
E como eles haviam prometido, eis o disco novo do Cidadão Instigado, Fortaleza, que pode ser ouvido e baixado via Bandcamp, em que você sugere o preço que quer pagar pelo disco. Dá pra baixar o disco gratuitamente colocando o número 0 no valor desejado.
E pra quem não viu a matéria que fiz com a banda pra Folha, dá pra ler aqui.

Grimes aproveitou o primeiro de abril pra avisar que estaria abrindo a segunda parte da turnê de Lana Del Rey pelos Estados Unidos. Imagina um show desses…

Se não deu pro Johnny Marr vir pro Brasil no auge dos Smiths, talvez sua atual fase seja a melhor época de sua carreira – por isso é bola dentro do Festival da Cultura Inglesa. Explico o porquê no meu blog no UOL: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/03/johnny-marr-vem-para-o-brasil-na-hora-certa/
***

O Festival da Cultura Inglesa vem se confirmando como um dos principais eventos do calendário cultural de São Paulo graças a uma programação constante e coesa. Fui curador das duas primeiras edições em que o evento começou a trazer artistas britânicos para fazer shows gratuitos na cidade (em 2011 e 2012) e nas ocasiões trouxemos Franz Ferdinand, Miles Kane, Blood Red Shoes, The Horrors, We Have Band e Gang of Four. De lá pra cá o festival seguiu bem seu rumo, trazendo Kate Nash em 2013 e Jesus & Mary Chain no ano passado e, para 2015, sua principal atração é o guitarrista Johnny Marr.
Seu nome não é tão conhecido como seus riffs precisos que funcionavam como espinha dorsal para todas as músicas dos Smiths durante a curta existência da banda nos anos 80. Entre 1982 e 1987, a banda liderada por Morrissey e pelo guitarrista reescreveu a história do rock mundial como uma espécie de antítese à desenvoltura dos Rolling Stones – uma banda doce (nas melodias de Marr) e ácida (nas letras de seu vocalista) que reeducava a música pop para o nascimento da estética roqueira introvertida que com o tempo seria referida como indie.
E tudo isso antes de completar 24 anos – prodígio é pouco! O fato de ser lembrado pelo legado dos Smiths ofusca uma longa carreira como guitarrista convidado e session man que segue a tradição dos velhos músicos do início do século passado, que andavam quilômetros sozinhos apenas com seus instrumentos, prontos para tocar com quem viesse pelo caminho.
Marr tocou e gravou com quem quis: Bryan Ferry, Talking Heads, Paul McCartney, Beth Orton, Everything but the Girl, Oasis, Crowded House, Pet Shop Boys, Pharrell, Beck, Jane Birkin, Cult, Lydia Lunch, Black Uhuru, Sandie Shaw, além de criar grupos passageiros com integrantes de bandas como Radiohead, Pearl Jam, Kula Shaker, Echo & the Bunnymen e o filho de Ringo Starr (Zak). Fundou o Electronic com o Bernard Sumner do New Order, foi integrante oficial por curto período de bandas tão diferentes como The The, Pretenders, Cribs e Modest Mouse e participou da trilha sonora de Inception, de Christopher Nolan.
Ao atingir o primeiro escalão do rock na tenra idade, Johnny Marr saiu dos Smiths e passou a trilhar os caminhos que quis no mundo do topo do pop dos últimos trinta anos. Antes de completar 50 anos, em 2013, assumiu sua carreira solo e desde então lançou dois discos, The Messenger e Playland, este último inspirado no livro Homo Ludens, do historiador holandês Johan Huizinga, que discute a importância do jogo no desenvolvimento da cultura humana. Os discos não são brilhantes mas estão longe de serem medianos e funcionam como credenciais para Marr seguir desbravando o planeta com sua munheca mole conduzindo sua indefectível guitarra. E sem nenhum drama em relação ao passado, sempre tocando hits dos Smiths e do Electronic em suas apresentações.
E assim ele chega mais uma vez ao Brasil, depois de uma grata apresentação à tarde no Lollapalooza do ano passado, desta vez como atração principal de um evento. O timing é perfeito: Marr está escrevendo sua autobiografia (“chegou a hora de contar a minha história”, disse à Rolling Stone) e começa a falar sobre dirigir seu primeiro filme, como revelou à BBC, sem dar maiores detalhes.
Esperto, Marr pode estar preparando também um filme para acompanhar o lançamento da autobiografia, que ele mesmo está escrevendo, sem ghostwritter, como disse na mesma entrevista à BBC em que também falou que já escreveu um terço do livro, que será lançado no segundo semestre de 2016. Marr também revelou que irá “honrar os Smiths” no livro, que ainda não tem título.
Assistiremos, portanto, o show de Johnny Marr num momento de reflexão sobre a própria carreira que pode render bons frutos, como esta recente versão que ele gravou para um clássico de outra banda contemporânea sua, “I Feel You”, do Depeche Mode.
O show de Johnny Marr acontecerá no dia 21 de junho, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Mais um ponto a favor do filme Ex-Machina,, a estreia do escritor e roteirista Alex Garland na direção, é a presença da dupla Geoff Barrow e Ben Salisbury na trilha sonora. Barrow, do Portishead, é velho comparsa do compositor Salisbury e juntos fizeram a ótima trilha sonora para o filme inexistente Drokk, ambientado no universo scifi britânico que John Wagner e Carlos Ezquerra inventaram para o Juiz Dredd. Agora eles voltam para os climões pesados e sombrios sob outra ótica: a da inteligência artificial. Dá pra ouvir a trilha inteira aí embaixo:

Vamos começar abril chacoalhando os quadris e cantando sem parar? Recepcionamos o novo mês e o outono ao receber as meninas do Batom Vermelho. Mesmo desfalcadas de Renata Miranda, que agora é mestra no velho continente, Camila Regis e Giovana Sanchez reúnem clássicos do rock, pérolas indies e hits pop que fazem jus à ja tradicional discotecagem no inferninho da rua São Luiz. Vem dançar com a gente!
Noites Trabalho Sujo apresenta Batom Vermelho
Com Alexandre Matias, Camila Regis e Giovana Sanchez
Sexta-feira, 3 de abril de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

Tardinha boa de outono…
Juan Garcia Esquivel – “Whatchamacallit Esquivel!”
Cícero – “A Praia”
Jamie xx + Romy Madley-Croft – “Loud Places”
Mini Mansions + Alex Turner – “Vertigo”
Alvvays – “Archie, Marry Me”
Nação Zumbi – “Novas Auroras”
Lorde – “Tennis Court (Flume Remix)”
Courtney Barnett – “Depreston”
Yumi Zouma – “Song For Zoe & Gwen”
Lana Del Rey – “Florida Kilos”
Ava Rocha – “Transeunte Coração”
Criolo – “Pegue Pra Ela”
Sinkane – “Young Trouble”
Thiago Pethit – “Voodoo”
Strausz + Ledjane Motta + Maria Pia – “Não Deixe De Alimentar”
Vem!

O encontro foi tão épico que além do selfie com David Lynch, o vocalista dos Flaming Lips também postou uma foto dele tirando o selfie com o cineasta lóki.

Eis outra novidade de 2015: o Leftfield, clássica dupla eletrônica dos anos 90 que voltou à ativa como o projeto solo de um de seus integrantes Neil Barnes, irá lançar seu primeiro disco desde Rhythm and Stealth, de 1999. Alternative Light Source deverá ser lançado em junho e o grupo já antecipou o bate-estaca com a faixa “Universal Everything”.
Aproveitando sua vinda para o Brasil com a Banda do Mar, Marcelo Camelo, que está morando em Lisboa com Mallu Magalhães, lança sua primeira faixa solo desde o novo projeto com a jovem musa. A instrumental “Pazpazpazpazpazpaz” tem as mesmas influências de western spaghetti e surf music da Banda do Mar, mas as motivações são diferentes, como ele explicou no Facebook:
“Essa vai pra quem ja foi agredido, violentado na sua individualidade. Pra quem já teve no seu corpo, morada da alma, a presença imposta por alguém mais forte, mais oportuno, mais violento. Às mulheres, gays, travestis, crianças, homens. Ao rapaz de São Carlos na capa da Uol. Aos homossexuais espalhados por todo país. Aos pobres, ricos, grandes e baixos, fortes e fracos. A todos que um dia perderam a autonomia irrevogável do seu próprio corpo pra alguém que sentiu-se neste direito. Essa vai pra que não tenhamos vergonha. A vergonha não é sua. Não tenham vergonha. Não tenham vergonha do que sofreram. Não tenham vergonha diante do seu agressor, nem diante dos que fazem piada da sua dor, do seu medo, dos que aproveitam da sua história pra rir por alguns minutos e se imaginam fora e acima dos problemas.
Existe um lugar melhor nesse mundo e é pra lá que estamos indo.
Vamo?”
![]()
ANALÓGICODIGITAL – TRABALHO SUJO + VENENO SOUNDSYSTEM
Madrugada da Paixão – Quinta, 2 de abril de 2015 – Véspera de feriado
Só entra qm mandar nome para o email noitestrabalhosujo@gmail.com
A última vez que conduzimos nosso experimento de concentração de boas vibrações durante uma madrugada era terça-feira de carnaval e recebíamos 2015 no antológico reencontro gongórico das forças telúricas das Noites Trabalho Sujo e do Veneno Soundsystem revivendo as célebres noites ANALÓGICODIGITAL na rediviva Associação Brasileira de Empresários de Diversões no centro da maior cidade da América do Sul. Passada a quarentena, nos reencontramos mais uma vez para mais uma virada noturna de delírio e prazer desenfreados, quando os arqueólogos do registro sonoro em bolachas pretas Ronaldo Evangelista e Peba Tropikal recebem a ilustre presença do jovem mestre Yoka, do clã Somatória do Barulho, e o quarteto das Noites Trabalho Sujo Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli mais uma vez se unem para contar a segunda década do século passado reativando a memória afetiva de gerações. Para participar desta nova madrugada da paixão não esqueça de inscrever-se pelo endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com, única possibilidade de ingresso nesta transição épica de felicidade em movimento.
ANALÓGICODIGITAL – MADRUGADA DA PAIXÃO 2015
Noites Trabalho Sujo (Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli) conta a história da música pop em ordem cronológica e Veneno Soundsystem (Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista) recebem Yoka (Somatória do Barulho)
Quinta, 2 de abril de 2015
A partir das 23h30
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com
