nome da banda escrito em letras pontiagudas para enfatizar sua raiz rock e exigir o trono do gênero no Brasil. As credenciais estão à mostra.
FORTALEZA
Artista | Cidadão Instigado
Gravadora | independente
Quanto | grátis (www.facebook.com/bandacidadaoinstigado)
Shows | 9 e 10/4, às 21h30, Sesc Pompeia, r. Clélia, 93; tel. (11) 3871-7700; de R$ 9 a R$ 30.
Fortaleza dissecada
“Até que Enfim”
Baixo e bateria recebem o ouvinte com um galope à Saucerful of Secrets que ganha ares de velho oeste à entrada da guitarra e ao violão.
“Dizem que Sou Louco por Você”
Uma canção de amor que abre com um riff mortal e fecha com outro pesadaço.
“Os Viajantes”
Uma balada psicodélica com um solo cortante e vocais de Doobie Brothers.
“Perto de Mim”
“Ah se fosse assim eternamente eu só chorava…” Uma triste canção ao violão, que ganha ares de space rock graças às entradas das guitarras, teclados e vocais.
“Ficção Científica”
A paranoia de Catatau com os avanços tecnológicos traduz-se em uma faixa com várias facetas – pesada, dançante, lírica e alucinógena.
“Fortaleza”
“Minha Fortaleza ‘réia’ o que fizeram com você?”, pergunta o épico repente elétrico, apontando dedos para “os governantes” e “a elite” que desfiguraram a capital cearense.
“Besouros e Borboletas”
O “lado B” do disco abre com uma avalanche de groove lisérgico, que torna-se uma pacata canção para tocar na rádio AM, com todos os “u-uhs” e “a-ahs” que tem direito.
“Dudu Vivi Dada”
A bela balada melancólica – que também tem suas doses de riffs e arranjos vocais – é um dos melhores momentos do disco.
“Land of Light”
Um reggaeinho aparentemente inofensivo, é uma das gratas surpresas do disco – e ainda puxa a levada do samba-reggae em seu último minuto.
“Green Card”
Refrão para ser cantado em uníssono, riff de metal que conversa com timbres eletrônicos e guitarras que solam à distância, a faixa ironiza a fila para conseguir cidadania norte-americana.
“Quando a Máscara Cai”
Outra faixa bem pesada, é a segunda parte da faixa “Zé Doidim” do disco O Ciclo da Dê:Cadência, de 2002.
“Lá Lá, Lá Lá Lá Lá…”
O disco termina como se os Beatles fizessem uma faixa vocal sem letras para cantar o por – ou o nascer – do sol.

O Cidadão Instigado prepara-se para lançar seu quinto disco e, olha, vem uma pedrada aí…
A banda cearense lança seu disco no começo de abril nos dias 9 e 10 de abril, na Choperia do Sesc Pompéia. Os ingressos começam a ser vendidos na terça (online) e quarta (nas unidades do Sesc). Não perca.

É preciso tirar o chapéu pro senso de oportunidade desse ícone do pop brasileiro.
Madonna foi uma das principais atrações da premiação IHeartRadio, que aconteceu na semana passada em Los Angeles, nos EUA, mas quando ela revelou que a instrumentista que a acompanhava era Taylor Swift, aí não restou dúvidas que aquele foi o grande momento do evento.

