
Começou com um anúncio através da página do Facebook do Twin Peaks Festival neste domingo:
We just received the this message from David Lynch's office:Dear Facebook Friends, David wanted me to pass along the…
Posted by Twin Peaks Festival on Domingo, 5 de abril de 2015
Depois as mesmas frases foram repetidas em uma série de tweets.

Em outras palavas, o Showtime não pagou o quanto o David Lynch havia pedido para escrever e dirigir a nova temporada da série, que deveria ir ao ar no ano que vem, quando o seriado completar 25 anos. Mas… como continuar Twin Peaks sem David Lynch?

Não é um mashup e sim a nova faixa da cantora de “Call Me Maybe” que foi produzida pelo autor do ótimo Cupid Deluxe, Dev Hynes, que também conhecemos por Blood Orange. Quem também participou da produção foi o midas Ariel Rechtshaid, que já trabalhou com as Haim, Solange e Sky Ferreira, sempre em busca do pop perfeito. Desta vez, a música dá uma sossegada – e cai muito bem…

Calma que tudo nesse dog é doce: o pão é de donut, em vez da salsicha vai um churros e, por cima, frozen yogurt com caldas de chocolate e caramelo. Detalhe que o pessoal do estádio do time de beisebol Arizona Diamondbacks, onde essa bomba de açúcar foi inventada, usou frozen em vez de sorvete para não ultrapassar a barreira das duas mil calorias.
New to Chase Field this year: the Churro Dog. pic.twitter.com/drUK3rITxX
— Arizona Diamondbacks (@Dbacks) March 4, 2015

Perdeu aquela matéria sobre a economia no telejornal de hoje? Tudo bem: Charlie Brooker, o criador de Black Mirror, resume todas elas no no vídeo a seguir.

Mais uma madrugada antológica na Trackers com outra daquelas Analógicodigital de ficar na memória. Pra quem não lembra de nada as fotos da Bárbara ajudam a dar uns flashbacks.

O filme que conclui uma das séries mais alto astral que existem vai estrear no meio do ano – e lá no meu blog do UOL eu expliquei porque acho que essa é a deixa perfeita pra você assistir a Entourage: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/04/assista-a-serie-entourage-antes-que-o-filme-estreie-nos-cinemas/.
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Turtle (Jerry Ferrara), Ari Gold (Jeremy Piven), Vincent “Vince” Chase (Adrian Grenier), Eric “E” Murphy (Kevin Connolly) e Johnny “Drama” Chase (Kevin Dillon)
A praticidade digital mudou também a nossa forma de assistir TV – e isso é um dos grandes responsáveis pela ótima fase que a produção para o formato vem atravessando, especialmente no que diz respeito a seriados. Tanto que a dúvida sobre que nova série assistir tem se tornado cada vez mais frequente, à medida em que encerramos cada novo ciclo de episódios e temporadas.
Pois se você ainda não viu Entourage, a hilária comédia da HBO sobre os bastidores de Hollywood, a hora certa para tirar esse atraso é agora. O seriado, que foi produzido entre 2004 e 2011, finalmente será concluído este ano, quando um longa metragem funcionará como season finale cinematográfico para uma série sobre cinema. A previsão de estreia do filme no Brasil é o dia 13 de agosto, por isso pode parecer meio inviável assistir a oito temporadas de uma série em menos de um semestre. Mas Entourage é tão legal que seus episódios de menos de meia hora podem ser assistidos enfileirados e em duas horas assiste-se a cinco ou seis episódios sem muito esforço. Culpa da qualidade da série.

Entourage conta a história de Vincent Chase (vivido pelo galã Adrian Grenier), um ator revelação que sai de Nova York para tentar o sucesso em Los Angeles cercado por sua “comitiva” de amigos, a entourage do título. A premissa da série é o grupo de poucos chegados que cerca qualquer celebridade em seus dias de glória, que no caso de Chase são seus amigos de infância.
O insuportável Eric Murphy (Kevin Connolly) é o melhor amigo de Vincent e por ter um pingo de experiência profissional a mais que seus amigos (foi gerente de uma pizzaria em Nova York) passa a ser o empresário do ator. O patético Johnny Chase é o meio-irmão mais velho do ator que tenta a fama depois do breve sucesso no seriado Viking Quest – enquanto isso não acontece, assume os papéis de segurança, personal trainer e cozinheiro do irmão. O gordinho Salvatore Assante (Jerry Ferrara) completa o time sem ter uma função definida, agregado pela amizade e faz as vezes de motorista ou arruma maconha quando seus amigos precisam. Os três – mais conhecidos pelos apelidos E, Drama e Turtle, respectivamente – são a base de sustentação emocional de Vincent, que não se deslumbra com o sucesso e só quer viver a vida sem se preocupar. O vínculo entre os quatro, que vai crescendo à medida em que as temporadas avançam, é a liga que sustenta a série.

Além dos quatro, a série também conta com um dos melhores personagens de comédia deste século, o psicótico agente de Chase, Ari Gold, numa performance exemplar de Jeremy Piven que vai melhorando à medida em que a série avança. Piven, um ator de terceiro escalão, aproveitou a oportunidade de viver um personagem exageradamente desbocado e caricato e encontrou o papel de sua vida. Ari Gold é daqueles personagens que pedem uma série só pra ele.

A série foi produzida pelo ator Mark Wahlberg, cuja turma de amigos inspirou cada um dos personagens. Esta conexão também foi responsável por trazer ao seriado um desfile de atores famosos e personalidades do primeiro time da indústria do entretenimento em participações especiais, em muitas vezes vivendo eles mesmos. Por Entourage já passaram nomes como James Cameron, Sydney Pollack, Kanye West, Dennis Hopper, Michael Phelps, M. Night Shyamalan, Martin Scorsese, Eminem, Stan Lee, Sasha Grey, Bono, Seth Green, Mandy Moore, Peter Jackson, Gus Van Sant, Matt Damon, Mike Tyson e o próprio Wahlberg, várias vezes.
E mais do que uma série divertida, Entourage é alto astral. Quase todos os episódios terminam com os amigos comemorando mais uma vitória, seja um contrato milionário, uma conquista amorosa ou uma festa de arromba. Mesmo quando tudo dá errado, a amizade dos quatro é motivo para que eles continuem fazendo o que fazem.
Ao optar encerrar sua história com um longa metragem, Entourage encerra também as metapiadas sobre o estilo de vida em Hollywood. O seriado sempre ironizou tanto as hipérboles dos blockbusters quanto o purismo artístico de produções independentes, além de exibir caricaturas grotescas de personalidades do mundo do cinema, como atores que vivem bêbados ou chapados, viciados em sexo, empresários vingativos, atores mirins de boca suja, executivos psicóticos, zens de araque, groupies de todos os sexos e alpinistas sociais. Ao ir ele mesmo para a telona, aproveita a mudança de ambiente para atingir patamares ainda mais altos de produção, que se reflete nas carreiras dos personagens, todos vivendo momentos profissionais improváveis para quem os viu no início do seriado. A transição transmídia neste caso ainda tem um toque autorreferencial. O filme é dirigido pelo criador da série, Doug Ellin.
O trailer do Entourage, divulgado na semana passada, acaba entregando o destino dos personagens para quem nunca viu a série, mas dá uma boa ideia de qual é a onda do filme, além de enfileirar todas as celebridades que fazem pontas neste enorme último capítulo. Sugiro assistir depois de ver a série inteira.
No Brasil ela pode ser vista através do HBO Go, o serviço de vídeo on demand da HBO.

O que a capa do novo disco do Tame Impala tem de brega, o novo single tem de doce. O grupo australiano revelou a horrenda capa de Currents neste domingo e ela parece que foi encomendada para o designer Hans Donner. Mas pra compensar, “‘Causa I’m a Man”, a segunda faixa de seu novo disco que aparece na rede (a primeira foi “Let it Happen”), vai para um lado soul que tem mais a ver com a versão que eles fizeram pra “Stranger in Moscow” do Michael Jackson do que com sua discografia anterior. Ficou bem foda, mas não pra ter a menos idéia pra onde eles vão.

Esqueci de comentar o trailer do novo Mad Max, que zera a história original para erguer a Cúpula do Trovão no comboio incessante do segundo filme da série (o melhor).
Fora o excesso de filtros de laranja, o que dá pra sacar é que baixou um Robert Rodriguez no australiano George Miller, que parece mais interessado nos excessos provocados pela conjunção de velocidade e violência do que propriamente em contar uma história. Não que haja algum problema nisso… Agora é torcer pra ver se o Tom Hardy faz jus ao papel que é eternamente de Mel Gibson.

Aproveitando o relançamento dos três primeiros vinis do Ira!, o site Azoofa (esse nome é muito feio, broder) fez uma longa entrevista com o Nasi, que comentou sobre a relação do Psicoacústica com o nascimento do mangue beat:
“Foi um disco que decepcionou não só as rádios e a gravadora, mas também parte da crítica, que classificou o Psicoacústica como um disco pretensioso. Tipo: ‘Quem são esses caras aí pra misturar maracatu com rap e rock?’. Até hoje vejo o cara que falou isso aí assinando diversas resenhas. Mas de certa forma, despretensiosamente, Advogado do Diabo acabou sendo a base do manguebeat. Não que fizemos a música e dissemos: “Estamos aqui inaugurando o manguebeat!”. Não, mas eu falei pro André: “Você é pernambucano, conhece a levada do maracatu, faz no pandeiro! Vamos fazer um rap, vamos colocar guitarra, um scratch!” Na época eu chamei o Thomas Pappon, ex-baterista do Voluntários e que hoje é jornalista da BBC, pra fazer o release do Psicoacústica. Ele fez um release todo cheio de frescura, mas um outro jornalista me disse que o Thomas riu pra caralho do disco, que achou uma bosta! Lembro de ir com o André na casa dele, picar o release e jogar na cara dele. Vai se fuder, você não e obrigado a gostar! Se você não gostou, não faz um release falando da rebimboca da parafuseta! Tudo isso é só pra dizer que é um disco que não passou batido! (…) Quando nós conhecemos o Chico Science, não existia Nação Zumbi. Conheci o Chico quando ele tinha o Loustal ainda (embrião da Nação Zumbi, formada em 1989 por ele, Lúcio Maia e Dengue). Ele trabalhava, inclusive, num balcão da Vasp, ainda! Eu já trabalhava com rap e ele veio falar, certa vez: ‘Sou fã de rap, gosto do Thaíde, que você produziu…’.”
Leia a entrevista inteira lá no site deles.

O excelente blog Every Frame a Paiting faz, há um ano, ensaios em vídeo para celebrar a magia do cinema e a técnica da edição para contar histórias. Para comemorar o aniversário, o californiano Tony Zhou, dono do site, abriu sua caixa preta e explica a relação de seu site com minha obra-prima favorita de Orson Welles, F for Fake: