

Páginas do clássico Lou Reed & the Velvets, a primeira publicação sobre o Velvet Underground para além das resenhas de discos e shows em revistas e jornais. Na verdade, era pouco mais do que fanzine publicado em 1973 por Nigel Trevena na Inglaterra, e além da versão em quadrinhos feita pelo autor do livro, a publicação ainda trazia a biografia da banda e outros comentários, como a publicação da letra de “The Gift” como um conto e a opinião de Lou Reed sobre bandas e artistas contemporâneos, abaixo:

E por falar no Velvet, que tal essa versão feita para “I’m Waiting for the Man” com a cantora francesa Vanessa Paradis (autora da canção que originou “Vou de Táxi”, da Angélica; ícone teen francês aos 14 anos)? Na guitarra, o ator e futuro marido Johnny Depp:

Wado apresentou seu Vazio Tropical ao vivo esta semana em São Paulo, no Sesc Pompéia, e recebeu Cícero, Camelo e Marcelo Frota, do Momo (e Fafá de Belém!), em canções que foram registradas em vídeo abaixo, pelo Mac:

Paul McCartney voltou a se reunir com os integrantes vivos do Nirvana para mais uma sessão ao vivo, na sexta da semana passada, no bis do show de sua turnê Out There. Estava passando por Seattle e chamou Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear para repetir a versão da música que fizeram juntos no final do ano passado (a fraca “Cut Me Some Slack”) e tocar músicas dos Beatles (“Helter Skelter”, “Get Back”, “The End” e uma versão para “Long Tall Sally”, de Little Richards, que também foi gravada pelo quarteto inglês). Veja os vídeos aí embaixo:

E por falar no Cuarón, ele produz e dirigiu o primeiro episódio da nova série de J.J. Abrams, chamada apenas de Believe:
Resta saber se a história dessa menina tem mais a ver com o “save the cheerleader save the world” do Heroes ou com o Touch, com Kiefer Sutherland.

Um dos melhores diretores da atualidade (o mexicano autor de Y Tu Mamá También e produtor do Labirinto do Fauno, dirigido pelo Del Toro), Cuarón é autor de um dos grandes filmes de ficção científica deste século, Filhos da Esperança, e está às vésperas de lançar sua segunda incursão no gênero, chamada apenas de Gravity, e com George Clooney e Sandra Bullock no elenco. Veja o trailer abaixo:

Mundos se chocam quando Caetano Veloso resolveu comentar os protestos contra o governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro em sua coluna n’O Globo deste domingo. No meio de um comentário sobre a estética dos Mídia Ninja (Caetano, né?), ele joga os olhos pra cima do Rafucko:
Na verdade, Arto me enviou três links: dois da Mídia Ninja (suponho: o segundo se chamava ninja2) e um do Black Bloc. Este no Twitter. Havia uma série de posts criticando a polícia, ridicularizando o governador, atacando a imprensa — sobretudo a TV Globo — e estimulando os eventuais leitores a protestar na chegada do Papa. As imagens da ninja1 eram puro expressionismo abstrato, com fragmentos sucessivos de objetos inidentificáveis captados em meio a algum movimento — embora o som fosse claro e inteligível. A pessoa que segurava a câmera comentava o que via. A truculência da polícia, sua covardia, era sublinhada. Fui para a ninja2. A imagem era mil vezes melhor. O câmera-narrador também frisava que a polícia atacara sem muita razão para isso. Era bastante bonito porque o jeito desse narrador era o de um partícipe, não o de um repórter externo ao ato ou isento. Sentia-se o gosto da aventura. Tudo muito juvenil. Ao lado das imagens corriam posts curtos com perguntas, encorajamentos e observações. “Bombinha de São João. Nada comparado às bombas deles”. Uma moça se aproxima e diz, emocionada: “prenderam o Rafuco”. Ao que o câmera e seus próximos reagem com preocupação. Logo vejo nos posts que o nome se escreve Rafucko: todas as pessoas que postam o conhecem. Uma se oferece para consolá-lo. Imagino que seja o Cohn-Bendit de 2013. Todos decidem ir para a 14ª DP, para onde Rafucko tinha sido levado. Na porta, em meio à confusão, um pai que veio buscar o filho que fora preso diz que há manipulação política e que Garotinho está por trás da incitação à baderna. Ligo a TV e vejo o contraponto na GloboNews. No Panamá, armamento pesado (e antiquado) foi encontrado em navio norte-coreano vindo de Cuba. Depois acho o Rafucko na web. Muito engraçado e muito legal. No link do Black Bloc vejo um vídeo do cara “viciado em manifestação”. Uma amiga (ou irmã) tenta libertá-lo da compulsão com gás lacrimogêneo numa bombinha para mantê-lo em casa. Ele repete slogans.
E assim, numa canetada, um humorista de internet torna-se o equivalente à face pública dos acontecimentos de maio de 1968 em Paris – mesmo que seja só ironia, é forçar a barra. Afinal, tudo que Rafucko fez foi ser preso durante um protesto – e usar sua pequena fama online para denunciar isso:
Cuidado Rafucko, senão já já você vira tema de canção…

A associação de “Get Lucky” com a fase disco music de Michael Jackson foi tema de vários comentários e mashups, mas o mestre da fusão de hits Gregg Gillis cogitou a mutação do hit do Daft Punk com “Remember the Time” e ficou finíssimo…
…outro mashup apresentado no mesmo show no início da semana passada misturou “Black Skinhead” (do disco novo de Kanye West) com “Beautiful People” do Marilyn Manson. Além de melhorar consideravelmente as duas músicas, a proposta ainda traça uma proximidade do MC hipster com o gótico chic do fim do século passado.

O que acontece quando um experimento pop se encontra com os grooves da soul music? Foi pensando nessa conjunção astral que a nova edição da Noite Trabalho Sujo chamou os DJs da Talco Bells para transformar aquele andar mágico no centro de São Paulo em um happening coletivo em prol do alto astral. Nossa acabação feliz do bimestre começa a partir das 23h45 deste sábado, dia 20 de julho, na sede da Associação Brasileira de Empresários de Diversões também conhecida como Trackers (R. Dom José de Barros, 337), no centro da cidade de São Paulo, maior cidade da América Latina. Quem se dispor a conferir ao vivo, basta desembolsar R$ 25 até a 1h da manhã ou R$ 30 a partir deste horário. Sua presença deverá ser anunciada através do email: noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do dia citado.
Vai ser épico!
Repetindo:
TRABALHO SUJO + TALCO BELLS
DJs: Alexandre Matias, Luiz Pattoli, Babee e Danilo Cabral (Trabalho Sujo); Elohim Barros, Filipe Luna e Bruno Torturra (Talco Bells)
Sábado, 20 de julho de 2013
R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
A partir das 23h45.
Entrada: R$ 25 (até a 1h) e R$ 30 (em diante) apenas com nome na lista através do email noitestrabalhosujo@gmail.com

Eis mais um clipe do disco novo de David Bowie, desta vez sem participações especiais, apenas com o próprio autor tocando guitarra sozinho em uma fábrica abandonada – e expostos em closes que tornam a canção mais tensa do que sua versão sem imagens.
É o quarto vídeo de Bowie de seu novo disco, The Next Day (“Where Are They Now?“, “The Stars (Are Out Tonight)” e a faixa-título o precederam), lançado dois meses após um inesperado anúncio no início do ano. Com a dita saúde frágil atual do inglês nos últimos anos (que levaram a especulações inclusive sobre sua morte iminente), torna-se cada vez menos provável que ele finalmente volte aos palcos. Mas a velocidade de produção de novos clipes de músicas do disco lançado em março cogita a possibilidade de uma “turnê” via YouTube, dissecando o próprio disco em vídeos que, mesmo com rumos próprios e sem vínculo direto entre si, mantém uma linguagem visual específica. Além de ser um jeito de reforçar o sentido do formato álbum (em que toda música é importante) e de prolongar sua exposição e vida pública.
Sound and vision, afinal.