
Era pra ser engraçado, mas ficou só melancólico…
…a fila anda, afinal.

O guitarrista carioca Gabriel Muzak é mais conhecido pelos trabalhos que faz com outras bandas e artistas – é integrante do Rockz, fundador do Funk Fuckers e segura as seis cordas nos Seletores de Freqüência do BNegão -, mas tem uma carreira solo digna de atenção – seu Bossa Nômade, de 2004, é um dos meus discos nacionais favoritos da primeira década deste século. Mas depois do primeiro disco, ficou adiando o segundo por um tempão, até conseguir lança-lo este ano. Quero Ver Dançar Agora segue a linha do disco de estréia, quebrando barreiras entre gêneros musicais com um sotaque especificamente carioca e uma guitarra reinventada que mistura blues, samba, funk e rock sem que estes gêneros estejam evidentes à primeira audição. Ele apresenta seu disco novo em São Paulo hoje, no Grazie a Dio. Separei a faixa-título abaixo pra você sentir o drama:
Se curtir, recomendo o disco inteiro, que o Bruno disponibilizou lá no URBe, saca só:

Esse groovezinho, essa malemolência…
Love Unlimited Orchestra – “Love’s Theme”
Daft Punk – “Lose Yourself to Dance”
Justin Timberlake – Take Back The Night
Tim Maia – “A Fim de Voltar”
Marvin Gaye – “Got to Give It Up”
Poolside – “Why You Wanna”
Claudja Barry – “Love for the Sake of Love”
Silver Connection – “Fly Robin Fly”
Rose Royce – “Car Wash”
Sister Sledge – “He’s the Greatest Dancer”
Will Smith – “Getting Jiggy with It”
Indeep – “Last Night a DJ Saved My Life”
Chemical Brothers – “Hey Boy Hey Girl”
Knife – “Heartbeats”

Leva pouco limão, picles e bacon, mas mesmo parece bonzaço (vodca de jalapeño? Hmmm…).
Pacolli que me falou.

Amanda Seyfried vive a primeira popstar do cinema pornô, num filme que reuniu um senhor elenco (com a participação de Chlöe “Brown Bunny” Sevigny e Sharon “Instinto Selvagem” Stone, atrizes que exploraram os limites entre o cinema comercial e a pornografia) e já vem coberto de elogios, olha o trailer aí embaixo:

O homem mais procurado do mundo hoje é norte-americano e deu uma coletiva nessa sexta-feira, em Moscou.
A íntegra da declaração que deu antes da entrevista coletiva segue abaixo, em inglês, e é a primeira vez em que ouvimos sua versão dos fatos. E, como de praxe, se alguém quiser traduzir, basta colar nos comentários que eu atualizo aqui: A Lia traduziu (valeu Lia!) e o texto segue logo abaixo do vídeo com a íntegra do áudio:
“Oi. Meu nome e Ed Snowden. Pouco antes de um mês atras, eu tinha uma família, um lar no paraíso, e eu vivia confortavelmente. Eu tinha também a capacidade, sem nenhum mandato de busca para apreensão, ler toda sua comunicação. Comunicação de qualquer pessoa, a qualquer momento. Esse e o poder que muda os fatos das pessoas.
E uma violação seria da lei. A 4a. e a 5a. Emenda da Constituição do meu pais, artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e inúmeros estatutos e tratados proíbem os sistemas em massa de vigilância generalizada. Enquanto a Constituição dos EUA marcam esses programas como ilegais, meu governo discute essas secretas leis de corte, onde o mundo não e autorizado a ver,e de certa forma, legitima um acordo ilegal. Essas regras simplesmente corroem a mais básica noção de justiça – isso tem que ser visto e ser feito. A imoralidade não pode ser moral pelo uso da lei do segredo.
De acordo, eu fiz o que achava certo e comecei uma campanha pra corrigir o que estava errado. Eu não estou procurando enriquecimento pessoal. Eu não procurei vender os segredos dos EUA. Eu não fiz parceria com nenhum governo para garantir minha segurança. Ao invés disso, eu levei o que eu sabia ao publico, para o que afeta a nos todos, possa ser discutido por nos na luz do dia, e pedir ao mundo justiça.
Essa decisão moral de dizer ao publico sobre espionagem e os efeitos em todos nos tem custado caro, mas era a coisa certa a ser feita, e eu não me arrependo.
Desde então, o governo e o serviço de inteligencia americana estão tentando me pegar como exemplo, avisando todos os outros que talvez possa fazer algo como eu fiz. Eu tenho sido considerado sem estado e tenho sido caçado pelo meu ato de expressão politica. O governo americano me colocou fora das listas de voo. Demandou que Hong Kong me mandasse de volta, fora do que diz a lei, violando diretamente os princípios de não-repulsão – A Lei das Nações. Tem ameaçado com sanções países que decidam defender meus direitos humanos e o asilo das Nações Unidas. Tem agido de forma sem precedentes, ordenando aliados militares a forcar o pouso de avião de um presidente latino-americano para fazer buscas de um refugiado politico. Essas perigosas escalações representam uma ameaça não somente a dignidade da America Latina, mas ao básico direito compartilhado por cada pessoa, cada nação, de viver livremente sem perseguições, e procurar e conseguir asilo.
Desde então essa clara agressão de proporção histórica, países ao redor do mundo tem oferecido suporte e asilo. Essas nações, incluindo Russia, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador, tem minha gratidão e respeito for terem sido os primeiros a estarem contra a violação dos direitos humanos, tomada pelos poderosos, ao invés dos sem poderes. Ao negarem a comprometerem seus princípios com a intimidação, eles ganharam o respeito do mundo, Minha intenção é viajar para cada um desses países para mostrar minha pessoal gratidão e obrigado ao seu povo e seus líderes.
Eu anuncio hoje minha formal aceitação a todas as ofertas de suporte e asilo que se apresentaram e aos que possam ser oferecidos no futuro. Com, por exemplo, o asilo oferecido pelo presidente da Venezuela, Maduro, meu status de asilado agora formalizado, nenhum estado tem o direito de interferir no meu direto de ir para meu asilo. Como podemos ver, pelo menos, são alguns governos da Europa Ocidental e America do Norte demonstrando vontade de agir fora da lei, e esse comportamento persiste ainda hoje. Esses fora-da-lei ameaçam fazer o impossível para que eu possa viajar para a America do Sul e possa ser asilado, conforme foi concedido la e de acordo com os nossos direitos compartilhados.
Essa vontade dos poderosos estados de agir extra-ilegal representa uma ameaça a todos nos, e não deve ser permitida. De acordo, eu peco a sua assistência nos pedidos de garantias de uma passagem segura pelas nações relevantes em assegurar minha segurança na viagem para a America do Sul, e também do meu pedido de asilo na Russia, ate que esses estados acessem a lei e a minha viagem permitida legalmente. Eu vou mandar meu pedido para a Russia hoje, e espero que seja aceito favoravelmente.Se você tem algum questão, eu vou responder o que eu puder.
Obrigado.”
O original, em inglês, vem a seguir:

E por falar nos beasties, Paluga descolou o vídeo da íntegra da última apresentação do trio ao vivo, antes do diagnóstico do câncer que matou Adam Yauch, no dia 12 de junho de 2009, na última noite do festival de Bonnaroo daquele ano. O show e o setlist seguem abaixo:

Toco mais uma vez nessa sexta e desta vez minha convidada vem de Curitiba – a Sol Lingnau é residente na festa Tied to the 90s, no clássico James, na capital paranaense e desta vez não fica presa a uma só década, como você já sabe pelo cardápio musical da melhor sexta-feira de São Paulo. Por isso tome eletrônica, indie rock, dance music, rock clássico, disco music e soul para não deixar ninguém parado. O caminho das pedras pode ser descoberto na página do evento no Facebook ou no site do Alberta, não tem erro. E para incluir seu nome na lista de desconto, mande-o para o email noitestrabalhosujo@gmail.com, mande seus até às 20h. Ah, essa noite…
