
Assistiu? Gostou? Aproveita enquanto dá pra ver o episódio todo aí embaixo. Já era o link.

Sim, essa é a capa do disco novo do Amarante, que já está à venda no iTunes e no Soundcloud:
Ele escreveu uma carta para acompanhar o primeiro álbum, leia abaixo:

Outro disco novo que pintou hoje – o novo do Bonifrate. Coisa fina!
Dá pra baixar lá na Vice.

E por falar em disco novo, o segundo disco do Jeneci tá vindo aí. Produzido pelo Kassin com o Adriano, De Graça começa a dar as caras a partir de agora, com o lançamento de sua faixa-título, que dá a medida do que aconteceu no encontro dos três.

E falando no ruivo, meia horinha de show do Amarante no início deste ano, quando ele abriu para o Devendra no Fonda Theatre, em Hollywood, Los Angeles, no dia 16 de maio desse ano. Um show pianinho, que parece antecipar o disco que vem aí. A foto é da Debi Del Grande e o show pode ser baixado inteirinho no Un Peu de Joie. O setlist segue abaixo:

Amarante começa a mostrar seu primeiro disco solo nesta semana, com três shows no Sesc Pompéia (quinta, sexta e sábado) abrindo uma longa turnê que, em outubro, ainda passa por Brasília (dia 5), Curitiba (12), Recife (18), Salvador (20), Floripa (31) e continua em novembro por Porto Alegre (2) e Rio de Janeiro (9). O disco começa a ser vendido digitalmente nesta segunda-feira, o CD e o vinil vêm em seguida.

O Bixiga 70 lançou seu segundo disco na semana passada no Sesc Pompéia – e pude comparecer à segunda noite (que o tecladista e arranjador Maurício Fleury arriscou dizer que estava melhor do que a primeira). Não há dúvida: a banda é uma das melhores coisas que aconteceram à música instrumental brasileira nesta década e é nítido que já deixaram a primeira fase – em que eram apenas a única banda de afrobeat de São Paulo – para trás. É claro que o caldeirão de grooves temperado pelo Bixiga ainda tem sabor inevitavelmente afro – culpa da percussão e time de metais -, mas agora eles estão rumo aos afluentes do fluxo principal, quando a Mãe África começa a parir a música caribenha, a cúmbia sulamericana, os ritmos jamaicanos, a black music dos EUA e o tapeçaria de referências de nossa música brasileira – há ecos de Tom Jobim, João Donato e Eumir Deodato na mesma medida em que pitadas de carimbó e guitarradas. A proeminência das guitarras chama atenção principalmente quando Maurício deixa os teclados e assume o dueto elétrico com o guitarrista Cris Scabelo, deixando os arpejos highlife conversarem com guitarras caribenhas e dedilhados paraenses. A mobilidade dos metais pelo palco – que ora vêm à frente para solar, ora agem como grupo e cercam determinados integrantes da banda – é contagiante e o público deixa-se levar. O amálgama de gêneros ferve num calor em que até Luiz Gonzaga soa psicodélico sem parecer alheio àquela poção que borbulha no palco. Um show de purificação que funciona como um santo remédio. Veja uns vídeos que fiz aí embaixo:

No dia 22 de setembro de 2004, há nove anos, Lost estreava nos Estados Unidos. Em pouco tempo mobilizava uma pequena mas fiel audiência em frente à TV que, em alguns meses, se tornaria uma comunidade global online graças à internet. A saga dos passageiros do vôo 815 da Oceanic se expandiu de formas inusitadas, tanto dentro quanto fora do seriado – se por um lado explorava os limites do what-the-fuck com personagens impagáveis e premissas surreais (urso polar nos trópicos? Monstro de fumaça? Os outros?), por outro antecipava a fusão da TV com a internet reunindo pessoas para assistir episódios ao vivo em todo planeta, levando para a ficção algo que só existia em eventos esportivos ou em notícias ao vivo.
A história de como o seriado foi aprovado e como foi desenvolvido nos bastidores é uma saga paralela e os fãs bem se lembram das histórias em que a emissora norte-americana ABC questionava os rumos que Lost tomava. Isso aconteceu desde o início, quando a série recebeu o sinal verde para ter seu piloto filmado. Enquanto o primeiro episódio era produzido, Damon Lindelof e J.J. Abrams acharam melhor responder às dúvidas que o episódio levantaria num guia da série que talvez reconfortasse o canal.
O Boing Boing disponibilizou na semana passada um PDF que mostrava que os rumos da série podiam ser bem diferentes caso a ABC fosse rígida em relação ao futuro do seriado. O documento (reproduzido abaixo) explica que tudo na série teria explicação científica, que o monstro que fazia barulho no primeiro episódio seria descartado logo a seguir, que não haveria grandes mistérios nem mitologia na série, que seria baseada principalmente em seus personagens, e que Lost seria uma espécie de “Melrose primitiva” não sendo necessário acompanhar todos os episódios para entender a história principal, apresentada em vários contos autocontidos em episódios específicos.
Como sabemos, um tremendo papo furado. O SlashFilm procurou o Lindelof para saber o que era tudo aquilo e ele explicou que o documento era uma tentativa de acalmar a ABC sobre a possibilidade de Lost repetir a fórmula de Alias, a série anterior de J.J. Abrams, que, seus executivos temiam, vinha perdendo audiência por ser considerada muito específica de um gênero só. Queriam uma série mais ampla. Por isso a ênfase que a série teria um tom específico dependendo do personagem abordado – podia ser um seriado de médicos ou de guerra ou policial de acordo com o protagonista de cada episódio (o que realmente aconteceu nos primeiros anos). O documento, no entanto, não seria seguido à risca e Abrams e Lindelof contrataram os roteiristas Javier Grillo-Marxuach, Paul Dini, Jennifer Johnson e Christian Taylor para criar pequenas histórias que nunca seriam usadas na série e que serviam apenas como iscas pra ABC morder – e morderam histórias como um bunker nazista, a orelha do labrador com uma mordida de gente, um plano de Locke, um eclipse, uma fruta proibida, felinos predadores e estranhos casulos.
Vale a leitura (logo abaixo, em inglês), especialmente se você era fã da série.

JT apresentou mais duas músicas da segunda parte do disco que lançou no início do ano durante o show que fez no festival IHeartRadio, neste sábado em Las Vegas. As faixas “Only When I Walk Away” e “True Blood” seguem abaixo, nas versões ao vivo.
Justin Timberlake – “Only When I Walk Away”
Justin Timberlake – “True Blood”
Já já o disco vaza.

Essa baladinha oitentista, que abre o disco do Holy Ghost, ganhou um vídeo estático: